DJ e articuladora cultural desde 2015, Suelen Mesmo desenvolveu sua trajetória a partir da pesquisa e da circulação entre diferentes contextos da música eletrônica e urbana. Natural de Porto Alegre, ela tem o house como uma de suas bases, mas sua seleção também absorve garage, R&B, funk e ritmos afro-diaspóricos, repertório que encontrou espaço tanto nas pistas quanto em rádios e plataformas internacionais. Ao longo desse período, seus mixes passaram por canais como RINSE UK, Quantica, Hamshack, Na Manteiga, FUNCTION.fm e Veneno, enquanto sua estreia no Boiler Room São Paulo ampliou ainda mais o alcance de seu trabalho.
Além das cabines, Suelen é cofundadora do Turmalina, coletivo criado para conectar artistas e criadores negros dentro da música eletrônica, residente da GRAU e colaboradora da Tijolo Records. Sua trajetória inclui ainda apresentações em festivais como Gop Tun, Rock the Mountain e Rap in Cena, além de clubs como CAOS, Ephigenia, Martinelli e OBLIQO. Em paralelo, participou do Projeto CHAMA, pesquisa sobre diásporas africanas e afro-ameríndias apresentada na Bienal do Mercosul, e levou sua linguagem para projetos ligados à moda com marcas como Nike, AMBUSH, ASICS, Mizuno e New Balance.
No novo Alaplay, é o house que estabelece o ponto de partida, com vocais marcantes, grooves abertos e momentos que encontram uma abordagem mais deep e sofisticada. Conforme a seleção avança, o UK garage assume um espaço cada vez maior e reposiciona o ritmo do mix, conectando faixas de nomes como Dr. Oscillator e Eatmyflesh a diferentes referências da pesquisa de Suelen. Nos minutos finais, elementos da música brasileira também entram nessa conversa, incluindo um vocal de Racionais MC’s, fechando um set que organiza essas diferentes influências a partir de uma identidade bastante reconhecível. Play!