Entrevistas
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Alataj entrevista Kaká Franco

De Curitiba vem uma das figuras mais apaixonadas pela House Music no Brasil. Kaká Franco é um verdadeiro pesquisador do assunto, são anos garimpando discos nas lojas e aprimorando a técnica em casa, trabalho que vem sido coroado com o reconhecimento, prova disso foi a apresentação na primeira edição do Boiler Room que aconteceu em Curitiba, no ano passado. Nós poderíamos citar 10 motivos que nos deixam alegre em ter Kaká Franco no Alaplay Podcast e na sessão de entrevistas On Air, mas melhor que isso, vamos deixar as batidas da House Music e o próprio Kaká falar sobre isso.

1 – Desde o começo da sua carreira você teve uma ligação muito forte com a House Music. Lá nos anos 90, quais foram os artistas que mais te influenciaram para seguir essa profissão?

Bom, podemos então dividir em 2 segmentos. No final dos anos 90, a influencia veio dos DJs de Curitiba, os residentes de clubes como Legends, Konys, Muzik, Rave, D’Vinyl e outros clubes e bares da época. Esses sim me influenciaram bastante, sem eles saberem aprendi a tocar com eles, cada festa que eu ia, eu colava na cabine pra ver o que eles faziam com mixer e toca discos, fazia de tudo pra gravar na memória como era a musica que eu ouvia na festa, não existia Shazam e eu não sabia o nome da musica, tinha que ficar cantando o ritmo dela o tempo inteiro pra não esquecer, então eu só achava elas nas lojas de discos. A partir daí comecei a ter uma serie de produtores que alinhavam-se mais com o meu gosto, aqui nasce o 2o. segmento, pois através de labels, produtores e do que eu ouvia de novo nas lojas de discos descobri artistas incríveis da House Music, do final dos anos 80 até os dias de hoje. Steve Silk Hurley, T-Coy, Frankie Knuckles, Mr. Fingers, Little Louie Vega, Marshal Jefferson e por aí foi,… Mas os que eu gostava mesmo quando eu ouvia naquelas baladas do final dos anos 90 eram o que os DJs tocavam, principalmente no começo da festa, French House, Disco House, Funky e o Deep House me influenciaram muito, Tomas Banghalter, Roger Sanchez, Miguel Migs, Gusto, Gregory, Modjo, Supermen Lovers, Armand Van Helden, Peter Heller, Joe Smooth, Alan Braxe, Erick Kupper, Phats and Small, bom essa lista é gigante, um nome já puxa outro, fazendo total influencia no meu repertório de hoje.

2 – Outra ligação muito forte que sua carreira tem é com a cena curitibana. Você crê que a cidade vive seu melhor momento em termos de mercado e artistas?

Verdade, eu acompanhei bastante a cena, mas era um DJ sem reconhecimento algum, portanto as minhas gigs ficaram por muito tempo dentro de casa treinando, era muito difícil você ocupar o lugar de algum residente fixo. Mercado eu vejo sim, excelentes oportunidades, festas para todas as tribos, porém poucos clubes bem engajados em boa curadoria artística, quanto mais você evolui, menos mercado você tem, algo que fica bem controverso. Artistas vejo um numero bem maior deles, pela facilidade que a tecnologia nos proporcionou, porém se passarmos um filtro, não vai ser fácil achar um verdadeiro DJ. Agora Curitiba vive um bom momento, talvez o seu melhor, os investimentos são grandes, ela já é conhecida como uma cidade brasileira com movimento forte na musica eletrônica e ainda tem artistas ativos que rodaram o mundo mostrando aos melhores clubes da Europa que Curitiba está nesse mapa.

3 – Ano passado, Curitiba recebeu a primeira edição do Boiler Room na cidade. Como foi a experiência de participar do evento em uma edição que ficou marcada pela energia e sintonia do público com os artistas?

Essa experiência foi incrível, foi uma surpresa de ter sido chamado, pois não sou tão conhecido como os outros artistas que estavam no line dessa edição, mas senti do público que eles aprovaram a decisão e isso me deixou extremamente feliz e orgulhoso. A vibração foi intensa, acredito que muitos sentiram-se parte do meu trabalho, pois os poucos que já acompanhavam minha carreira, sabiam que eu não tinha vindo do nada e sinto que isso contagiou. A maioria presente não me conhecia, mas curtiram como se fosse uma vitória na final de um campeonato, quer sensação melhor que essa? Uma pena que as revistas especializadas em e-music deixaram de publicar esse evento que representou Curitiba na sua melhor forma para o mundo.

4 – Para encerrar, na sua opinião, o que difere um bom DJ dos demais? Abraços e obrigado pela oportunidade!

Ser um bom DJ é se sentir compromissado com a música, buscar referências, treinar muito, educar e entreter as pessoas e estar pronto para o novo. Esse cara precisa conter uma série de habilidades: conteúdo, técnica, pesquisa, marketing, ousadia, negociação e ser muito bem relacionado. Acho importante o DJ saber seus pontos fracos e fortes, demorei muito tempo pra perceber isso, porém hoje sei que tenho um ponto fraco que venho tentando melhorar aos poucos, a autopromoção. Já um dos meus pontos fortes é que fiquei muito tempo pesquisando e adquirindo a técnica necessária para tocar em vinil, pois acreditava que isso era o básico. E hoje em dia tenho a impressão que passou a ser um diferencial, porque hoje são poucos os que conseguem manter a consistência nos sets em vinil.

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