Em Curitiba, uma famosa casa com business and party bem alinhadas se tornou um dos destaques da música eletrônica nacional no último ano. Estamos falando do QG da Radiola, que além de estúdio, palco das transmissões da Radiola TV e central de negócios do label, também é um ponto de encontro para apaixonados por sons de pista na capital do Paraná.

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Por lá, já passaram grandes nomes nacionais e internacionais, seja para uma tarde de trabalho ao lado dos caras da Radiola, ou para comandar o soundsystem em algum sunset com vista privilegiada da capital catarinense. Um dos nomes a frente desse trabalho todo é o DJ, produtor e residente do Warung, Ricardo Albuquerque. Sua imagem é costuma ser instantaneamente associada ao selo e consequentemente, as festas que a Radiola tem assinado.

Nesse fim de semana toda crew do label desembarca pela primeira vez em São Bento do Sul. Antes disso, Alburquerque nos recebeu para um bate-papo que abordou assuntos como os lançamentos do selo, calendário de festas, QG da Radiola, festa de 5 anos e muito mais. Confira abaixo: 

1 – Olá, Albuquerque! Muito obrigado por falar conosco. Podemos dizer que a Radiola está passando pelo melhor momento de sua história, não é mesmo? Ao que você credita esse período de forte crescimento?

Obrigado! Fico feliz em saber que existe essa percepção do público. Realmente estamos em ótimo momento que sem duvidas é fruto de muito trabalho de toda a equipe Radiola. Desde que nos mudamos para a nova sede, nossos planos e objetivos tem se concretizado. Aprendendo com erros do passado e observando bem o mercado e nossos pontos fortes pudemos desenvolver melhor cada área do selo. Mas é só o primeiro ano dessa nova fase. Tem muita coisa legal pela frente!

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2 – Qual é a importância histórica que a casa da Radiola possui para a fixação da label no cenário nacional? Sem a existência dela, seria possível executar os projetos que vocês possuem?

Acho que seria possível sim. A casa proporcionou que esse desenvolvimento ocorresse mais rápido, mas não é ela que trabalha e proporciona a evolução. Ela é um meio, que faz com que haja vínculos pessoais e insights coletivos, mas são as pessoas que se dedicam ao projeto e através de proatividade fazem o que temos hoje. A Radiola não é a sede física que temos hoje e sim as pessoas que fazem ela hoje!

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3 – Percebo que os eventos da Radiola tanto dentro, quanto fora de Curitiba estão aumentando bastante. Esse é o foco principal de vocês messe momento?

Sim! Queremos levar pra todos os cantos nossa festa. Estamos ganhando experiência a cada evento realizado e percebemos que o público adora participar da nossa experiência de pista. Acredito que você tem de ser realista, analisar as adversidades que não são poucas e avaliar se está tendo resultado e procura. Hoje a Radiola está sendo requisitada por clubs de todo país. O público sabe que levamos um produto diferenciado com som e visuais autênticos, e isso nos torna uma opção viável aos contratantes.

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4 – Quem foram as mentes responsáveis pela criação da Radiola? Qual razão levou vocês a escolha desse nome?

O nome Radiola Undrgrnd foi criado por mim em 2011. Fiz um grupo no orkut e adicionei as pessoas que assim como eu não perdiam um Warung sequer. Postávamos vídeos das noites e quando conhecíamos outros clubs e festivais contavamos sobre a experiência. Era muito legal ver que o momento era de entusiasmo por todos. Alguns anos depois eu, Haustuff e o Bernardo Bushle criamos a ideia de montar uma casa com vários estúdios pra podermos estar próximos
e fazermos algo juntos, como um selo. Na época eram raros os selos que queriam nossas música, assim tivemos que montar o nosso próprio. O nome Radiola Records foi escolhido e esse ano ele completa 6 anos.

Ouça o último release do selo:

5 – No fim de 2016 vocês comemoraram os 5 anos da Radiola num dos cartões postais de Curitiba. Como funcionou a produção dessa festa?

Gostamos muito de arte. Temos certa habilidade pra “tirar uma pira” [risos]. Logo que começamos a fazer eventos pra mais de 500 pessoas, o MON se tornou uma meta. É emblemático pra um artista expor seu trabalho nesse lugar que orgulha a cidade. Além disso estamos conectando nosso selo, genuinamente curitibano a um dos lugares mais legais da capital do estado. Queríamos proporcionar uma experiência extremamente autêntica. Visitamos a área algumas vezes e depois de algumas reuniões do staff ficou decidido que investiríamos na qualidade sonora. Somos em maioria técnicos de áudio formados pelo IAV de São Paulo, por isso esse ponto é primordial. Em segundo lugar os visuais, com o pé direito muito baixo, não podíamos aproveitar muito na pista nossa equipe de VJs. Então resolvemos criar linhas de led extremamente rápidas, pra que em qualquer lugar da pista você pudesse enxergar o teto inteiro e o caminho que as luzes percorriam. Os VJs também encontraram uma forma de expor sua arte projetando imagens nas faces do museu. Ficamos muito felizes com o resultado e o feedback geral foi extremamente positivo. A festa de 5 anos da Radiola marcou 2016 em Curitiba!

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6 – Em termos de lançamentos, há algum EP ou single da Radiola que você considera mais especial? Quais são os próximos releases do selo?

Eu gosto muito do EP do Tomy Wahl. Cheguei a ver alguns DJs ripando a faixa Nocturnal Fairy Tale dos meus sets pra tocar e isso é positivo. Mostra que a faixa é boa e criou expectativa no público. Esse EP também tem um remix do Fancy Inc que foi muito bem! Eu adoro as tracks deles e futuramente vamos lançar mais. Por vir, temos o primeiro release digital da carreira do APOENA. Ele só havia lançado em vinil e nos cedeu duas tracks por acreditar no selo. Eu e o Haustuff fizemos um remix juntos pra “Take Care”, ficou bem legal. Também sai um álbum do Haustuff com 10 faixas até abril e em seguida meu EP Oriente Reverso, faixa que toquei no Warung antes do Seth Troxler. Ela tem um remix bem legal do Dionigual (Itália).

7 – A Radiola possui uma identidade vsiual bem forte. Quem é o responsável por essa parte dentro do selo?

A cada 5 releases nos procuramos um artista com traços que nos agrade e convidamos a criar uma sequência de artes para as nossas capas e animações desenvolvidas em conjunto com os VJs. Chegamos a contratar 3 modelos e criamos um ensaio bem louco com mulheres alienígenas clubbers. São as capas de 12 a 18. Sempre eu e o Haustuff que criamos a linha da ideia juntos. Depois levamos ao designer e depois aos VJs que como artistas que são também dão o seu toque final pra que as artes se movimentem nas apresentaçõs. VJs Toshiro, Henrique e Nitro são a nossa equipe.

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8 – Para finalizar, uma pergunta mais complicada. Como você define o trabalho da Radiola em apenas uma palavra? Obrigado!

#clubkulture 😉