Entrevistas
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Alataj entrevista AYN

Quando mulheres querem que algo aconteça, elas fazem acontecer. Não existem barreiras ou limites quando a determinação fala mais alto que tudo. Neste caso em específico, AYN e Yasmine D. querem conquistar o mundo através da arte, da música, e um passo super importante acabou de ser dado: o lançamento oficial do EP NXT CHPTR, com quatro faixas originais essencialmente de Techno, mas com toques progressivos e traços culturais árabes, já que as duas artistas são do Oriente Médio

Tivemos a oportunidade de fazer uma entrevista muito legal com essas artistas super talentosas, o resultado você confere abaixo — com o EP tocando, claro:

Alataj: Olá, AYN! É um prazer entrevistar você. Seu trabalho é encantador, dotado de uma sensibilidade distinta em meio aos beats mais obscuros do Techno. De onde veio a inspiração para traçar essa identidade sonora e esse lado artístico em você?

AYN: O prazer é todo meu, obrigada por me darem espaço para mostrar minha arte.

Para mim, a música é uma ferramenta de comunicação, é a única maneira que consigo expressar e traduzir minhas emoções e memórias, uma linguagem universal, sem barreiras, que ajuda a me conectar com o mundo. É por isso que nunca me prendo a regras quando estou produzindo – me dou a liberdade de explorar e sentir, de ir pelo desconhecido sem medo de me perder no caminho. Para mim, a música sempre foi sobre transcender e apenas viver o presente, se entregando ao espaço e tempo.

Grande parte da minha inspiração vem dos meus sentimentos e experiências coletivas, infundidos pela minha formação cultural profundamente enraizada. Minhas raízes jordanianas (Oriente Médio) ficam bastante evidentes nas escolhas de padrões rítmicos e batidas pesadas. Minha abordagem pessoal aparece na minha mixagem – principalmente quando se trata de progressões, transições e escolhas de sintetizadores melódicos. Geralmente vejo o lado bom da vida, mesmo que eu esteja cercada por escuridão. É por isso que encontro beleza no equilíbrio entre a escuridão dos sons pesados e profundos do techno, que enriquecem minha alma, com elementos sonoros mais leves e sintetizadores que elevam meu espírito. A música é meu porto seguro – me faz sentir que não há problema em sentir e me lembra que sempre há um lado bom para se olhar. E conseguir estender as fronteiras do meu porto seguro para outros o receberem é a principal razão pela qual amo o que faço.

A região em que você nasceu possui uma cultura musical fascinante, que inspira artistas ao redor do mundo pela característica magnética e profunda da sonoridade local — e você incorpora essas raízes no seu som. Cada vez mais vemos artistas que estão valorizando a música árabe dentro de suas abordagens. Quais desses artistas você tem como referência para seu trabalho?

AYN: Tenho orgulho das minhas raízes árabes, tanto cultural quanto musicalmente. Eu concordo com você, cada vez mais artistas, do mundo todo, estão valorizando a profundidade, a naturalidade e os padrões de batida rítmica da música árabe. Acredito que, de um modo geral, os artistas hoje em dia estão mais abertos para a troca de experiências culturais através da música, cruzando fronteiras para descobrir novos instrumentos e formas de expressão. Afinal, a música é a linguagem universal que usamos para nos conectarmos uns com os outros.

Artistas árabes de épocas anteriores são os que mais me influenciaram no crescimento – Umm Kulthum, Abdel Halim Hafez, Warda Al Jazairia, Wadih Al Safi são algumas das lendas árabes que tocam minha alma, artistas que realmente representam pureza e integridade em todas as formas e maneiras. Um Khlathoum é minha artista árabe favorita de todos os tempos – ela transcende a um lugar espiritual com suas habilidades vocais únicas, enquanto controla totalmente sua jornada enquanto você a ouve. Quero levar os ouvintes a uma jornada parecida com a minha música, principalmente na pista de dança.

