Entrevistas
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Alataj entrevista Ninetoes

Mudanças de estilo são constantemente observadas em DJs e produtores musicais. Às vezes a busca pela sonoridade perfeita causa isso, assim como o tédio também pode fazer com que um artista mude de estilo da água para o vinho. 

Özgür Yelmen é um desses casos onde a mudança veio e para melhor. Ninetoes é o projeto que surgiu nessa mudança quando Özgür se viu cansado de produzir e discotecar Hip Hop, fazendo-o migrar para House Music em 2010. Em 2013? Ninetoes escalou como artista mais buscado no Shazam na temporada de verão de Ibiza, abrindo caminho para uma carreira sólida e intensa. 

Desde então, Ninetoes vem colecionando releases expressivos em gravadoras como Kling Klong, Play It Down e Mobilee, além de claro, participar do circuito europeu de clubs como Watergate, Sankeys Ibiza e Ministry Of Sound. 

Özgür acaba de fazer sua estreia na Hot Creations de Jamie Jones com EP Same Same, onde samples icônicos são explorados através de duas faixas totalmente pensadas para a pista de dança.

O Alataj conversou com Ninetoes sobre esse novo lançamento além de outros assuntos que você pode conferir na entrevista a baixo: 

Alataj: Olá, tudo bem? Obrigado por falar com a gente! Você recebeu suporte de grandes artistas e lançou faixas em gravadoras imponentes da cena. Em um ambiente tão explosivo e competitivo, o que você acha que é essencial para conquistar seu espaço?

Ninetoes: Você sempre precisa estar ligado com o que os outros artistas têm apresentado, assim se mantém atualizado e é capaz de fazer bons releases, mas ao mesmo tempo permanecer fiel ao seu estilo. Foco nas redes sociais com uma boa equipe atrás de você é uma obrigação nos dias de hoje. 

Por falar em gravadoras imponentes, seu último lançamento é o EP Same Same, pela Hot Creations. Conte-nos um pouco sobre como nasceu esse projeto e como ele foi parar na gravadora?

Depois de terminar Same Same e Feel It, eu sabia que as duas faixas dariam um EP com a cara da Hot Creations. Jamie ouviu as faixas e as assinou na mesma hora.

Muitos artistas nos contam que o processo de criação de uma faixa inclui testá-la na pista de dança para sentir a resposta do público e também adaptá-la se necessário. Você também é adepto dessa prática? Se sim, agora que estamos sem pista de dança, como você pode avaliar se está no caminho certo?

Durante a pandemia, realizei encontros com meus amigos mais íntimos (sempre de acordo com os regulamentos, é claro) e depois do jantar e um pouco de vinho, colocava alguma música que havia terminado para eles e reparava nas reações e comentários. Essa foi a única multidão real que eu pude ter.

Antes de mergulhar no mundo da House Music você era DJ e produtor de Hip Hop, um estilo musical que anda de mãos dadas com música eletrônica. O que o levou a essa mudança? O que mudou mais no que diz respeito à produção de faixas?

Eu comecei a ficar entediado de tocar e produzir Hip Hop em 2010, foi a partir daí que comecei a promover festas de House Music na minha cidade natal, Stuttgart. Em 2012, eu já não estava mais trabalhando com o Hip Hop e a House Music me dominou. Acredito que mantive meu processo de produção, apenas o adaptei para as minhas produções de House, como você pode ouvir em quase todas as minhas músicas, eu continuo amando e abusando de samples.

Aproveitando o fato de estarmos falando sobre produção, existe um equipamento que você considere indispensável na criação de suas faixas?

Uma ferramenta indispensável para mim são os samples e o resto (plug-ins, biblioteca de som, etc) ficam no meu computador. Eu não uso equipamento externo. Meu estúdio é meu laptop, um teclado midi e meus fones de ouvido.

Embora ainda não seja promissor, 2021 está apenas começando. Podemos esperar mais novidades nos próximos meses?

Tem muita música nova chegando este ano, além da primeira compilação da  minha gravadora, Head To Toe, com novos produtores cheios de talento ao lado de bons e velhos amigos que todos vocês conhecem. Espero que os clubes possam abrir suas portas novamente e todas essas restrições que vivemos virem história.

Por fim, uma pergunta tradicional de Alataj: o que a música representa na sua vida?

A música é a coisa mais importante da minha vida. Estou sempre ouvindo ou fazendo música, pensando em samples, ideias e melodias. Mesmo um barulho qualquer é possível de  despertar minha criatividade, fazendo eu criar um rascunho na minha cabeça. Eu acordo com música e vou para a cama com música. A música é minha zona de conforto, meu maior amor e minha paixão.

 A música conecta.