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Alataj entrevista Kolombo

O ano era 2013. Em qualquer palco que Kolombo subisse, as pistas tremiam. As pessoas vibravam. A aura clubber era especial. No Brasil nunca foi diferente e ele criou uma família por aqui, fãs verdadeiramente apaixonados por seu trabalho e por sua abordagem musical criativa dentro do Deep House. É um artista que sem dúvidas ajudou a popularizar o estilo e a colocá-lo em outro nível dentro dos clubs. 

O termômetro de Olivier Gregoire fervia e ele continuava realizando incontáveis turnês pelo mundo, mas ainda assim topou, no início da história do Alataj, em 2014, a gravar um podcast no Alaplay. Era a edição de número #16, um dos primeiros considerando que hoje já batemos a marca de 430 mixes. Kolombo sempre foi um artista muito querido e admirado por nós.

Ao seu lado, uma palavrinha sempre o acompanhou: inovação. E agora, mesmo depois de tanto tempo de carreira, ele ainda encontra espaço para inovar. Seu mais novo projeto é a Otherwise Records, gravadora idealizada por ele que teve seu primeiro lançamento oficial na sexta-feira (12). Remember EP tem três faixas que trazem uma atmosfera musical nova para quem está acostumado com seus lançamentos mais antigos.

A Otherwise trará sons flutuando entre House e Techno com uma bassline mais ‘techy’ e vão refletir o que Kolombo tem “escutado, pesquisado e gostado mais de produzir e tocar ultimamente”.

Alataj: Olivier! Obrigado por topar essa entrevista! Primeiramente, como você está? Ao longo desses meses, em contato com vários artistas, percebemos que o cenário de pandemia mexeu com as pessoas de diferentes maneiras. Como tem sido esse período para você? Te impactou mais de maneira negativa ou positiva?

Kolombo: Oi pessoal! Estou bem, obrigado! Espero que vocês também. 

Sim, que situação louca… houve fatores positivos e negativos: do lado bom,  estou passando mais tempo com minha família e finalmente tenho descansado um pouco mais. Do ruim, é uma crise enorme que está afetando o mundo inteiro. Como todos, acho que temos altos e baixos durante esse período. 

Nunca pensei na vida que eu experimentaria algo assim. É muito estranho passar tanto tempo em casa, estava viajando em turnê constantemente pelos últimos… 15 anos? Sinto muita falta das pistas de dança, mal posso esperar para voltar! Mas com certeza essa pandemia deve trazer a consciência de muita coisa errada que vem acontecendo no mundo.

A grande novidade que nos trouxe até você neste momento é a Otherwise, sua nova gravadora que deu os primeiros passos agora com o primeiro lançamento. Essa já era uma ideia antiga? Desde quando você estava planejando?

Meu time e eu percebemos que meu estilo musical por vezes era um pouco mal interpretado, meu som/música vem mudando ao longo dos anos. Pensamos que seria interessante trabalhar em uma nova gravadora, a ideia surgiu coisa de um ano atrás. Desde então, estamos elaborando a estrutura do label, inclusive teríamos uma festa de lançamento no Warung em agosto, que infelizmente não será possível de acontecer devido às circunstâncias, mas estamos trabalhando para remarcar assim que tiver a retomada dos eventos no clube.

E qual vai ser a identidade sonora da gravadora? Você vai se guiar por algum estilo específico?

O estilo musical que iremos trazer na Otherwise viajará entre House e Techno, mas terá uma influência old school.

Após este primeiro lançamento, os próximos EPs chegam com remixes de Andreas Henneberg e Fran Bortolossi, dois grandes amigos seus. Podemos considerar que essa gravadora terá um tom mais “familiar”? Quem mais além deles você planeja receber no futuro na Otherwise?

Estamos com alguns artistas em mente e já em conversa com outros. O que ainda não posso contar é quem são. Estamos planejando um VA para produtores da América do Sul e já começamos a reunir alguns nomes. A ideia é investir em boa música e talentos, queremos dar espaço para quem acreditarmos.

Apesar disso, os trabalhos e a parceria com o Jerome e a LouLou Records continuam, certo? 

Exatamente, Jerome (LouLou Players) sempre esteve mais à frente da gravadora e continuaremos trabalhando juntos. Não poderia ser diferente, somos amigos para toda a vida e isso não temos plano de interromper essa parceria.

E ainda há alguma outra novidade pela frente para compartilhar? O que Kolombo planeja para o segundo semestre além da Otherwise? Obrigado!

Estou concentrando meu trabalho para a gravadora no momento e espero que vocês gostem do que for vir pela frente. Obrigado!

A música conecta.