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Special Series | Gui Boratto: o expoente máximo da dance music brasileira

Arquiteto de formação, Gui Boratto escolheu a música pela paixão. Sua criatividade e seu potencial de criar canções capazes de emocionar, além de uma estética sonora sempre a frente de seu tempo renderam a ele o status de artista brasileiro melhor sucedido na música eletrônica – não foi nenhum pouco por acaso:

Gui nasceu em 1974 em São Paulo. Nos anos 90, após cursar arquitetura, começou a trabalhar como engenheiro de áudio e desenvolveu habilidade frente a diferentes instrumentos. Na época, música eletrônica ainda era um grande ponto de interrogação na cabeça da maioria dos brasileiros e viver disso era quase que uma utopia. Para quebrar as barreiras do tempo e revolucionar a indústria da música eletrônica pra sempre, Gui entrou no século XXI com foco em seus trabalhos de estúdio e logo os primeiros lançamentos começaram a aparecer.

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Em 2005 o doze polegadas Twiggy saiu pela Circle Music e no mesmo ano Gui teve pelo menos mais outros dois lançamentos. Em 2006 um remix foi entregue para o Goldfrapp, uma versão exclusiva para faixa A&E pela Mute Records – anteriormente Gui havia remixado apenas o grupo brasileiro Kailedoscópio em duas ocasiões. Ainda no ano da Copa do Mundo da Alemanha, Gui trabalhou em reinterpretações para Agoria e outra para Oscar, além de ter lançado outros 8 doze polegadas, entre eles o Speicher 38, sua estreia pela Kompakt e Like You, que saiu pela Kompakt Pop.

Sua consolidação em um panorama internacional viria apenas em 2007 com o lançamento do aclamado Chromophobia, álbum de estreia do brasileiro que contou com alguns de seus sucessos mais emblemáticos, entre eles a faixa-título e Beautiful Life, um clássico histórico das pistas mundo a fora. Dois anos mais tarde, outro campeão de vendas ganhava a luz do dia: Take My Breath Away. O álbum que até hoje é lembrado calorosamente pelos fãs do produtor brasileiro trouxe, além da faixa-título novamente, sucesso como Azurra e No Turning Back. Para sua sucessão, outro sucesso na crítica especializada: III. O terceiro álbum de estúdio de Boratto trouxe faixas como The Drill e Galuchat, que representam um importante momento na trajetória musical do brasileiro.

A essa altura Gui Boratto já era um nome conhecido e respeitado no circuito internacional e a prova disso são alguns dos remixes que ele entregou para verdadeiros heróis históricos da dance music. Em 2009, uma versão para Love Etc do Pet Shop Boys e em 2010 outro remix notório, agora para o Massive Attack na faixa Paradise Circus. Em 2014, Gui Boratto retorna após um hiato de 3 anos sem um álbum completo para o lançamento de Abaporu. O disco (repleto de referências genuinamente brasileiras), composto por 14 faixas originais e inéditas foi indicado entre os melhores na categoria Álbum Eletrônico do Prêmio da Música Brasileira. Antropofagia e Please Don’t Take Me Home foram os principais destaques do disco.

Desde então, 4 anos se passaram e após alguns trabalhos isolados, Gui Boratto se prepara para o lançamento de seu quinto álbum de estúdio. Pentagram já está devidamente finalizado, com um single lançado em antecipação e um novo show com experiência audiovisual que deve acompanhar toda tour de lançamento. Não somente pelo seu talento ou por sua capacidade de emocionar Gui Boratto merece ser lembrado, este talentoso artista é um exemplo forte de como o trabalho de um brasileiro pode romper barreiras e se tornar referência absoluta em seu meio. Seja lançando suas faixas com a Kompakt, performando pelos 4 cantos do mundo ou revelando artistas brasileiros através de seu selo DOC, Boratto é sinônimo de excelência.

No próximo dia 30, Gui Boratto toca no Caos em Campinas, ao lado de ANNA, Leo Janeiro e Renato Ratier. 

A MÚSICA CONECTA. 


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n’ Lights Management.

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