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A música conecta

Raio X | OMRI.

Por Marllon Eduardo Gauche em Notes 20.02.2026

OMRI. é um dos nomes que vem ganhando destaque na cena eletrônica melódica internacional nos últimos anos. O produtor israelense construiu uma trajetória sólida através de lançamentos em selos como Hot Creations, Crosstown Rebels, Rumors, Disco Halal e Maccabi House, além de conquistar o apoio de figuras como Jamie Jones, que elegeu Musika como sua faixa favorita de 2024.

Sua faixa Dance All Night (Don’t Wanna Fight) chegou ao #1 do chart Indie Dance do Beatport, enquanto Pete Tong deu suportes consistentes na BBC Radio 1. Em 2025, também foi um dos 10 produtores mais vendidos no chart de Deep House do Beatport. Fundador da gravadora Collecting Dots Records, OMRI. desenvolveu uma sonoridade que combina elementos psicodélicos com o groove do house, resultado de uma transição do psytrance para o House quando ainda tinha apenas 19 anos.

Nesta sexta, dia 20, OMRI. retorna ao Brasil para tocar durante o Carnaval do BOMA, dividindo lineup com Vintage Culture e WhoMadeWho, além de Doozie e Eli Iwasa. Recentemente, ele também confirmou estar trabalhando em uma collab com Vintage Culture, sinalizando sua intenção de se conectar cada vez mais com a cena brasileira. 

Por trás do crescimento internacional, quatro aspectos ajudam a explicar como OMRI. tem construído sua identidade sonora e conquistado cada vez mais visibilidade em um cenário bastante disputado. 

Este é o Raio X do Alataj.

A experiência em Tulum

Aos 19 anos, OMRI. estava em turnê pela América Central tocando psytrance quando chegou a Tulum. “Ouvi house music pela primeira vez e aquilo me atingiu forte. Naquele momento soube que essa era minha vibe”, relembra. A decisão foi radical: abandonou a dupla de psytrance e recomeçou do zero na house music. Ainda assim, o som que ele produz hoje traz referências do seu passado. Foi em Tulum que ele descobriu como unir a intensidade psicodélica que conhecia com a parte dançante da house, criando a base de sua sonoridade atual.

As mágicas terças-feiras com a festa More Than Friends

Entre 2019 e 2023, OMRI. co-organizou More Than Friends, festa semanal que chegou a reunir 1.000 pessoas toda terça-feira em Tel Aviv. Essa experiência funcionou como laboratório para desenvolver sua leitura de pista e testar novas sonoridades antes de partir para o cenário internacional. Foi ali que ele refinou sua técnica, aprendeu a ler a pista com mais clareza e acumulou experiências sobre construir narrativas sonoras consistentes.

Collecting Dots: conectando pontos musicais e culturais

O conceito por trás da Collecting Dots Records vai além de uma gravadora tradicional. OMRI. desenvolveu uma filosofia de “conectar pontos” entre diferentes culturas, experiências e sonoridades através da música eletrônica. O nome faz referência ao seu próprio nome artístico (OMRI DOT) e à ideia de que cada show, cada colaboração, cada conexão cultural representa um ponto que se conecta a outros, formando assim uma rede maior, tratando a música como ferramenta de conexão global.

A rotina obsessiva de estúdio

OMRI. mantém uma rotina de produção que ele descreve como “non-stop”, está sempre trabalhando e se aprimorando. Para ele, a pergunta não é quando vai ao estúdio, mas sim em que momento sai dele. O artista trata a criação musical como um processo contínuo e não como algo pontual. Essa dedicação extrema permitiu que alcançasse seus objetivos em selos de prestígio e mantivesse um fluxo constante de lançamentos de alta qualidade, sempre refinando sua sonoridade através da prática intensiva.

A MÚSICA CONECTA 2012 2026