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Os traços escondidos na música de Exequiel

Os traços escondidos na música de Exequiel

Exequiel Felipelli, mais conhecido apenas como Exequiel é um dos poucos artistas que podem se orgulhar de manter residência em duas festas do D-EDGE, club paulistano que acabou de levar pra casa o título de “Melhor Club Underground” pela Cool Awards. Nascido em Santa Fé na Argentina mas com forte ligação com a cena cultural de São Paulo, o artista se apresenta como um DJ e produtor versátil, mas sem nunca abrir mão de sua identidade. Muito disso por conta de seus trabalhos na noite Freak Chic e no afterhours oficial de Sampa, o Superafter. No penúltimo podcast do ano, fomos trocar uma ideia com Exequiel, a fim de descobrir alguns traços escondidos sobre sua carreira. Música de verdade por gente que faz a diferença!

1 – Olá, Exequiel. Obrigado por estar conosco hoje. Vamos começar falando sobre algumas de suas gigs no exterior, sei que você já passou por clubs como BADABOUM e BAALSAAL… como foram essas experiências?

Oi, obrigado pelo convite e pela entrevista gosto do trabalho que vocês fazem com o blog e os podcasts, parabéns.

Os dois clubes que você citou acima realmente foram gigs muito animadas, onde o público respondeu super bem e tive a oportunidade de tocar por varias horas, coisa que particularmente gosto e prefiro. Sinceramente todas as datas da tour europeia deste ano foram incríveis e únicas, tocando em 10 clubes diferentes no curto tempo de 1 mês, em cidades lindas e agitadas como Berlin, Paris, Hamburgo, Genova, entre outras.

2 – Você é residente das festas Freak Chic e Superafter no D-EDGE. Como essa relação tão próxima com a marca tem colaborado para o seu amadurecimento artístico?

O D-EDGE me ajudou muito a evoluir como artista, sendo residente de duas noites onde você tem, por um lado, a Freak Chic com sua identidade musical passando pelo house, disco até o acid e, por outro, o Superafter com uma linha mais puxada para o Techno e Deep House, o que me ajudou a ter uma versatilidade e uma abrangência musical maior como DJ.

3 – Entre os seus lançamentos como produtor, tem algum que você considera mais importante ou especial? Por que?

Tem o VA pela D-EDGE Records e o VA pela Espernza Records de Madrid na qual fiz uma track em colaboração com Deep Mariano, artista que admiro muito. Por que? Porque os dois lançamentos me ajudam a ter uma maior visibilidade numa cena nacional e internacional.

4 – Falar sobre referências pode soar muitas vezes repetitivo, mas em alguns casos sempre rende boas respostas. Quem são os artistas que mais influenciam você musicalmente no momento?

Minha pesquisa musical é bem variada pois tem muitos artistas que me influenciam constantemente. Citando alguns, a galera da Keinemusik de Berlin, o surgimento de uns artistas incríveis de Tel Aviv como Red Axes ou Moscoman, os italianos também estão com uma leva de produtores que me agradam muito como Marvin & Guy e os artistas do selo Life and Dead, entre muito outros.

5 – Já que estamos chegando ao fim de 2015, uma pergunta no estilo retrospectiva: Qual foi a melhor noite do ano para você?

Este ano realmente tive muitas noites boas. Escolhendo algumas delas: A noite que fiz o warm up para Seth Troxler na Freak Chic, foi um festão. A noite que toquei no Kater Blau (Berlin), que também foi um festão. Os dois dias de Raww X Room no Memorial da America Latina que foi woww, uma maratona de 45 horas de festa non stop!


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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