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A música conecta

Minha Primeira Gig | Leo Diniz

Estamos há praticamente um ano afastados das pistas de dança. Se a saudade já é grande para nós (clubbers e entusiastas em geral), imagine para os DJs, que deixaram de fazer aquilo que mais lhes completava. Em tempos como este, o que nos resta são as memórias, revividas muitas vezes através do tradicional #tbt que vem acontecendo com cada vez mais frequência.

Então, no #tbt de hoje, a gente revirou o baú de lembranças de Leo Diniz, artista de São Paulo que já teve algumas gigs bem marcantes ao longo da carreira, como uma noite na Moving do D-EDGE, assumindo a cabine logo depois do alemão D-Nox, passagem pelo Ame Laroc Festival, onde dividiu o lineup com Wehbba, Oxia e Guy Gerber, além de uma apresentação no Warung Tour São Paulo.

Mas para conquistar seu lugar em todos estes palcos, foi preciso começar lá do início. Hoje Leo Diniz relembra alguns detalhes de como foi sua primeira gig profissional:

Leo Diniz

O ano era 2005, na cidade de Londres, na Inglaterra. Meu coração era movido pelas rápidas batidas e toda aquela atmosfera viajante do Psy Trance — muita gente não sabe, mas meu primeiro contato com a música eletrônica e com os decks foi através do Psy. Eu estava morando já há alguns meses na capital britânica e tinha adquirido o meu par de CDJ 100S para poder treinar. Falando em treinar, eu fazia isso todos os dias, de 6h às 10h, aproveitando qualquer tempo livre e espaço na casa, pois eu morava numa república e nem sempre era possível um cantinho para treinar, então eu me virava como dava. 

Desde o meu meu primeiro contato com os estilo e com as raves em 2004 (minha primeira foi uma Tribe que rolou em maio de 2004, na Pedreira) eu me tornei muito frequente nas festas e festivais da época aqui no Brasil, lá não seria diferente, com muito mais eventos e maior frequência de apresentações dos DJs que eu gostava. Rapidamente eu já conhecia uma galera grande que sempre ia nas festas e então surgiu o primeiro convite para me apresentar em um after, que rolaria depois de uma das lendárias festas na Brixton Academy (lugar onde rolavam muitos eventos do gênero) em uma squat party, aquelas festas em locais invadidos/escondidos.

Pois bem, depois de meses treinando ininterruptamente, chegou o grande dia. Naquele mês de outubro, lá estava eu no horário marcado, ainda sem muitas pessoas, e pro meu desespero era um CDJ-200, que tinha recém-lançado na época. Mesmo com todo esse medo e frio na barriga, no final deu tudo certo. O mais importante pra mim naquele momento não foi pensar se foi bom ou se foi ruim, se a galera curtiu… o que realmente importou foi que naquele momento eu só conseguia pensar: ‘EU QUERO FAZER ISSO PRA SEMPRE!’. E assim tem sido, 15 anos depois, com altos e baixos, alegrias, tristezas, emoções, decepções (como em toda história de amor), pausas, retomadas, mudanças de propostas e visões musicais. Estamos aqui, independente de tudo que aconteceu. Uma coisa se mantém a mesma: o amor pela música e por me conectar com pessoas através dela.

A música conecta.

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