DISCWOMAN é um coletivo, uma booking agency e um conceito criado por 3 mulheres de NY. Frankie Hutchinson, Emma Burgess-Olson e Christine Tran criaram o projeto em Setembro de 2014 depois de um mini-festival de 2 dias no Bossa Nova Civic Club – que, obviamente, foi um sucesso. Hoje em dia elas tem mais de 160 DJs e produtoras que se identificam como mulheres e já promoveram diversos eventos fantásticos.

A ideia é promover a diversidade nos line ups com eventos aonde o foco seja no talento de DJs e produtoras que se identificam como mulheres – ou seja as trans também são representadas com muito amor pelo coletivo (yes!!!) – para fortalecer a cena “feminina” e mostrar o que as minas podem fazer, porque meninas também fazem a pista pegar fogo. Como o DISCWOMAN também é uma booking agency, o objetivo é incluir mais e mais mulheres em line ups aonde os homens prevalecem. O projeto está crescendo muito, com somente um ano de vida, e expandindo para além de NY. Mês passado rolou evento na Cidade do México com a The Black Madonna como atração principal e uma de suas artistas, a talentosíssima Volvox, vai estar no Brasil durante o mês de fevereiro – fiquem ligados, vale a pena.

Conheci o conceito no painel sobre mulheres invisíveis que tive a oportunidade de assistir ano passado no escritório da Vice e já fui em um de seus eventos. A energia do projeto é pura e inovadora, realmente faz uso do potencial revolucionário que vem da pista. Mulheres apoiando mulheres não deveria ser tão fresh como é, mas que já que o feeling é de novidade o DISCWOMAN usa isso ao seu favor e coloca todos os gêneros para dançar. A sensação é de se estar participando de um movimento democrático, cheio de amor e uma trilha sonora fantástica. A cena eletrônica precisa mais disso e o DISCWOMAN tem para dar e vender – keep it coming.