Imagino que não tenha sido um caminho simples para você dentro da sua trajetória artística. Você vem de um país onde o patriarcado ainda é forte e muitas mulheres têm dificuldade de avançar em seus projetos profissionais. Como isso interferiu em sua carreira como DJ e produtora musical?

AYN: Eu venho da Jordânia, e sendo um país árabe, sim, o “patriarcado” definitivamente ainda é um fator avassalador que molda nossa sociedade. O patriarcado em geral é uma sociedade liderada por homens – mas o fato de eles serem homens não é o maior problema – o problema é o fato de que a maioria desses homens acredita que as “mulheres” não têm lugar de liderança no trabalho, o papel deve ser pequeno o suficiente para dar às mulheres espaço para estar em casa, sendo esposas e mães. Particularmente, acredito que o gênero não impede alguém de ser bom no que faz, acredito no trabalho árduo, na paixão e na determinação, três coisas que permitiriam qualquer pessoa, independentemente do sexo, a realizar seus sonhos. Sou muito grata aos meus pais e família, pois eles tiveram um papel fundamental na construção de quem eu sou hoje e no que acredito. Eles sempre me incentivaram a seguir meus sonhos, já que estou trabalhando duro e fazendo o que é preciso para ser fiel às oportunidades que surgem no meu caminho. Embora eu venha de uma sociedade dominada pelo patriarcado, venho de uma família que acredita na individualidade e no empoderamento.

No entanto, se eu olhar para o começo da minha carreira de DJ há alguns anos, eu posso dizer que a sociedade de onde venho preocupou meus pais, quando se trata de eventos, como “after parties” ou certos lugares que eu poderia ser convidada para tocar. Eles também se preocuparam com o equilíbrio entre minha vida profissional e pessoal, vendo eu fazer malabarismos entre um emprego diurno e um emprego noturno naquela época, fazendo música até o amanhecer. Demorou um pouco para eles perceberem o poder por trás do que estou fazendo e para onde eu quero levar – e acredite, tive que trabalhar muito para acalmar essas preocupações – mas, depois disso, nunca duvidaram, nunca pensaram duas vezes e têm sido os maiores apoiadores ao longo da minha carreira.

Embora as sociedades das quais fazemos parte nem sempre nos apoiem a ser quem somos, acredito que o mais importante é recebermos apoio de nosso círculo mais próximo, de nossos amigos e familiares que nos estimulam diariamente.

Por último, mas não menos importante, também sou muito grata pelas mulheres árabes que abriram o caminho antes de mim – provando que o gênero não é o que nos impede de alcançar, apesar dos obstáculos que estão em nosso caminho. Para citar algumas dessas mulheres: a rainha Nicole Moudaber do Líbano e a grande SAMA ‘Abdulhadi da Palestina.

AYN – Foto por Ayla Hibri

Você já conquistou importantes highlights em sua jornada, dividindo palcos com nomes como Rafael Cerato, Emanuel Satie, Seth Schwarz, além de despertar críticas positivas quanto ao seu trabalho como produtora. Em que momento você acha que sua carreira começou a ganhar essa projeção?

AYN: Quando comecei minha carreira como DJ e produtora, jurei que levaria os ouvintes a uma jornada musical do início ao fim, principalmente em meus sets. Mixando perfeitamente ritmos e sons árabes com grooves e melodias ocidentais, eu estimulo uma energia nostálgica e soulful nos meus sets de Techno, juntamente com transições progressivas e momentos espaciais, trazendo ao público espaço para sentir, respirar e dançar o tempo todo. Acredito que minha característica mais forte é minha dedicação em permanecer fiel ao meu som. Recuso oportunidades que exigem que eu mascare meu verdadeiro eu musical e que eu me afaste da minha identidade sonora enquanto artista. Meu compromisso com minha identidade sonora é, na minha opinião, a razão pela qual consegui oportunidades até agora.

