Who? Matt Karmil

Ah, a música, este santo remédio! Há pesquisas que demonstram um poder de cura muito grande vindo das ondas sonoras que atravessam nossos ouvidos. Do reaprendizado à fala até a cura de estresse pós-traumático, a música também é um alicerce psicológico maravilhoso para difíceis momentos na vida, podendo se tornar um fator decisivo quando dessas vivências. No caso do britânico Matt Karmil, a música foi sua grande companheira na infância, momento em que ele foi acometido por uma prolongada e grave doença que o obrigou a permanecer em casa boa parte do tempo.

As longas horas tocando violão neste período transformaram o resto da sua trajetória, já que ele resolveu fazer da música sua profissão e companheira de vida. Livre para conhecer e aproveitar o mundão, Matt passou seus vinte e poucos anos viajando – mentalmente e fisicamente – no universo da pesquisa, discotecagem e trabalhando como engenheiro de áudio. Não demorou muito tempo e ele também mergulhou no mundo da produção e é através de suas criações que é possível entender sua complexidade enquanto ser humano.

As produções de Karmil não se enquadram perfeitamente em um rótulo estético musical e aí é onde se encontra a mágica em seu trabalho. Por vezes muito inclinadas ao House, às vezes viajadas e lineares, muitas outras com um olhar experimental, chillout e tantos ângulos: o artista brinca com as possibilidades dentro desse universo e transforma tudo em um trabalho valioso e merecedor de toda a atenção. A personalidade musical expressiva o fez lançar em gravadoras conceituadas como Aus Music, Studio Barnhus, Beats In Space, Idle Hands, entre outras.

Nos últimos anos ele também vem conquistando cada vez mais pistas ao redor do mundo entre clubs e festivais de alto calibre dentro do cenário da música eletrônica, levando o público a uma imersão sonora peculiar e profunda, deixando claro que esse crescimento exponencial não tem previsão para desacelerar. Curar a si e, por que não, curar os outros. Que a música siga sendo força motriz, companheira e remédio para toda a vida.

A música conecta.