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A música conecta

Minha primeira gig | Kallak

TAGS: Kallak

Crente que harmonias e melodias bem feitas são elementos marcantes que fazem toda a diferença, além de essenciais para a conexão com o público, Kallak traçou seus caminhos permeando o Tech House com um “quê” melódico — afinal, além de multi-instrumentista, o DJ e produtor é bem apegado à música clássica.

O brasiliense traçou um caminho sonoro dentre as batidas sintéticas que possibilita a identificação de potentes referências que guiam Thiago na movimentação através do alter ego de Kallak.

Explorar o universo da discotecagem e produção musical com todo esse apoio de referências musicais que formam o lado artístico do produtor certamente rendeu à ele histórias interessantes para contar. Hoje ele está aqui para nos contar sobre sua primeira gig e como foi a experiência de levar sua carga artística pela primeira vez para a pista.

KALLAK

Minha primeira gig aconteceu no Flutuante Acqua Dasluli aqui na minha cidade (Brasília). Foi um evento em que as mais variadas vertentes do House foram exploradas: desde o Deep House no clima de Warm Up até o groove mais agressivo e dançante do Tech House. Dentre alguns outros DJs, o line contava com a presença do grande DJ/Produtor Galvik e Autobotz. Lembro do sentimento de estar pela primeira vez diante de uma pista, onde a única coisa que me separava do público era a cabine de alguns poucos metros de altura e a CDJ onde estava prestes a tocar. Naquela noite vi a “orquestra” acontecendo por um ângulo totalmente diferente: a pista era repleta de pessoas dançando e sentindo a música de uma maneira ímpar. 

Os aplausos já não mais aconteciam apenas ao fim dos movimentos de um concerto, mas sim, quando o corpo e alma pediam por aquilo. O envolvimento de cada um que estava ali com a música era algo muito forte e contagiante, afinal de contas, é muito emocionante encontrar pessoas que compartilham e vibram pelo mesmo sentimento que você. Finalmente compreendi do que se trata o termo “energia da pista” e como a habilidade de domar e manipular essa energia é tão importante para nós DJs. 

Naquela noite aprendi que ser DJ vai muito além de saber fazer uma boa transição entre músicas. Aprendi que devemos nos conectar com o público e fazer parte dele para que possamos construir momentos inesquecíveis juntos.

A música conecta.

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