A relevância do britânico Denney no circuito internacional do tech house tem sido cada vez mais notória nos últimos anos. O DJ e produtor britânico é dono de um estilo bastante particular e já emplacou lançamentos em selos do calibre de Relief, Crosstown Rebels e Hot Creations. Além disso, vale ressaltar seu trabalho junto ao lendário Back to Basics de Leeds e suas aparições festivais como Tomorrowland e The BPM.

Seu talento no estúdio não foi apenas reconhecido por grandes labels do circuito mundial. Sasha, Damian Lazarus, Seth Troxler e Pete Tong são apenas alguns dos nomes que vem apoiando as músicas do britânico nas últimas temporadas. A consistência no estúdio e nas pistas também o levou a diferentes cantos do mundo, incluindo Europa, Austrália e América – faltava o Brasil nessa lista, pelo menos até 2018.

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A estreia dele por aqui tem data marcada para acontecer. Ao lado de L_cio ele comanda a edição Special Guests da Yard, terceira pista do El Fortin, no Summer Festival do próximo sábado. Antes desse esperado encontro com o público brasileiro, falamos com o DJ e produtor sobre o impacto de sua cidade natal na formação artística, relacionamento com gravadoras, Back to Basics e mais. Confira:

Alataj: Olá, Denney! Tudo bem? Obrigado por nos atender. Seu ano de 2017 foi marcado por apresentações em grandes clubs e festivais. O que essas experiências trouxeram de melhor para a sua carreira?

Denney: Olá! Estou muito bem, obrigado! Tive grandes apresentações em 2017, amo poder tocar constantemente para novos públicos e experimentar diferentes países em todo o mundo. Isso inspira você como artista.

Muita gente atribui atrela ao tech house como um som unicamente direcionado para pista. Você concorda com essa opinião? Em quais outros momentos o estilo pode ser inserido?

Acho que todos os tipos de house music são direcionados para a pista, afinal é chamado de dance music. Todas as pessoas que eu conheço que produzem, fazem para que seja tocado em clubs, seria mais estranho se não fosse direcionado para quem está na pista.

Hot Creations, Crosstown Rebels, Relief, Elrow, Repopulate Mars. Certamente cada um desses selos ajudou a posicionar seu nome no cenário internacional. Como surgiu o contato com cada um deles e o que representa pra você ter seu nome gravado no catálogo de labels tão poderosos?

É incrível lançar com esses labels e também foi incrível vê-los crescer ao longo dos últimos anos. Conheço Jamie Jones e Damian Lazarus por quase 10 anos, assim já tinha o contato para enviar música para a Hot Creations e Crosstown Rebels. Conheci o Lee Foss quando assinei a primeira vez com a Hot Creations em 2011, o que levou ao remix para a Repopulate Mars. No caso da Elrow, já toquei com eles, então me pediram para fazer um remix. Nunca tinha visto o Green Velvet, mas enviei as demos por e-mail e ele as assinou na Relief, o que foi bom.

Artistas internacionais geralmente são muito bem recebidos aqui no Brasil. Quais são suas expectativas em relação ao público que você vai encontrar por aqui?

Desejo conhecer o Brasil há tanto tempo, desde que ouvi falar o quão incríveis são as pessoas e as festas, assim como o país que também é muito bonito. Ouvi dizer que vocês são loucos também, mal posso esperar para estar aí esse fim de semana.

Muitos artistas tem dificuldades em listar as principais características individuais que os levaram ao sucesso. Como isso funciona pra você? Poderia listar suas três melhores características como DJ e produtor?

Essa é uma pergunta difícil, mas acho que os pontos fortes são: passo muito tempo à procura de encontrar samples; acho que tenho o meu próprio som, que levou tempo para ser definido; amo o que faço e não vejo como um trabalho, acredito que isso é o mais importante.

Fale um pouco a respeito da sua experiência no Back to Basics, lendário club de Leeds:

Back to Basics é uma instituição e provavelmente minha maior influência no que faço; estive fortemente envolvido com o club nos últimos 10 anos e tive a sorte de conhecer muitos dos meus amigos lá. Meu tempo no Back to Basics é algo que eu carrego com muito carinho.

Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?

A música é a minha vida, e tem sido desde o dia que nasci. Fui criado em uma casa onde a música estava constantemente em foco, por causa do meu pai. Acho que essa citação de Jean-Michel Basquiat resume “Arte é como nós decoramos o espaço, música é como nós decoramos o tempo.”

A música conecta as pessoas!