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A música conecta

Vinter entra em nova fase e amplia seu alcance global pela Helix Records

A ascensão de Vinter dentro da música eletrônica não se apoia em um único ponto de virada, mas em uma sequência de movimentos bem posicionados ao longo dos últimos anos. Embora sua conexão com a música venha de muito antes, foi em 2021 que o artista brasileiro passou a dedicar-se integralmente ao projeto Vinter, estruturando sua presença de forma gradual e estratégica. Desde então, vem posicionando seus releases em catálogos relevantes e conquistando cada vez mais a confiança da indústria. Entre 2022 e 2024, assinou com labels renomadas como Experts Only e Criterio (em ambas sendo o primeiro brasileiro no catálogo) e Hot Creations, mas foi em 2025, pela Nervous, que aconteceu seu grande momento de virada ao alcançar o Top #1 Overall do Beatport com Space Pump.

Ao longo desse período, sua identidade foi sendo lapidada a partir de um entendimento claro sobre o que funciona ou não nas pistas; soma-se isso à sua criatividade e seu pensamento fora da caixa e tem-se uma receita ideal para o sucesso. Tudo isso ajuda a entender a chegada de seu novo trabalho, This Is Not The James Brown, single que marca sua estreia pela Helix Records, gravadora que está acostumada a receber alguns dos principais produtores globais, a exemplo de Marshall Jefferson, Jamie Jones e San Holo.

Antes mesmo do lançamento oficial, This Is Not The James Brown já circulava em sets de nomes como Mau P, Diplo, Vintage Culture, Green Velvet, Franky Rizardo e diversos outros big names globais, comprovando a aceitação do seu som por uma ampla gama de artistas. Aproveitando a novidade, conversamos com o brasileiro sobre o processo por trás da nova faixa, a evolução da sua abordagem em estúdio e como sua leitura da cena vem influenciando seus próximos passos dentro de um mercado cada vez mais competitivo.

Olá, Vinter. Obrigado por nos receber. Você vem de um momento muito emblemático com Space Pump, que não só alcançou o topo do Beatport como também teve forte circulação nas pistas. This Is Not The James Brown foi produzida depois disso ou a faixa já existia anteriormente? Como elas se conectam e como este novo single representa sua fase atual em termos sonoros?

Olá, pessoal, Obrigado pelo espaço! Curioso isso, porque a This Is Not The James Brown foi produzida enquanto a Space Pump (Space Jam) estava sendo lançada. As duas conversam muito por conta disso. Acabei criando um laço musical entre elas quase sem querer. Esse lançamento representa uma consolidação do que venho trabalhando há bastante tempo, uma identidade musical que comecei a construir no ano passado e que, em 2026, vem ficando cada vez mais sólida.

Uma relação entre elas é que ambas se apoiam em contextos conhecidos; a primeira foi inspirada em um filme nostálgico, e essa, agora, em um cantor famoso. Você acredita que essa familiaridade ajuda na performance positiva das faixas com o público?

Com certeza. Mesmo sendo temas antigos, um é um hit atemporal e o outro um filme atemporal. Eles carregam essa nostalgia. Talvez o público mais novo não conheça um dos dois temas, mas acredito que quando uma arte é realmente atemporal, ela sempre volta, de diferentes maneiras.

Percebo que à medida com que o número dos seus lançamentos cresce, sua identidade musical evolui. Como tem sido a construção desse processo artístico? Quem tem auxiliado você nesse processo?

Eu sou um artista que me cobro muito, em todos os aspectos. Minha identidade musical sempre foi prioridade, então trabalho bastante para reforçar isso. Mas é um processo que vem com o tempo, é um trabalho de formiguinha e isso me motiva ainda mais. Eu curto esse amadurecimento musical dia após dia. E tudo me influencia nesse processo: meus amigos produtores, um filme, um documentário, artistas de décadas passadas que acabo descobrindo… No fim, é o meu dia a dia com a música que constrói tudo isso.


O lançamento que chega pela Helix Records também marca o início de uma parceria mais longa com a gravadora, certo? O que você pode nos contar a respeito e qual o significado disso pra você?

Desde que surgiu o interesse deles ano passado, a gente vinha trocando muitas figurinhas, e em janeiro firmamos uma parceria mais forte. É muito gratificante ver uma gravadora desse tamanho querendo construir algo a longo prazo comigo, isso me deixa ainda mais motivado.

Para quem está tendo o primeiro contato com o seu som, como você descreveria o que toca e produz? E o que é não pode faltar nas suas faixas?

Eu descreveria meu som como uma track feliz, com energia, vida e sentimento. Tento colocar tudo que sinto dentro da música. Não gosto de me rotular, e minha música segue essa mesma linha. Ela transita mais pelo House e seus derivados, mas não me prendo a um estilo só.

Falando sobre o futuro, o que você pode nos adiantar em termos de novidades? A ideia é manter um espaçamento maior entre cada novo lançamento ou aumentar o ritmo?

Minha meta esse ano é trazer cada vez mais músicas para vocês. Sempre quis ter uma consistência forte de lançamentos, por mim, lançaria uma faixa por semana (risos). Essa parceria com a Helix Records vai ajudar muito nisso, permitindo que eu tenha mais consistência e consiga compartilhar mais da minha arte com o público.

Já que você falou em trazer cada vez mais músicas, existe alguma já encaminhada como seu próximo lançamento? Ela segue uma linha similar dos releases anteriores ou vai apresentar uma roupagem diferente?

Opa, tem sim! Meu próximo lançamento está marcado para este mês. Minha track “Money” sai no dia 29 de maio. Essa é outra track que já vem recebendo vários suportes de peso. A música também mantém uma forte identidade com os meus últimos lançamentos, então estou muito ansioso para compartilhar isso com o público.

Para finalizar, uma pergunta clássica do Alataj. O que a música representa em sua vida?

Eu amo essa pergunta! A música é meu oxigênio. Não consigo ficar muito tempo sem me alimentar dela.

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