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Minha Primeira Gig | Pirate Copy

Minha Primeira Gig | Pirate Copy

E se a sua paixão por música, discos e vida noturna fosse tamanha que, mesmo sem a intenção, você fosse chamado para uma gig? Este é o contexto da história que nos contará Lee Spence, que atende pelo nome de Pirate Copy. 

O inglês, que completa duas décadas de carreira em 2020, iniciou sua carreira em Manchester e de lá pra cá conquistou um belo espaço no mercado da música com o apoio de artistas como Hot Since 82, Anja Schneider, Pete Tong, entre outros, além de viajar pelo mundo em pistas de dança de renome como Fabric, BPM Festival e lançar faixas pelos selos Natural Rhythm, Get Slow e Kaluki Musik, esta última gravadora fundada por ele ao lado de Nick Yates.

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Chegando no Brasil na próxima semana para se apresentar dia 24 de janeiro na Freak Chic do D-EDGE, e 25 no Rooftop Time do Club Vibeem Curitiba. Lee contou um pouco mais como passou de amante para profissional da música após sua primeira gig. Confira:

Pirate Copy

“Minha primeira gig como DJ foi marcada por um promotor em um club de Manchester, no Reino Unido, chamado Club V. Deve ter sido em 2001 e a noite era o meu evento favorito na época — era um sábado num pequeno club abafado, com cerca de 300 pessoas. O lugar tinha uma vibração familiar adequada, um daqueles onde você vê os mesmos rostos semana após semana. Adorei! A música era divertida, comovente e animadora, e todo mundo estava lá pelo mesmo motivo.

O set em si foi um warm up, como eu imagino na maioria dos primeiros shows, mas na verdade eu tocava com discos há alguns anos antes, em casa. Eu nunca me propus a ser um DJ, nunca foi realmente sequer um pensamento para ser honesto, eu simplesmente amava música e colecionava discos. Eu fiquei obcecado por anos — um viciado em vinil de verdade — e eu estava nas lojas de discos locais todos os dias esperando novas remessas chegarem. Eu conhecia todos os proprietários e eles guardavam raros lançamentos para mim, naquela época, não havia nada melhor do que ter músicas que ninguém mais poderia se apossar, eu corria para casa todos os dias com 10 a 15 novos discos para tocar, mixar e ver como eles funcionavam com o resto da minha coleção.

A paixão pela música e pelo vinil veio antes de tudo e a ideia de discotecar em público veio depois. Eu era muito tímido quando jovem e só aceitei a gig no Club V quando vi que tinha total confiança na minha capacidade de ficar na frente de todas essas pessoas e tocar a música que eu amava. Como se pode perceber, esse show abriu o caminho para o resto da minha carreira, quando me ofereceram imediatamente uma residência, que correu bem e, mais tarde, se transformou em outra residência no lendário Sankeys Soap, em Manchester. Eu devo ter sido residente lá por cerca de dez anos, juntamente com a promoção e programação que fiz para o club. Isso por sua vez levou ao lançamento da Kaluki, Pirate Copy e a me envolver na produção.

Para mim, a coisa mais importante na minha primeira gig não foi a noite em si, mas o que levou a isso depois. Eu nunca comprei toca discos com a intenção de me tornar um DJ profissional, mas tenho certeza que meus vizinhos amaram me ver tocando em outro lugar depois de todas aquelas noites testando novos vinis”.

A música conecta.

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