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A música conecta

Talento ou estratégia? Abbud dá insights sobre como furar a bolha e alcançar selos internacionais

TAGS: Abbud
Por Marllon Eduardo Gauche em Trend 09.02.2023

Para um artista em desenvolvimento, a única certeza é que o talento sozinho não nos faz chegar lá. É necessária uma boa conjunção de fatores, muita atenção, paciência e disciplina para se fazer notar em um cenário cada vez mais concorrido, exigente e criativo. Nesse sentido, Abbud já pode trocar algumas figurinhas. Seu trabalho com a sua música já o levou longe, mesmo que tenha começado a fazer seus primeiros lançamentos oficiais há pouco mais de um ano. 

“No início era difícil aceitar essa palavra, ‘talento’… mas hoje acredito que seja um dos meus trunfos. Eu só consegui sentir isso depois de muita dedicação e foco. Acho que desde o início fui muito bem instruído, além de carregar comigo o que acho que é uma das minhas maiores qualidades, que é desenvolver toda uma estratégia para que eu possa alcançar os meus objetivos”, conta Gustavo Abbud

A estratégia funcionou. Os suportes para as faixas de Abbud são absurdos; um resumo desta longa lista inclui The Martinez Brothers, Michael Bibi, Jamie Jones, Paco Osuna, Eddy M, Classmatic, Cloonee e Joseph Capriati. “Aprendi isso no esporte, na minha época de atleta, que é de onde vem toda minha dedicação, foco e consistência. Isso me coloca em uma posição confortável para direcionar meu projeto”, comenta Gustavo.

Além de não “gastar cartucho” fora de hora, divulgando faixas que ainda não estão compatíveis com o mercado, é claro que as tais das soft skills importam. Manter um bom relacionamento com a cena é importante. “A gente acaba fazendo muitos contatos, até porque o networking faz parte de uma boa estratégia de lançamento. Junto disso, estou sempre antenado, frequentando eventos em que eu possa ter de perto a experiência do que está funcionando bem nas pistas”, Abbud continua.

Michael Bibi tocou a faixa Malagueña, collab entre Abbud e Freenzy

Uma vez que Abbud chegou aonde queria com a qualidade de suas produções, emplacou lançamentos em selos regularmente, com destaque para algumas labels estrangeiras almejadas por qualquer produtor de Tech House, a exemplo da CUFF, da Nervous Records e da La Pera. “Para a label, vai ser interessante como você conduz seu lançamento, a maneira que você faz contato com a label, o quanto você investe nos lançamentos, se tem artista grande tocando sua música, se o som que você fez tem a ver com a estética da label… tudo isso implica na hora de você ser aceito”, compartilha.

2023 já parece ser um ano em que Abbud não vai deixar a peteca cair. Seu lançamento mais recente, Sexything EP, inclui uma collab com ENNE (BR) e foi parar na Techaway, label do DJ e produtor espanhol Jaime Soeiro. Em paralelo, Abbud se prepara para sair novamente na La Pera, desta vez no VA Carnival 2023, com a faixa “Woo”, uma collab com Eric Olliver – em pré-venda no Beatport.

“É sobre você criar um plano e executar com o máximo de perfeição possível. Às vezes as pessoas acham que foi fácil pra mim, mas eu passei 6 meses estudando o mercado, estudando produção e fazendo música todos os dias até começar a fazer algo que eu realmente achava que fosse possível ser assinado. Esse é o ‘segredo’: fazer MUITA música”, completa Abbud.

A música conecta.  

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