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Não há tempo para despedidas, apenas lembranças

Não há tempo para despedidas, apenas lembranças

Essa semana, perdemos David Bowie. O inglês entregou ao mundo um trabalho que vai muito além da música. Bowie, foi símbolo da libertação sexual, atuou com consistência dentro das cenas pop, rock e eletrônica e conseguiu como pouquíssimos artistas no mundo, passar uma mensagem relevante para a sociedade como um todo. David, nos ensinou que podemos ser mais e que temos o direito e o dever de sermos ousados quando o assunto é arte.

Infelizmente, não há tempo para despedidas e agora nos restam apenas lembranças. O chart do Alataj dessa semana convida João Anzolin, exímio pesquisador musical e sócio-diretor da Hot Content, agência curitibana especializada em gerar conteúdo que é responsável pela execução de projetos de marcas como Warung, Rio Music Conference e Tomorrowland. João, nos traz duas faixas de Bowie, acompanhadas de uma mensagem bastante significativa. A música de David Bowie, conecta as pessoas! 

Segunda-feira: David Bowie – Let’s Dance
Tristeza e admiração resumem o início da semana: Bowie se foi e isso só pode significar uma coisa, aprendizado. Um camaleão gigante da música e da cultura pop, muito longe dos rótulos e tão perto da genialidade como poucos (ou nenhum?) de nosso tempo. “Let’s Dance” – é o que ele nos fala há tanto tempo, então vamos seguir sua mensagem:

Terça-Feira: Dele Sosimi & Afrobeat Orchestra – Too Much Information (Laolu Remix)
Um dos hits do verão brasileiro (e provavelmente, sul-americano) até aqui, com cara e jeito de Innervisions. A faixa é relativamente fácil com seu vocal étnico e os elementos mais ou menos manjados, o que não a impede de ser ótima. Na pista funciona como poucas, e no fone de ouvido também:

Quarta-feira: Glass Animals – Gooey
Depois de música eletrônica, minha praia preferida na música é o Indie Rock (de preferência aquele que flerta com batidas e synths, claro). Nos últimos anos o gênero não vem mostrando tanto vigor para novidades como num passado não muito distante, enão ver bandas como o Glass Animals é ao mesmo tempo um alívio e a prova de que ainda há muita coisa boa por ser feita. “Gooey” está no repeat há alguns meses aqui e cai sempre muito bem, e este Edit com sutis mudanças à versão original é ótimo:

Quinta-feira: Dorisburg – Tundra
Dorisburg é o nome do projeto solo de Alexander Berg, metade do duo Genius Of Time. Tundra é uma faixa que tem todas as características que eu aprecio em uma boa música de pista: melódica sem ser óbvia, bem cadenciada e viajante, ela me lembra um pouco algumas coisas do House Progressivo clássico (gênero pelo qual fui um apaixonado). Ouvi o Gromma tocando ela no Warung no fim de 2015 e foi muito bom:

Fim de semana: David Bowie – Love Is Lost (Hello Steve Reich Mix by James Murphy for the DFA – Edit
Na semana em que Bowie se despediu desta vida a melhor homenagem possível a ele é ouvir, ouvir e ouvir o seu legado. Escutei esta faixa de 2013, em edit de James Murphy – numa alusão ao gênio Steve Reich – sendo tocada por Amirali num set em 2014 no Watergate (Berlim), e foi um dos momentos mais emotivos que vivenciei em uma pista até hoje. Pra ouvir no repeat de sexta até domingo!


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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