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A música conecta

Alataj entrevista Bervon

Não foi porque os eventos pararam devido à pandemia que os artistas também resolveram pisar no freio. Nada disso. Quem realmente faz da música sua força motriz sabe que o momento atual é principalmente de evolução. A rotina de gigs diminuiu, mas as horas de estúdio aumentaram, foi assim para muitos e, neste caso, para Bervon

“Acredito que esse último ano que passou foi um dos melhores para a minha carreira. Fiquei longe dos palcos, mas conquistei muitas coisas que eu almejava. Lançamentos importantes, como pela Noise Music, Cartel Recordings, Soundscape OFF e Hotstage Records, além de conexões com outros artistas e iniciativas do Techno que admiro, tem sido um momento de muito aprendizado pra mim”, comenta o artista, que pelo jeito, seguirá surfando nesse bom momento da maré. O motivo? Você descobre no bate-papo a seguir.

Alataj: Imaginamos o baque que a pandemia global deve ter causado em você naqueles primeiros meses… mas no final das contas, dá pra fazer um balanço positivo — apesar de todas as infelicidades que a pandemia nos trouxe. Você concorda? 

Bervon: Concordo sim, a pandemia trouxe com ela muitas dificuldades, especialmente para mim e para minha mãe (os dois literalmente perderam seus trabalhos e estamos segurando as pontas como dá). Eu sempre acreditei que nada é fácil, as pedras (por maiores e mais difíceis que sejam) sempre vão aparecer no nosso caminho e a gente precisa levantar a cabeça e seguir lutando. A vida é feita de ciclos e muitas vezes dar um passo pra trás nos faz pegar impulso para andar três na frente. Gosto de pensar positivo por pior que a situação pareça 🙂

Quais foram as metas estabelecidas que você conseguiu alcançar durante os últimos meses? 

Estipular metas nesse período é um pouco complicado, mas ainda sim tenho conseguido conquistar algumas como lançamento na Odd Recordings que era algo que eu almejava já fazia um tempo e agora se tornou realidade.

Outra conquista bem legal foi o lançamento do seu mix pelo renomado 6AM. Aproveitando a deixa nos conta um pouco sobre a pesquisa que você fez pra esse set…

Essa foi outra bem legal, já escutei muitos sets do grupo e fazer parte é especial pra mim. Até o momento é meu set favorito, toquei várias das minhas músicas que ficam na pastinha das mais brabas [risos]. Misturei faixas retas e sérias, com outras mais agressivas e também psicodélicas. Não deixando o set muito massivo e com quebras inteligentes.

Seu envolvimento com o Techno e com a música de forma mais geral também tem aberto novas oportunidades, como seu envolvimento com a MES (Música Eletrônica Solidária), que rolou nos dias 15 e 16 de maio. Fala um pouco mais sobre sua participação nesse projeto e como ele está ajudando a cena? 

Eu fiquei muito feliz e sou grato ao Mauk em fazer parte. O MES é incrível e vem com um único propósito: ajudar os outros. É um projeto onde se esquece as diferenças e a união por um bem maior fala mais alto. A primeira edição de São Paulo foi muito irada e já posso adiantar que no final do ano vai acontecer uma edição em Curitiba coordenada por mim. 

Agora entrando na caverna de Bervon: como está seu estúdio? Vimos que esses dias rolou uma foto de quando você começava a produzir… o espaço já cresceu um pouco mais?

Cresceu um pouco, ainda não está do jeito que eu quero, mas a gente vai conquistando passo a passo. 

E quanto tempo você passa lá dentro em média? Você tem uma rotina estabelecida? 

Eu passo a maior parte dos dias aqui dentro, acho que são umas 10 horas diárias durante a semana sem contar as noites que passo em claro e alguns FDS (agora sem as gigs têm sido muitos)

Dá pra adiantar algo sobre seus próximos lançamentos? A gente sabe que tem algo grande vindo pela frente…

Tem sim. O lançamento pela Odd Recordings tá chegando e eu tô muito animado [risos].

E fora isso você tem outros projetos que estão ganhando forma… pode nos falar ou também ainda é segredo? 

Esse ano deu início a vários novos projetos além do MES (Música Eletrônica Solidária). Em breve vou anunciar a estreia do meu novo projeto live com o tarter, que sempre foi uma referência pra mim. Também tenho mais dois que logo também vou começar a comentar, o que eu posso adiantar é que Curitiba vai receber duas grandes empresas que vão vir para dar o que falar.

Em uma situação utópica, se o Bervon pudesse estar em qualquer lugar do Brasil ou do mundo, desconsiderando a existência da pandemia, onde ele estaria agora?

Meu objetivo como artista é contagiar o maior número de pessoas no mundo. Eu amo a Europa e tenho planos de me mudar pra lá. Mas minha missão em Curitiba e no Brasil não está completa [risos], ainda tenho coisas pra fazer e realizar.

Para finalizar, uma pergunta tradicional do Alataj: o que a música representa em sua vida?

A música representa literalmente tudo, eu respiro isso. Quando não estou produzindo, estou escutando música ou set e sempre sou tocado por isso. Não consigo imaginar o que seria da minha vida sem música, quem eu seria se não fosse artista.

A música conecta.

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