Alataj entrevista Shinedoe

Conteúdo powered by BURN Energy

Esse fim de semana o D-EDGE se prepara para receber mais uma vez em sua cabine uma artista que já soma mais de 20 anos de carreira. Baseada em Amsterdam mas com raízes nigeriana, Shinedoe chega para comandar a Freak Chic, tradicional noite de house do club paulistano, que nesta ocasião estará mais focada no techno.

A carreira de Shinedoe se moldou através de uma ampla experiência adquirida em mais de 20 anos de pista. Dona de uma vasto repertório que permeia diferentes nuances do gênero criado em Detroit, Chinedum Nwosu, seu nome de batismo, possui no currículo remixes e colaborações com gigantes do techno, entre eles 2000 and One, Ben Sims e Lawrence, este último para quem assinou um recente remix.

No embalo de sua chegada ao Brasil, conversamos com ela sobre sua atuação no cenário eletrônico ao longo dos últimos anos, background nigeriano, relacionamento com a cena de Amsterdam e os principais planos para o verão europeu e restante de 2019. Confira abaixo:

Alataj: Olá, Chinedum! Tudo bem? Obrigado por falar conosco. Sua atuação na música eletrônica é algo bastante amplo e profundo. Quais características de seu perfil profissional você considera essenciais para ter alcançado este nível?

Shinedoe: Oi, tudo bem, obrigada! Minha paixão, compromisso e amor pela música me mantém. Sou DJ há mais de 25 anos e trabalho como produtora há quase 18, mas ainda estou aprendendo. Falar de música me faz sorrir, então isso deve ser um amor verdadeiro.

Sua origem nigeriana e toda experiência adquirida em Amsterdam: de que forma essa questão geográfica tem impactado sua música ao longo dos anos?

Eu acho que meio ambiente e cultura sempre foram uma influência. Eu tenho um amplo gosto musical, se você ouvir minhas produções elas são muito diversas. Quando a música toca minha alma, então é para mim, não importa de onde é. Eu me inspiro na vida, na natureza e nas pessoas ao meu redor.

Você é uma DJ acostumada a trabalhar com diferentes públicos a sua frente, certo? Do ponto de vista organizacional, qual estratégia é utilizada para encontrar o clima ideal para cada apresentação?

Eu trabalho com o que o momento me dá, e isso é aqui e agora. Eu não tenho uma estratégia. Apenas me certifico que tenho uma seleção suficiente de músicas para que eu possa mudar facilmente o clima ou o fluxo da pista.

Toda noite é diferente, vibes, pessoas e lugares. Ter um plano para mim é estático, mata a alma de um DJ na minha opinião. Um clima “ideal” para mim significa que há um bom sound system, um light jockey que esteja atento e um equipamento técnico em bom estado.

Percebo que, aos poucos, a figura e o conceito por trás de um bom DJ tem se transformado. Na sua visão, o que diferencia um bom DJ atualmente comparado há 20 anos? Aliás, tem alguma diferença nisso ou é basicamente sobre colocar as pessoas pra dançar?

Para mim, um bom DJ é alguém que pode sentir a multidão e trazê-los em uma jornada com seu som. Uma jornada para mim é algo espiritual, uma viagem profunda, feliz, intensa e emocional, fora da mente e do corpo. Hoje em dia existem muitos DJs, mas poucos fazem isso acontecer, é uma habilidade especial.

Ainda em junho você virá ao Brasil mais uma vez para tocar na tradicional noite de sexta-feira do D-EDGE. Ao pensar no país, quais são as primeiras coisas que vem a sua cabeça?

Música, dança, diversidade, natureza… eu amo o Brasil. Há alguns anos atrás fui para Alto Paraíso e Chapada Diamantina, esses lugares são realmente mágicos. Em casa eu toco frequentemente músicas de Seu Jorge, a voz dele é incrível. Estou ansiosa para tocar novamente no D-EDGE dia 29, eu sempre me diverti muito lá.

A cena de Amsterdam tem catapultado uma leva significativa de artistas interessantes para o globo. Quais são suas impressões sobre o atual momento da cena por lá?

Há muitos festivais e festas na cidade e há novos clubes abrindo, enquanto outros estão fechando. A cena definitivamente ainda está crescendo.

Planos, novidades e lançamentos. O que podemos esperar de seus projetos para o restante de 2019?

Depois do Brasil, vou fazer uma turnê na Colômbia. No ano passado, em setembro, eu dei start em uma nova gravadora MTM Records (Music That Moves), tem também o segundo lançamento, ‘Razor’ EP será lançado dia 28 de junho. Eu também tenho alguns remixes saindo este ano e, neste mês, eu vou produzir um remix para Dial Records. É só ficar de olho nas minhas mídias sociais para conhecer os próximos projetos!

Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?

Para mim, música representa liberdade. Obrigado pela entrevista!

A música conecta.


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

RELATED POST

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

INSTAGRAM
SIGA-NOS