Alataj entrevista Seb Zito

Ativo na cultura eletrônica britânica desde o início dos anos 90, Seb Zito evoluiu progressivamente no cenário da música underground com suas apresentações que caminham por diversos viés do house e techno. Sua competência enquanto DJ e produtor o levou à residência do FUSE, club que revolucionou a maneira de se enxergar uma pista de dança em Londres, especialmente por suas festas que iniciam aos domingos pela manhã e que impulsionou a carreira de Seb Zito em diversos países.

Ao longo dos anos, o artista vem conquistando as pistas de dança de clubs e festivais ao redor do mundo no seu papel de DJ e lançando produções em gravadoras como Off Rercordings, Play it Say it, Monique, além dos selos criados pelo próprio FUSE London. A gente teve o prazer de bater um papo com ele sobre sua trajetória, residência no club, últimos lançamentos e mais:

Alataj: Olá, tudo bem? Obrigada por falar com a gente. Você teve seu primeiro contato com a música eletrônica no início dos anos 90 no berço da cena raver. Naquela época, você já se imaginava atuando na música profissionalmente?

Seb Zito: Sim, eu acho que, no fundo, eu sempre quis estar na música ou me apresentar, mesmo antes de descobrir a música eletrônica. Naquela fase e momento acho que meu primeiro desejo era conseguir comprar um toca-discos, entrar numa rádio pirata e trabalhar em uma loja de discos. Tocar em clubes não era sequer um pensamento, mas isso logo se tornou realidade.

Você é um dos grandes personagens do club FUSE, que é referência no cenário da música eletrônica britânica. Como iniciou sua relação com eles? Qual a influência disso na sua carreira?

Eu conheci Enzo através da cena clubber de Londres e ela apenas progrediu dessa amizade para o que é hoje. Ele teve o maior impacto na minha carreira porque me deu uma plataforma para eu crescer como DJ em muitos níveis diferentes. Isso também me permitiu desenvolver minha habilidade como DJ em geral, sendo capaz de tocar sets diferentes, entendendo a importância desde um warm up até em horários de pico.

Você lançou há um mês o EP UK GEE com duas faixas bem voltadas à pista de dança. Como se deu o processo criativo desse projeto?

Eu sempre faço músicas que me vejo tocando em um clube e acho que quando estiver fazendo apresentações em lugares maiores, meu som também tem que estar apto para que eu possa tocar nessas circunstâncias. Mas o estilo e a vibração ainda são os mesmos, ainda fortemente influenciados pelo som rave do Reino Unido, que incorpora Jungle, Garage, Dubstep etc.

Em meio a gigs e turnês, como manter a capacidade criativa na hora de produzir? Você possui um processo básico ou a música vai surgindo naturalmente?

Como DJ, sempre criarei músicas que tocaria, então esse é o meu primeiro passo no processo. Depois, lembro o que influencia meu som e deixo a natureza seguir seu curso, mas também lembrando de não me aventurar em algo diferente do que comecei.

Muita coisa mudou desde os anos 90 no cenário londrino e no mundo. Tem algo que você sente falta daquela época?

Sinto falta de descobrir algo completamente diferente e novo. Aquela emoção de experimentar a primeira rave ou levantar o 808 sub em um clube. Sei que temos isso hoje, mas tudo é reciclado a partir dessa época.

Quais são seus próximos passos em 2020?

Tenho um álbum que vai me tomar a maior parte do ano. Depois disso há outro EP no meu selo Seven Dials junto com um lançamento do Fuse London e uma colaboração com Enzo, que encerra o meu ano.

Para finalizar, uma pergunta pessoa. O que é música para você?

É tudo. Amor, paixão, é o que nos liga a todos como seres humanos.

A música conecta.

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