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A música conecta

GARUPA abre 2026 com edição especial recebendo Mayell e Sibil neste sábado (24), em São Paulo

Por Marllon Eduardo Gauche em Notícias 21.01.2026

Neste sábado, dia 24, a GARUPA retorna a São Paulo com uma edição que sintetiza com clareza o posicionamento do projeto: escolhas guiadas por escuta, contexto e coerência curatorial. O encontro acontece na antiga Clash — espaço emblemático da noite paulistana — e recebe, pela primeira vez na cidade, Mayell e Sibil, dois artistas que têm construído trajetória forte no circuito europeu com seleções cuidadosas e que valorizam a evolução do set e a conexão com a pista ao longo da noite.

A presença de Mayell e Sibil reforça o caráter de descoberta que orienta a GARUPA. Criado em um ambiente musical e formado em produção de áudio, Mayell é uma figura central da cena underground eslovena e integrante do coletivo Luckison, com apresentações em mais de 20 países e passagens por contextos reconhecidos pela escuta atenta, como Butik, Dimensions, Horst Arts & Music e Giegling

Sibil, francesa radicada na Eslovênia, traz uma formação clássica e jazzística que se reflete em sets marcados por recortes vocais crus, linhas de baixo com influência funk, elementos de techno e camadas mais emocionais. Juntos, constroem uma dinâmica de pista baseada em percurso — um set entendido como caminho, e não como vitrine.

Essa escolha dialoga diretamente com a forma como a GARUPA vem se consolidando desde suas primeiras boat parties no Rio de Janeiro. Mais do que um evento recorrente, o projeto se organiza como uma série de encontros independentes entre si, cada um partindo de um contexto específico e de uma pergunta própria. A curadoria não se apoia em gêneros fixos ou tendências, mas na relação entre som, espaço e momento, buscando sustentar experiências que favoreçam presença, escuta e conexão real na pista.

Ocupando a antiga Clash nesta edição, a festa também ativa a memória do espaço sem recorrer à nostalgia, já que a escolha conecta passado e presente, mas cria algo novo, em sintonia com a proposta do projeto de não acelerar processos nem diluir identidade em nome de escala. É assim que a GARUPA reafirma seu papel como espaço de circulação — onde artistas, públicos e referências distintas se encontram a partir da música como narrativa.

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