Texto por Chico Cornejo
A expressão “trabalho de amor” pode ter inúmeros significados em diversos idiomas, mas todas acabam envolvendo devoção a algo ou alguém através de uma conexão poderosa e preciosa em doses igualmente distribuídas. Uma relação que demanda esforço e exige cuidado na mesma medida e que não só oferece, como mantém sempre a nosso alcance, coisas inestimáveis.
Esse é o afeto ativo que encontramos em tudo que Tama Sumo e Lakuti nos apresentam como artistas e pessoas, se é que podemos dissociar uma esfera da outra. Uma simbiose criativa que põe em movimento esse princípio e o leva até suas últimas consequências, envolvendo sentimento, música e público numa dinâmica de intensa reciprocidade e profunda cumplicidade.
Aqui elas compartilham conosco alguns componentes essenciais para essas jornadas musicais em que nos levam para lugares inimagináveis e imprevisíveis, mas sempre repletos de carinho e descoberta, a cada um de seus sets. Este final de semana teremos toda essa energia emotiva animando nossas habilidades motoras na pista Danceteria do Gop Tun Festival neste sábado (11), a partir das 20h45.
Theo Parrish – Daughters of Stardust
Theo, mais uma vez, seguindo por um caminho muito próprio, entrega aqui uma jam percussiva, torta e intensa, feita para ouvidos dispostos ao risco.
Loleatta Holloway – Can’t Let You Go (Louie Vega & Josh Milan Truth Dub 1)
Essa simplesmente nunca sai da bag. Música de pista com raízes profundas, construída por dois nomes absolutos da dance music.
Toddsonic 33 & Darryn Jones
Dois gigantes de Chicago se encontram aqui: Toddsonic 33 e Darryn Jones. Um trabalho envolvente e um exemplo muito claro do que é dance music de altíssimo nível.
Joseph Malik – Adult Contemporary
Faixa do subestimado produtor escocês-nigeriano Joseph Malik. É daquelas que dá vontade de tocar em toda oportunidade possível. Tem algo de Sylvester na atmosfera. Um corte realmente especial.
Arp Frique & The Perpetual Singers – Save Your Soul (Joe Claussell Sacred Rhythm Praise Version Mix)
O hino gospel-disco de Arp Frique, impulsionado pelos vocais excelentes do The Perpetual Singers e elevado ainda mais pela releitura de Joe Claussell.
Peven Everett – Stuck
Um verdadeiro santo graal. Um dos grandes discos de house music já feitos.
Glenn Underground – Star Gate
Tudo que Glenn toca vira ouro.
Ron Trent – Morning Factory
Mais um santo graal. Um disco que você precisa ter, se está do lado certo da house music.
Liz Torres – In the City
Outro disco essencial de house para nós. Continua soando tão fresco quanto no dia em que saiu. A produção incrível de Master C & J encontra aqui a força vocal de Liz Torres, uma das vozes mais arrepiantes da house music.
Oleta Adams – Circle of One (Yvonne Turner Dub Version)
Esse remix da lendária Yvonne Turner, uma das primeiras produtoras a moldar o que hoje entendemos como house music, é realmente muito, muito bom. Um dos nossos favoritos.