Quanto a minha carreira até aqui, cada momento para mim é especial, pois aprecio cada oportunidade que o universo trouxe ao meu caminho. Sou grata por todas as experiências que deram espaço para meu crescimento enquanto artista. Se devo escolher um momento do início da minha carreira: um ano após eu ter começado a discotecar e produzir (final de 2018), quando Scene Noise me apresentou como uma das “18 DJs do Oriente Médio que deveriam estar no seu radar“.

Em seu último EP, I Contact, você estreou uma parceria com Yasmine D. na faixa-título, colaboração que se repete em NXT CHPTER. Como vocês se conheceram e como aconteceu essa sintonia musical entre vocês?

AYN: Eu e Yasmine D. nos conhecemos aos 14 anos e somos melhores amigas desde então. Na época, Yasmine tinha visitado a Jordânia, onde minha escola estava hospedando um campeonato esportivo. Foi lá que nos tornamos amigas, e antes que percebêssemos, se tornou uma amizade com um vínculo indestrutível, que apenas se tornou mais forte e mais sólido com o passar dos anos, até se transformar em uma bela jornada musical.

Hoje Yasmine D. é minha empresária (enquanto AYN) e a artista talentosa e cantora que participou de “I Contact”, 4ª faixa do meu último EP, além de ter participado em todas as faixas de “NXT CHPTR – AYN Feat. Yasmine D.”, novo EP. Por algum tempo incentivei Yasmine a compartilhar sua bela voz e talento artístico com o mundo. Ela, enquanto membro ativo da indústria musical (anteriormente co-fundadora de uma gravadora e envolvida na carreira de artistas da cena regional) e alguém que esteve ativamente envolvida no crescimento da minha carreira enquanto AYN, vinha adiando seu envolvimento como artista há anos. Finalmente, fiz com que ela largasse tudo e começasse – estou orgulhosa por ela ter escolhido começar sua carreira musical com AYN.

Estando em harmonia quando se trata de nossa abordagem musical, ritmos, abertura da melodia e liberdade de expressão, nossa combinação foi destinada a trazer luz às mais sombrias batidas de Techno, criando uma infusão árabe, soul, progressiva, nostálgica e abordagens melódica para colaborações do techno.

Yasmine, você é a voz por trás das faixas e também já havia estreado em I Contact, o primeiro EP de AYN. Como foi esse processo de criação dos vocais para as faixas do novo disco?

Yasmine: Eu fiz minha estreia em “I Contact”, 4ª faixa do primeiro EP de AYN, com vocais sonoros espaciais Foi uma experiência especial para mim, já que foi meu primeiro lançamento oficial enquanto artista, e quem melhor para lançar do que minha melhor amiga e a artista que administro, AYN, a talentosa DJ e produtora da Jordânia em ascensão no Techno. A transparência de AYN quando se trata da estrutura de seus arranjos musicais e sua sensibilidade quando se diz respeito às batidas, transições melódicas, sintetizadores e elementos sonoros que ela usa e brinca durante a produção – geralmente dá a liberdade de eu me expressar vocalmente, sem quaisquer restrições.

Com o novo EP, o processo foi uma jornada do início ao fim – uma jornada musical cheia de integridade, vulnerabilidade e força ao mesmo tempo. O processo de gravação foi emocionante, estimulante e desafiador – a entrega e habilidade de AYN em me encorajar a me conectar com a música contextualmente e melodicamente me ajudaram a descobrir minha arte de uma forma e espaço diferente, concentrando mais na entrega final e menos no meu alcance ou habilidades vocais.

Yasmine D – Foto por Ayla Hibri

Inclusive achamos que seu timbre é capaz de imprimir o encanto magnético da musicalidade árabe, com um sensibilidade bastante genuína. Imagino que você seja vocalista já de longa data. Como começou sua jornada através da voz?

