Entrevistas
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Alataj entrevista Mr. V

O que seria da House Music, sem as vozes icônicas por trás de suas canções? O começo da trajetória do estilo, é estreitamente conectado ao poder dos vocais que protagonizavam os arranjos dançantes, e embalavam as pistas no flerte com o Soul, a Disco e o R&B, trazendo a luz das vozes de grandes nomes como Cece Peniston, Robin S., David Morales, Keith Nunnally, Mark Night, Robert Owens, Kim English e, Mr. V, o nova-iorquino que se tornou um símbolo da House Music, e é o nosso entrevistado de hoje.

Mr. V possui uma jornada que se mistura aos primeiros passos da House Music em Nova Iorque, e seu trabalho que inclui uma vasta lista de lançamentos, colaborações e participações, levam transportam o ouvinte aos momentos de ouro do estilo, seja através de sua voz, ou por meio de seus acordes e arranjos que trazem a mais pura energia do dancefloor.

Recentemente, Mr. V colaborou com os brasileiros Gustavo Fk e Camila Jun, para a faixa Unified, que saiu pela Tree Sixty One. Através da faixa, a voz do artista traz uma emocionante mensagem de união e amor, qual revela a visão de mundo de Mr. V, nos tempos atuais. O single é o primeiro passo do artista dentro da Tree Sixty One, e ao que podemos esperar, virão mais trabalhos futuros ainda dessa colaboração. Conversamos com Mr. V para saber mais detalhes desse lançamento, bem como de sua rotina produtiva, bagagem e seus trabalhos com sua gravadora Sole Channel.

Olá Victor, tudo bem? É um prazer entrevistar você. Sua jornada se funde aos primórdios da House Music nova iorquina, e seu currículo  soma colaborações com grandes nomes do estilo em âmbito mundial, além de brilhar nos catálogos da Defected, Toolroom, Strictly Rhythm, Vega Records e muito mais. Com toda sua bagagem e experiência de sobra dentro do estilo, é possível fazer uma análise sobre o passado, presente e futuro da House Music?

E aí, pessoal! Como estão? Obrigado pelo convite. É muito possível analisar o passado, presente e futuro dessa cena, desde que eu permaneça envolvido com o que está acontecendo hoje, isso me dá a oportunidade de ver as mudanças que estão por vir.

Para além dos seus lançamentos como remixer e produtor musical, você também é uma das vozes conhecidas da House Music contemporânea. Como começou essa jornada com sua voz, dentro da música eletrônica? 

Comecei em Nova York em um evento do Louie Vega chamado Dance Ritual no clube Vinyl, que ficava no centro de Manhattan. Louie Vega precisava de um host para o evento e queria seguir uma direção diferente. Fiz minha apresentação e ele adorou, o resto é história.

Podemos citar aqui algumas das grandes referências das vozes da House Music como David Morales, Keith Nunnally, Mark Night, Robert Owens, Kim English e tantos outros que fizeram história na jornada do estilo. E para você, quais são as vozes que te inspiram?

Minhas inspirações são Roland Clark, KYZE, 2 In A Room, Fast Eddie, Todd Terry, Doug Lazy, Deee-Lite, KC Flight, Kid Enigma, Oveous e muito mais.

Recentemente você estreou uma collab inédita com Gustavo FK e Camila Jun, para a faixa Unified, onde sua voz, inclusive, traz uma vida especial à faixa. Como foi realizar este trabalho em conjunto com Gustavo e Camila? 

Foi ótimo, a música que eles me enviaram era tão boa, eu estava em um lugar perfeito, um bom momento e ponto na minha vida, tudo se encaixou lindamente. Acho que demorei algum tempo para concluir a collab, mas eu queria me certificar de que ficou perfeito e estou TÃO FELIZ com o resultado.

Uma das frases da letra de Unified que se destacam de forma emocionante, é “time is now, to spread the love worldwide”. O que te inspirou na composição da letra? Foi algo que vocês produziram juntos, ou partiu de um insight seu?

Apenas a minha visão do mundo hoje. Há uma mudança global e muitas coisas estão mudando ao nosso redor, mas todos nós precisamos ser lembrados que o AMOR sempre vencerá qualquer desafio e não importa o que aconteça, isso não deve ser esquecido. “A hora é agora”, a frase é um lembrete de que estamos todos com tempo emprestado e todos sabemos como é fácil ele ser consumido e tomado por coisas que não valem a pena.

Você já acompanhava os trabalhos da Tree Sixty One antes? 

Não, esta é a minha primeira vez e não será a última 🙂

Mudando um pouco de assunto, vamos falar agora sobre sua gravadora Sole Channel. Como estão os lançamentos por lá, e como você analisa a evolução do label nesses últimos anos?

Sole Channel Music está ok no momento, tenho me concentrado muito nos vocais e em novas produções do meu próximo álbum. Muito em breve as pessoas começarão a ouvir uma grande quantidade de coisas novas do selo MUITO, MUITO EM BREVE.

Para finalizar, uma clássica do Alataj: O que a música significa para você?

Tudo… Significa tudo pra mim. <3

A música conecta.