Em crescente acensão na carreira, o produtor brasileiro Volkoder é o que nós podemos chamar de um fenômeno. Só a força de um grande dom foi capaz de fazer Marcos Benedetti desistir do sonho de se tornar um arquiteto. Seu primeiro EP, “Detroit” acertou as melhores pistas de dança do mundo e recebeu o suporte de artistas como Jamie Jones e Patrick Topping. Depois seus lançamentos se dirigiram a labels que integram o pelotão das melhores do mundo. Kitball, Toolroom, Suara, Snatch! OFF, Material e a gigante Hot Creations fazem parte dessa lista. Depois de faturar dois prêmios no RMC, entrevistamos Volkoder para descobrir um pouco mais sobre sua carreira e o que o futuro reserva para o jovem talento brasileiro.

1 – Semana retrasada, saiu a premiação anual do RMC. Você foi premiado como DJ Revelação e Melhor Produtor. O que isso representa na tua carreira e qual a sensação de ser premiado num evento tão importante?

Foi muito emocionante! Em primeiro porque eu não esperava, e em segundo porque logo pela primeira vez ganhei em duas categorias, Foi a primeira vez que um artista brasileiro conseguiu este feito, e acredito que isso me motiva muito e mostra que, de alguma forma, meu trabalho e dedicação estão sendo reconhecidos, o que é sensacional!

2 – 2014 foi um ano de muitas realizações para você. Conta pra gente como seu trabalho chegou até a Hot Creations.

À medida que eu fui lançando faixas, o Jamie Jones (responsável pelo selo) se interessou pelo meu trabalho e me procurou, desde então sempre tenho contato com eles.

3 – Você foi escalado para tocar na grande festa do dia 15 de Novembro, do W12 anos e esse ano, já voltou ao club num horário bem especial. Qual é a sensação de assumir a pista do Templo?

O Warung é um dos clubes mais concorridos do mundo: DJs de todas as nacionalidades querem tocar lá, é um lugar emblemático dentro do mundo da música eletrônica. Pessoalmente fiquei muito feliz com a oportunidade de ser chamado pra me apresentar em uma data tão especial, que foi o aniversário de 12 anos, e na pista principal. Foi uma experiência fantástica, e pra minha sorte em janeiro pude retornar ao clube, mas desta vez no Garden. O público foi incrível e a energia e atmosfera do clube são únicas, foi realmente um privilégio – e espero retornar em breve!

4 – Dentre tantos e importantes suportes que você tem recebido nas suas tracks, qual foi o que você considera mais importante?

Tenho recebido o apoio de tantas pessoas que seria injusto citar apenas uma delas. Na esfera pessoal minha namorada é muito importante pois é um apoio constante e que me dá um suporte muito especial. Profissionalmente são diversas figuras importantes, de DJs que tocam as minhas faixas até outros profissionais de selos que acreditam no meu trabalho, como o Jamie Jones. Mas o mais importante mesmo é sentir o apoio do público!

5 – 2015 acabou de começar, mas já se mostra um ano de muito trabalho e boas perspectivas. Quais novidades você pode adiantar para o Alataj?

Posso dizer que 2015 vai seguir o mesmo ritmo intenso de 2014: muitas faixas vêm aí por diversos selos, em maio lanço um remix para uma faixa de Guy Gerber e selos como Snatch!, 303Lovers, Kms e Deported! devem lançar faixas minhas no primeiro semestre. Também estou muito ansioso pra tocar em festivais como o Warung Day Festival, que acontece já em março!