Yasmine: Obrigada por suas palavras gentis, fico feliz em saber que você consegue perceber minha musicalidade árabe em meu timbre. Eu poderia dizer que sou vocalista de longa data, no entanto, minha jornada não tem sido comum de forma alguma. Eu canto há muito tempo, desde quando descobri que conseguia cantar, quando era adolescente. A música é parte de quem eu sou, está no meu sangue, é minha paixão. No entanto, guardei para mim por muito tempo – me recusei a entrar para o coral da escola, me recusei a começar como artista cover, me recusei a lançar músicas com as quais eu não estava satisfeita, independentemente do que as pessoas ao meu redor pensassem. Eu era muito teimosa e diria que isso pode ter me privado de muitas experiências musicais, mas acredito que também aprendi muito escolhendo experimentar as coisas de outra forma.

Não formei uma banda, nem atuei como artista solo. Escrevi músicas ao longo dos anos, mas nunca as compartilhei. Sempre soube que queria revelar minha arte no momento certo da vida, mesmo que isso significasse adiar minha estreia. Eu tocava piano e tive aulas durante vários anos, também gostava de pegar outros instrumentos, principalmente instrumentos rítmicos, e abordá-los de um jeito improvisado. Tentei me matricular em aulas de canto, pensando que se eu quisesse ser uma artista profissional teria que fazer, mas durou apenas alguns meses, pois desisti, eu precisava ser livre – eu não queria estar presa a estrutura ou forma, eu só queria me prender à expressão e alma. Para mim, sempre foi e sempre será sobre sentimento, e não sobre extensão vocal, ou mudanças de notas.

Na verdade, meu maior aprendizado enquanto artista foi quando mergulhei no lado comercial da indústria, trabalhando com outros artistas, logo após me formar na universidade. Eu co-fundei uma gravadora, a Let’s Play Records, com Raed El Khazen, onde administramos e trabalhamos em vários projetos com artistas em ascensão no Líbano e em toda a região. Trabalhei em colaboração com nomes como Hello Psychaleppo no álbum HA! e trabalhei com Tanjaret Daghet no desenvolvimento de sua carreira artística. Também acompanhei a carreira do cantor e compositor Sima Itayim anteriormente conhecido como Project Seer. Além desses grandes artistas, trabalhei ao lado de muitos outros em diferentes gêneros, dentro e fora da região, como Naima Chalhoub, Eileen Khatchadourian e outros. Ao longo dos anos como co-fundadora de uma gravadora, passei horas no estúdio, acompanhando Raed, que era o principal produtor musical e A&R liderando diferentes projetos. Também trabalhei muito no desenvolvimento do negócio com uma grande equipe de pessoas do mundo todo durante o processo. Estar a frente de uma gravadora por quase 7 anos me ensinou muito sobre a indústria, tanto como artista quanto como entusiasta do negócio da música, e acredito que essa foi minha maior curva de aprendizado até hoje. Quando Raed e eu decidimos nos separar e encerrar nossa parceria com o selo, eu decidi continuar trabalhando de forma independente com artistas em ascensão – eu já tinha muita experiência de todas as perspectivas, principalmente da perspectiva de um artista em ascensão. Então, tive a chance de compartilhar essa experiência com AYN, quando comecei a trabalhar com ela em seu primeiro ano de carreira musical.

Apesar de ter acesso infinito ao estúdio durante o tempo como dona de gravadora, eu nunca lancei minhas músicas. E aqui estou hoje, lançando minha 5ª colaboração nos lançamentos de AYN. Eu particularmente acho bem interessante pensar que outra pessoa no meu lugar já teria lançado antes. Acredito que tudo acontece por uma razão e na hora certa – e agora é a minha vez de abrir caminho como artista. Eu sei que este é apenas o começo para AYN e Yasmine D. – fiquem ligados que tem muito mais por vir!

AYN, voltando ao EP, NXT CHPTER traz quatro faixas que evocam um clima de contraste forte em cada arranjo, trazendo elementos sensoriais e sensíveis com as batidas mais sombrias do Techno. Como foi o processo de produção desse trabalho? E qual a motivação crucial para a construção dessa ideia?

