Tunnelvisions Tunnelvisions Tunnelvisions Tunnelvisions Tunnelvisions
Tunnelvisions Tunnelvisions Tunnelvisions Tunnelvisions Tunnelvisions
Tunnelvisions Tunnelvisions Tunnelvisions Tunnelvisions Tunnelvisions
Tunnelvisions Tunnelvisions Tunnelvisions Tunnelvisions Tunnelvisions

Alataj entrevista Tunnelvisions

É incrível o poder de renovação que a música eletrônica de pista possui. Se em um determinado tempo as tendências são mais digitais/inovadoras, isso não significa que em um breve momento um movimento mais orgânico/melódico não pode ganhar força. Em meio a isso tudo, alguns artistas são capazes de somar partes de diferentes estilos para formar sua própria identidade, como no caso de Emiel van den Dungen e Raynor de Groot, ou simplesmente Tunnelvisions.

+++ O Twitter é a forma mais rápida de nos conectarmos a você. Siga o Alataj por lá

Lembro exatamente a primeira vez que escutei uma faixa do Tunnelvisions. Era melódica, tinha timbres conhecidos, um vocal não muito diferente do que eu já havia escutado, um toque psicodélico e era isso. Apesar dos elementos familiares, aquela música me marcou de uma forma especial e fez com que eu entrasse mais a fundo na discografia do duo holandês. Culture Shock, single em questão, não poderia ter um nome melhor, pois, ao meu breve modo de ver, isso é exatamente o que Emiel e Raynor propõe em suas composições. 

House, Disco, Melodic, Rock e até mesmo um pouco de Pop estão quase sempre presentes. A dupla, que tem em Guava, faixa parte do álbum Midnight Voyage [2017], seu grande sucesso nas plataformas digitais, vai muito, muito além disso. Culture Shock, já citada, é essa explosão de sentimentos para festivais. Rain Dance, outro grande sucesso, também se tornou um hit poderoso com amplo suporte de artistas do House e do Techno. MGMM é uma viagem cósmica psicodélica com final feliz. E há mais a se observar, claro. 

Desde 2016 trabalhando juntos, Tunnelvisions já entregou uma série de lançamentos bastante relevantes em uma história que já conta com três álbuns. A absoluta maioria dos releases foi trabalhado pela Atomnation, mas grandes selos como Disco Halal e K7 também entram na lista. A mais recente novidade entre os labels é o gigante Diynamic, que recebeu o duo para um EP de seis faixas em sua prestigiada série Picture. Adana Twins, Undercatt e Denis Horvat já trabalharam neste formato anteriormente. 

São produções contundentes, intensas, com forte potencial de pista e que retratam bem a identidade Tunnelvisions. O release nos motivou a conduzir esta bela entrevista que você confere a seguir.

Alataj: Olá pessoal! Tudo certo? Obrigado por esta entrevista. Em 2017, vocês lançaram Guava, faixa que pode ser considerada um divisor de águas na carreira do Tunnelvisions. Como surgiram as ideias para essa track? Existe um sentimento especial sobre ela?

Tunnelvisions: Fizemos Guava em uma época em que o sol estava começado a brilhar na Holanda. Como você deve saber, a Holanda é um país muito chuvoso. Por quase oito meses do ano o tempo é ruim e a música para nós era uma maneira de escapar, de ir a diferentes países e lugares, inspirando-se na música de todo o mundo. Para Guava, nos inspiramos no Reggae e pegamos o violão para gravar a base da faixa. Em seguida, combinamos com vocais cantados por um coral infantil através do treinador vocal de Ray. O resultado foi uma música simples que ainda é uma das mais puras até o momento pra gente. É uma música feliz e a sensação de união corre forte por toda a pista.

Eu gosto muito da maneira como vocês ditam o humor das produções através das melodias. Se, por um lado, Culture Shock é alegre e aventureira, a MGMM tem um certo ar apocalíptico e misterioso. Vocês dão alguma atenção especial à parte melódica?

Nós dois tratamos a melodia e a harmonia de maneiras muito diferentes, mas há uma linha vermelha comum entre nós. No geral, a melodia precisa ser memorável. Ray a aborda exatamente como faria cantando; vem lá do seu cerne, do seu âmago. A maioria das melodias e ganchos são todas gravações ao vivo nas músicas do Tunnelvisions. Especialmente em Culture Shock e MGMM, você pode ouvir esses elementos vivos. História engraçada: Emiel adormeceu durante a gravação do violão para Culture Shock porque ele levou horas para tocar naquele estilo!

Ao alcançar a Diynamic, vocês dialogam com uma imensa base de fãs que a gravadora cultivou nos últimos anos, base essa com grande potencial para o som do Tunnelvisions. Do ponto de vista musical e estratégico, o que representa essa conquista?

De certa forma, é o pico do que queríamos alcançar. Nos últimos dois anos, sempre tivemos em mente que um dia criaríamos um grande projeto. Um projeto que encapsularia tudo o que é Tunnelvisions. Pop, Indie, Eletrônica, House, Tribal; essa mistura estranha que compõe quem somos deve ser apresentada nisso. A série Picture que fizemos realmente parece o melhor do que já criamos e não poderíamos estar mais orgulhosos por ter conseguido isso.

 
 
 
 
 
View this post on Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Vinyl arrived! Only 3 days to go till our mini album is out on @diynamicmusic . Pre-order in bio

A post shared by Tunnelvisions (@tunnelvisionsforever) on

Seu perfil musical tem uma clara referência psicodélica que não é profundamente explorada na cena House / Techno. De onde exatamente vêm essas influências?

O lado psicodélico vem do nosso foco na repetição, em vez de constantes mudanças. Usamos sintetizadores analógicos como o grande fundamento de nossa música e, com isso, você pode facilmente manter uma pequena parte melódica em execução e alterá-la o tempo todo. Isso significa que um loop “chato” torna-se de repente muito viajante! Nossa parte psicodélica vem do nosso amor por sintetizadores e pela experiência com isso!

Em Picture: Tunnelvisions, vocês exploram uma série de faixas que flertam diretamente com Indie, têm uma energia especial e um forte apelo de pista. Dá pra dizer que estamos de frente para uma abordagem musical com a cara do verão?

Uma das coisas que sempre tentamos com o Tunnelvisions é combinar o maior número possível de gêneros. Nos últimos anos tocamos Techno, Acid, Tribal, House, Indie e também um Pop verdadeiro. Esses gêneros agora compõem o DNA do ato. Então, uma das coisas que mantemos como base é ter uma música no centro de tudo. Parte da diversão de fazer música é não ser limitado por nada. Não há regras, apenas coisas que você ama!

O processo criativo da equipe é certamente diferente do individual. Como vocês buscam o equilíbrio para cada um nos momentos de estúdio e nas cabines?

Às vezes, o tempo que passamos separados é tão importante quanto o tempo em que estamos juntos. Nós dois temos namoradas, mas certamente houve um tempo em que nos víamos quase sete dias na semana! O que foi muito divertido, claro, mas você também precisa de tempo para estudar e pensar. Isso ajuda a continuar inspirando um ao outro! Nós dois começamos a ficar mais atentos ao longo dos anos. Falar sobre esses assuntos é muito importante e nos aproximamos muito por causa disso.

Finalmente, uma pergunta pessoal. O que a música representa em suas vidas?

É tudo. É nossa amiga em tempos difíceis, é algo para recorrer. Era também nossa saída quando não tínhamos dinheiro nem emprego, e foi por isso que nos encontramos. Sem música as coisas não seriam as mesmas.

A música conecta.