Escolher um festival internacional não diz respeito apenas à programação musical. Esses eventos materializam diferentes formas de organizar a cultura e maneiras diferentes de ocupar cidades, espaços abertos e ambientes naturais. À medida que artistas brasileiros ampliaram sua presença no exterior e o público local passou a consumir música de maneira mais conectada globalmente, festivais internacionais passaram a ocupar um lugar especial nos roteiros de viagem dos brasileiros, pois esses eventos concentram identidade, curadoria e experiências que dificilmente se reproduzem fora daquele lugar e daquele período, ajudando a compreender como diferentes cenas se estruturam e se sustentam ao redor do mundo.
Esta lista parte dessa perspectiva e reúne festivais pensados como destino. De um lado, eventos amplamente reconhecidos no circuito global, com estrutura consolidada, impacto internacional. De outro, festivais de menor escala, que apostam em formatos específicos e propostas mais particulares. A ideia é apresentar opções que atendem tanto quem busca referências centrais do circuito quanto quem prefere experiências mais focadas e fora do eixo mais previsível.
Paradise City Festival – Bélgica
Realizado nos arredores de Bruxelas, no Castelo de Ribaucourt, o Paradise City é um festival focado em House, Techno e vertentes contemporâneas. A programação alterna grandes nomes com artistas ligados a cenas nichadas, enquanto o evento incorpora diretrizes ambientais à sua operação, influenciando desde a escolha do local até a estrutura oferecida ao público.
BAUM Festival – Colômbia
Considerado o maior festival de música eletrônica da Colômbia, o BAUM acontece em Bogotá e é o ponto de encontro definitivo para a comunidade raver do país. Com um foco pesado em Techno e House de alta energia, o evento utiliza espaços industriais e amplos para receber grandes nomes internacionais e talentos locais em uma atmosfera vibrante e urbana.
KALA – Albânia
O KALA foi o primeiro festival boutique a colocar a Riviera Albanesa no mapa global, ocorrendo nas praias paradisíacas de Dhërmi. Com uma programação que mistura sets de House, Jazz e Soul, o festival oferece uma experiência holística que inclui yoga, gastronomia local e excursões por águas cristalinas, criando uma comunidade de viajantes e amantes da música.
Demfest – Escócia
O Demfest se conecta diretamente ao circuito underground do Reino Unido. Realizado em Aberdeen, a programação prioriza Techno e House, mantendo uma relação próxima entre curadoria, artistas e público. É um festival procurado por quem busca eventos fora do circuito de grandes estruturas e marcas globais.
Rainbow Disco Club – Japão
Realizado ao ar livre, com camping, o Rainbow Disco Club é conhecido por sua atmosfera acolhedora. O festival acontece em uma encosta nas montanhas de Higashi-Izu e é famoso por uma programação eclética que vai do Disco ao Techno, atraindo um público maduro e famílias que buscam uma experiência musical profunda em um cenário natural deslumbrante no Japão.
Dekmantel – Países Baixos
Sediado no parque Amsterdamse Bos, em Amsterdã, o Dekmantel é amplamente considerado um dos festivais mais influentes do mundo para a música eletrônica. Sua reputação é sustentada por uma curadoria impecável, focando em grandes nomes e talentos emergentes que movimentam diversas cenas e estilos musicais.
Sónar – Espanha
Criado em Barcelona nos anos 90, o Sónar Barcelona é um evento pioneiro que une música, criatividade e tecnologia. Dividido entre o Sónar by Day (focado em inovação, conferências, shows e performances experimentais) e o Sónar by Night (com grandes produções e shows de escala mundial), o festival une as últimas tendências das artes digitais e da cultura eletrônica, atraindo públicos diversos e profissionais de áreas criativas distintas.
MUTEK – Canadá
Realizado em Montreal, o MUTEK concentra-se em live performances, onde os artistas manipulam sintetizadores e modulares, e apresentações audiovisuais em tempo real. O evento ocupa locais icônicos do Quartier des Spectacles, como o SAT (Société des Arts Technologiques) e até palcos ao ar livre no centro da cidade, aproximando sua relação com o público e o ambiente urbano, enquanto explora a intersecção entre arte e tecnologia.
Lost Village Festival – Reino Unido
Localizado em uma área florestal na Inglaterra, o Lost Village aposta em um formato imersivo que combina música, cenografia e atividades paralelas. A programação inclui House, Techno e live acts distribuídos em palcos integrados ao ambiente natural, além de propostas ligadas a artes visuais, gastronomia e performance, incluindo teatros escondidos e banquetes preparados por chefs renomados.
Waha Festival – Romênia
Situado nas montanhas da Covasna, o Waha é um festival de arte e música que promove estilos de vida alternativos e a conexão profunda com a natureza. Com cinco palcos que variam do Psytrance à Ambient Music, o evento é conhecido por sua energia tribal, práticas de bem-estar e uma forte ética de respeito ambiental.