Premiere | Iñigo Vontier & Thomass Jackson – Don’t Forget You Are in Tulum [Calypso]

Iñigo Vontier e Thomass Jackson vem realizando um trabalho interessante sobre a cena de música eletrônica latino-americana, principalmente no que diz respeito a fomentar sonoridades mais vanguardistas e excêntricas. Eles são os cabeças por trás da Calypso Records, selo que visa apresentar artistas dessa esfera que conversam com sua identidade sonora. O mexicano e argentino, respectivamente,  fazem parte desse pequeno nicho que emergiu nos últimos anos, buscando promover uma quebra de padrões sobre a música eletrônica. Como a Calypso tem sido o ponto de intersecção entre eles, é comum apresentá-los juntos como parceiros de trabalho tanto na condução dessa curadoria quanto em seus lançamentos, já que suas collabs compõem a paleta musical do selo. 

Iñigo Vontier é DJ e produtor de Guadalajara, mas mesmo trazendo ideias mais modernas e ousadas, sua jornada começou nos anos 2000, com a experimentação dos sons. Um jovem curioso, como muitos de nós. Foi somente em 2013 que ele realmente deu início ao processo e acabou sincronizando-se a esse modelo mais fora da curva, o que acontecia de forma parecida com seu parceiro de profissão, Thomass Jackson, que começou a jornada em bandas com instrumentos, mas a derradeira década de 90 levou a sério o flerte com o eletrônico por conta da efervescência das raves em Buenos Aires.

E como desafiar-se parece ser algo comum para ambos, eles agora se unem para lançar o EP Dork Disco, que está previsto para esta sexta-feira (18). São quatro faixas que representam mais um convite para sairmos da nossa zona de conforto e como eles mesmos dizem “música para almas perdidas na pista de dança”, portanto, não espere um som confortável. Hoje, você curte aqui em nossa coluna, a última faixa desse projeto, Don’t Forget You Are In Tulum, uma jornada misteriosa e cósmica, que se desenrola sobre uma sequência de synths cadenciados, mas deixam uma certa sensação de desordem no ar. Muitas coisas acontecem ao mesmo tempo aqui, o vocal deixa tudo ainda mais arrepiante. 

A música conecta.