AYN: Comecei criando batidas simples usando controladores midi e sintetizadores para montar a estrutura e o layout das produções. À medida que fluiu, eu e Yasmine D. mergulhamos na letra que melhor expressasse as mensagens que queríamos transmitir ao longo do EP, da maneira mais simples possível, encontrando o equilíbrio entre “escuridão” e “luz”. Escrever as letras e transcrevê-las em melodias vocais foi um processo simultâneo. Assim que as melodias foram finalizadas, começamos a gravar os vocais – dando a Yasmine a liberdade de entregar vocais brutos e encantadores.

Segui uma abordagem de várias camadas enquanto desenvolvi as mixagens das faixas finais, incorporando elementos musicais progressivamente, reunindo-os para transportar o público para frequências sonoras mais altas. O processo foi uma grande mistura de batidas pesadas e profundas do techno, sintetizadores, loops melódicos e escapes vocais – para descrever a jornada do NXT CHPTR, diria que foi uma sinergia mista de liberdade, amor e luz.

Gravamos e produzimos o EP na Jordânia (Oriente Médio) em meio à pandemia. Sentimos o peso do mundo, enquanto o turbilhão de acontecimentos sombrios se desenrolava ao nosso redor, sentimos o desejo de desdobrar um novo capítulo de esperança, sinergia e amor através da música. Enquanto trabalhamos no novo EP, percebemos que essa escuridão que estávamos sentindo não era resultado da pandemia, na verdade, era uma escuridão que estava prestes a vir à tona por causa da contínua injustiça, desigualdade, discriminação e falta de amor que existia muito antes da pandemia. A pandemia de fato nos deu um motivo para nos unirmos, para nos tornarmos mais conscientes, para nos protegermos, para nos tornarmos mais conectados apesar da distância.

Tem algum elemento-chave, seja um sintetizador específico, uma drum machine, ou um VST que você não dispensa em suas produções? 

AYN: Abordo minhas produções de um lugar de liberdade e acessibilidade. Eu começo com uma coisa e então me pego mudando para algo que transmita ainda mais os sons emocionais que eu quero atingir. Geralmente pesquiso plugins no decorrer e uso o que é mais útil no momento. No EP NXT CHPTR, acabei usando Diva em mais de uma faixa. Meu Korg Monologue, eu diria que é algo que não posso viver sem e foi um presente de Yasmine D.

E quais são os próximos passos da AYN? Tem algo programado que você possa adiantar?

Há muita coisa planejada para AYN, incluindo colaborações muito especiais e os próximos sets apresentando o EP e o lançamento de um novo single antes do fim do ano. Esperançosamente, um live act “AYN Feat. Yasmine D. ” começará a se desdobrar. Fiquem ligados para o que está por vir!

Sobre o novo EP, estamos lançando quatro videoclipes em outubro, um para cada faixa do – uma vez por semana a partir de 8 de outubro. Inspirados pela capa do EP ilustrada pela brilhante artista Raphaelle Macaron, a equipe do Banana Monkey fez um trabalho impecável ao transcrever a peça para vídeos que levarão o público a uma jornada de loops animados estimulantes para a mente, diminuindo a batida e abrindo a alma.

Paralelamente, ainda não falei sobre isso, mas eu e Yasmine temos trabalhado nos bastidores da E.T.M. – Escape Through Music – uma plataforma musical que incentiva a diversidade, união e liberdade por meio de experiências musicais, tanto físicas quanto digitais. Fizemos um pré-lançamento com DJ set ao vivo gravado à beira-mar no Líbano “Escape Through Music with AYN”. Fiquem ligados para mais novidades da E.T.M. e fiquem de olho nos próximos eventos.

O futuro definitivamente será sobre mais música, mais shows ao vivo e talvez até uma linha de produtos(?). Muita coisa pode acontecer em um ano – vamos ver aonde o próximo ano nos levará 🙂

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A música conecta.