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A música conecta

Time Warp chega à Neo Química Arena com curadoria diversa em estilos e forte presença brasileira

Por Marllon Eduardo Gauche em Notícias 06.04.2026

Falta um mês para o público brasileiro viver mais uma edição do Time Warp no Brasil. O festival, que passou por mudanças significativas recentes por conta da nova locação, migrando do Vale do Anhangabaú para a Neo Química Arena, terá que operar em um contexto bem diferente daquele em que vinha atuando. Mas a curadoria e a estrutura montada para os dias 1 e 2 de maio sugerem que o festival sabe exatamente o que está fazendo nessa transição. 

A Neo Química Arena já tem experiência com eventos de música eletrônica de grande porte. A Só Track Boa, um dos maiores festivais de eletrônico do Brasil, realizou suas edições 2024 e 2025 lá, chegando a receber cerca de 70 mil pessoas. Para o Time Warp, a mudança do Vale do Anhangabaú para um estádio traz muito mais controle, seja na questão de luz e som, e até mesmo no fluxo de público e na segurança. É uma operação diferente, mais estruturada, onde tudo funciona de forma mais previsível.

Falando do lineup, temos nomes que cobrem diferentes territórios. Desde Charlotte de Witte e Enrico Sangiuliano representando o techno peak time, passando por Axel Boman, Monolink e Maceo Plex que trazem suas nuances mais melódicas, ao peso histórico de nomes como Sven Vath, Richie Hawtin e Dax J. A curadoria não fez só uma divisão de estilos entre house e techno, mas pensou na interseção de momentos mais intensos com passagens mais luminares. Destaque ainda para alguns b2b’s que fogem do óbvio, como de Mochakk com DJ Gigola, DJ Minx com DJ Holographic e Syreeta com Omoloko, todos na sexta.

A presença brasileira também é bem significativa nesta edição. IDLIBRA, Mochakk, Omoloko e Zopelar estão escalados para o primeiro dia, enquanto Badsista, Clementaum, PR.A.DO e Vintage Culture reforçam o time no segundo dia, fazendo parte da narrativa do festival em posições relevantes. Esses nomes representam diferentes frentes da cena brasileira contemporânea: desde o funk eletrônico até o techno mais experimental e o house de apelo global, refletindo parte da diversidade que a cena brasileira vem consolidando e exportando.

Algo que não muda, porém, é o formato de imersão na noite que sempre foi central na essência do Time Warp. Nesta edição, o festival inicia a partir das 18h e segue até as 6h da manhã — doze horas ininterruptas de música. Isso mostra que, apesar da mudança de um espaço aberto no centro para um estádio, a filosofia de experiência contínua se mantém; o novo local oferece condições melhores ou até superiores para potencializar a sensação de imersão que o festival propõe. Os ingressos antecipados ainda estão disponíveis pela Ingresse.

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