Alataj entrevista Tim Baresko

Ter suas tracks lançadas em gravadoras gigantes do cenário como Defected, CUFF e Dirtybird é o sonho de muitos produtores: para Tim Baresko não mais. O francês conseguiu alcançar uma posição privilegiada no cenário tech house com algumas faixas que bombaram nas pistas como Marilyn Monroe, produzida com Room 303, e sua mais recente collab com Shiba San, All I Need.

Suas grandes referências são dois artistas lendários da house music: Derrick Carter e Mark Farina. Inspirando-se nesses caras que Tim começou a discotecar e a produzir suas próprias faixas, buscando criar um estilo original para colocar a pista em movimento. Recentemente, ele lançou sua mais nova collab com o brasileiros Dakar, com quem já colaborou em outras duas oportunidades.

Em tour pelo Brasil, o artista desembarca neste sábado (18) pela terceira vez em um dos clubs mais conceituados do Brasil, o El Fortin. Por lá, Tim consegue atrair um bom número de fãs carimbando suas apresentações com muita energia e deixando sempre um gostinho de quero mais. Antes de sua gig, trocamos algumas figurinhas com francês e o resultado desse bate-papo descontraído você confere abaixo:

Alataj: Olá, Tim! Muito obrigado por nos atender. Defected, Cajual, Bedrock, CUFF, Toolroom… Grandes selos já assinaram alguns de seus releases. Você procura de alguma forma adaptar seu som com o perfil da gravadora ao lançar um trabalho?

Tim Baresko: Olá! Na verdade não, eu crio minhas músicas baseado no meu estado de espírito, seja ele qual for. Obviamente, quando elas ficam prontas, mando para os labels que tenham o melhor fit com o estilo da track.

Você tem adotado um ritmo de produções bem forte, não é mesmo? Entre os últimos trabalhos que você realizou, tem algum que você destacaria? Por quê?

Dificilmente consigo produzir algo quando estou em turnê, posso apenas ter algumas ideias, mas eu me sinto melhor em casa no meu estúdio. Eu recentemente fiz uma faixa com um cantor americano da Califórnia, acho que é a minha melhor faixa até agora e tem um grande potencial. Estou bem animado para compartilhar essa com vocês!

Nos palcos, você prefere tocar para um público grande como o de um festival ou no ambiente dos clubs mais intimistas?

Gosto de ambos, são dois sentimentos diferentes. Quando você toca um clube menor, dá para sentir a vibração e se conectar mais fácil com a multidão. Eu diria que este é provavelmente o meu favorito. Mas a sensação de tocar na frente de milhares de pessoas e ouvi-las gritar com suas próprias produções também é indescritível e impressionante.

Após 10 anos de carreira como DJ, o que mais mudou em seu perfil desde começou a discotecar até agora?

Tudo [risos], eu comecei na frente da parede no meu quarto. Agora eu viajo algumas vezes por mês para tocar minha própria música, é incrível, mas apenas o começo.

Você tem tocado com certa frequência no El Fortin, casa que recebe artistas dos mais diferentes estilos. Como você avalia a construção do seu relacionamento com a casa e o público de lá?

O El Fortin é definitivamente um dos melhores clubes do Brasil, o local é simplesmente enorme e a galera sabe como se divertir. Eles me tratam incrivelmente bem e é sempre um prazer voltar!

Há algum artista brasileiro que tem chamado sua atenção recentemente? Como você avalia a cena brasileira de uma forma geral?

Rocksted, esse cara é um gênio e subestimado na minha opinião. Tenho certeza que ele vai explodir nos próximos meses. Vocês também podem esperar ouvir nossa colaboração nos próximos shows! Ele e o Fractall, que é um dos meus amigos mais próximos, estão construindo algo muito forte com a Klandestine [festa com foco em house/tech house]. Com relação à cena brasileira, eu sinto que está se mexendo, o Tech House está vindo mais forte!

Soubemos que você também gosta muito de futebol. Será que essa paixão ajuda a criar uma conexão ainda mais forte com as pistas brasileiras? [risos]

Hahahah, sim, eu amo futebol! Não sei se isso cria uma conexão mais forte com o público, mas tento jogar toda vez que venho ao Brasil e é sempre muito divertido. Aproveito e deixo um alô para os times que eu jogo em Campinas e Barra Velha!

Tim, uma última pergunta. O que podemos esperar de novidades para 2019? Obrigado pela conversa, foi um prazer!

Podem esperar uma tour bem especial antes do ano acabar e, claro, grandes releases vindo em breve. Muito obrigado pela entrevista, é noixxx!

A música conecta.


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