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3 dicas básicas para discotecagem com vinil

3 dicas básicas para discotecagem com vinil

Dicas por Apoena

Entrar em um novo universo, independente de qual ele seja, requer estudo, disciplina e dedicação. Quando o assunto é discotecagem com vinil, essa premissa não muda em nada. Dominar uma técnica tão especial é uma tarefa que pode parecer bastante complicada no primeiro momento, mas com algumas boas dicas tudo se torna mais acessível.

Sabendo do valor que tal contribuição possui para aqueles que estão sedentos por informação e em busca de oferecer um conteúdo que tenha apelo educacional e artístico simultaneamente, convidamos Henrique Casanova aka Apoena para selecionar 3 dicas básicas para quem está começando a discotecar. Henrique é um dos poucos brasileiros 100% inseridos na indústria do vinil e tem discos lançados por gravadoras como a norte-americana Underground Quality e a inglesa Autoreply.

Em 2014 ele fundou seu próprio selo em vinil, a Allnite Music, e desde então já captou a atenção de caras como Laurent Garnier, Delano Smith, Luke Hess, Burnski, Ney Faustini e Mau Mau. Sem mais delongas, vamos as dicas.

DELICADEZA

Se você é um DJ que nunca usou vinil, saiba que nada no seu universo técnico o preparou para a delicadeza necessária para lidar com os discos e com os toca-discos. Faça movimentos leves e, inicialmente, lentos. Tenha em mente que os CDJs foram criados para emularem os toca-discos. Eles são como cópias ou versões. O “Jog” dos CDJs, por exemplo, é uma emulação das variadas técnicas de aceleração e desaceleração que se usa no vinil. Tais técnicas, ao serem realizadas por DJs experientes, podem parecer firmes e velozes, mas são na verdade, feitas de forma delicada, com uma mínima aplicação de pressão com os dedos. Aproveito para dizer que embora alguns DJs evitem o contato com os discos durante a mixagem, mexendo apenas no “pitch”, isso é uma característica pessoal. Não há nada de errado em meter os dedos e muitos dos melhores DJs do mundo “metem a mão às ganha”. Vá devagar e a intimidade com o equipamento vai crescer a cada seção de treino.

MANUSEIO

É verdade que tocar vinil é mais difícil que tocar digital. Mas não é tão mais difícil assim – o pitch dos toca-discos é muito bom. Um DJ que é bom nos CDJs não irá demorar tanto assim para se acostumar com o pitch dos toca-discos. O que realmente faz a diferença e torna o vinil tão difícil para os iniciantes é o manuseio do equipamento, de forma geral. Leva tempo para acostumar-se com os toca-discos. O exemplo mais claro e importante disso, para os iniciantes, é o “PLAY”. Se nas CDJs, o Play dá-se com o simples apertar de um botão, no vinil não é assim. O vídeo abaixo esclarece essa diferença e apresenta um exercício básico que é da máxima importância para quem está começando:

DISCO EMPENADO

Essa dica diz respeito a algo até engraçado, se não fosse trágico. Para os DJs brasileiros, o uso do vinil tem um desafio adicional: alguns dos seus discos vão chegar “empenados”, ou seja, literalmente tortos. Isso acontece por que nosso serviço de Correios é tão lento que as vezes nossos discos ficam parados por meses em depósitos e, caso sofram calor, irão entortar. Para corrigir ou salvar esses discos, muita gente tem receitas mirabolantes, como botar o disco no sol embaixo de uma lâmina de vidro com uma pedra em cima, para ele reaquecer e voltar a ser plano. Eu não recomendo nada tão extremo. O que eu faço é pegar o disco empenado e deixar ele embaixo de uma pilha de discos no chão por dois ou três dias. Uma pilha de cerca de 30 discos. Um disco empenado nunca ficará perfeito de novo mas, com esse procedimento, ele vai ficar passível de receber as técnicas da discotecagem.

A música conecta as pessoas! 


Equipe de reação do portal Alataj, focada em levar conteúdo cultural ao público antenado na música eletrônica.

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