Não demorou muito para que nosso podcast recebesse seu primeiro live. O paulista Nato Medrado é o responsável por tal feito e ele chega trazendo boas lembranças. Nato assinou o Alaplay Podcast 67 no que foi considerado um dos 5 melhores podcasts da primeira temporada do canal. Agora o artista desembarca por aqui, com uma entrevista também. Vale a pena conferir.

1 – Conta pra gente um pouquinho de seu histórico de lançamentos junto com nomes importantes dentro da música eletrônica.

– Atualmente venho trabalhando com meu selo a Medrado Music, que conta com um casting diversificado de artistas nacionais e internacionais.
Tive o enorme prazer de ter uma de minhas faixas lançadas pelo selo Global Underground em uma compilação gravada no Burning Man por nada menos que CARL COX. Recentemente fiz um remix oficial para outro artista internacional que admiro muito que é o Robert Babicz (ainda sem previsão para lançamento). Sem contar com os inumeros feedbacks de artistas de todo o globo.

2 – Como é seu trabalho frente a Medrado Music?

– Ter um selo proprio me deu uma grande oportunidade e experimentar novas sonoridades e não apenas ficar preso a um estilo ou conceito, isso acontece também quando eu busco artistas para lançar por aqui, como é o caso do incrível projeto WEJ, um rapaz frances com uma identidade unica, eu busco isso para o selo, busco algo novo, com identidade, isso conta muito na hora de escolher uma faixa para lançar.

3 – Esse ano, um dos residentes do Alataj, o live Colourful Noise lançou um EP com a sua label. EP por sinal que foi bem elogiado e foi parar na sessão de destaques da House Mag impressa. As tracks desse EP refletem uma nova tendência do techno, mais melódico e menos reto por vezes. Você acredita que a cena esteja mudando nesse sentido?

– Sem dúvidas, com a abertura da internet é possivel se descobrir artistas incríveis, o projeto Colourful Noise tem uma sonoridade que se encaixa com o conceito do selo tem uma cara para mostar, isso é importante e acaba refletindo em todas as mídias seja ela local ou internacional. Esse EP por sinal é um dos meus favoritos desse ano.

4 – Qual o grande nome da música eletrônica nacional hoje? E da internacional?

– No Brasil existem grandes artistas, mas é impossivel falar de musica eletronica brasileira e não lembrar de Gui Boratto, artista que eu admiro muito.
No ambito internacional são muitos mas vou citar dois que sigo como regra para sempre ficar ligado, são eles: Anders Trentemoller e Robert Babicz.

5 – Qual música não pode faltar no seu dia-a-dia?

– Tenho ouvido muita coisa alternativa e pouca coisa dentro do meio eletronico, talvez eu não consiga ficar sem ouvir por muito tempo algo do Metallica ou AC/DC.