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A música conecta

Ibiza: o guia completo – Parte 1

Por Marllon Eduardo Gauche em Notes 14.05.2026

Sim, vamos falar de Ibiza, Eivissa, la Isla Blanca, um dos pontos magnéticos da Terra e um dos berços da música eletrônica contemporânea. Localizada no Mar Mediterrâneo, a ilha pertencente à Espanha, tem um passado conturbado sobre domínio de terras, invasões, vandalismos e um bocado de treta. Não é de se estranhar, afinal, aquilo é o paraíso e todo mundo queria um pedacinho para chamar de seu. 

Mas, como não precisamos cavar tanto, adiantarei a história para chegar em um ponto que marca a convergência de um dos locais mais belos do mundo com a música eletrônica. A herança sobre o estilo de vida que se leva ali se deu nos anos 60, época em que hippies passavam férias ou moravam lá. As festas seguiam a tendência da época: psicodelia, muita liberdade e libertinagem. Sabe aquele velho dito popular sobre três pilares do caos? Sexo, Drogas e Rock n’ Roll? Então, a turma Flower Power só trocou o último por algo mais rítmico e alucinante.

Isso se prolongou até os anos 80 com as devidas evoluções, mas como sabem, a famigerada década causou um efeito ‘metamorfose’ no mundo. Foi nessa virada de chave que Ibiza passou a absorver mais a dance music e clubs começaram a crescer e evoluir, bem como o lifestyle que amamos e carinhosamente chamamos de clubber. Eu (Maria Angélica) estava nascendo quando o lendário Space começava a escrever sua história, que mais tarde viria a se transformar em um legado global.

O Café Del Mar nascia nessa década com a promessa de ser um santuário para os clubbers. Você festaria noite adentro, dormiria pela manhã e à tarde poderia relaxar em um local agradável com sonoridades ambientais e sublimes – mas, ainda assim, eletrônicas – e que te preparariam para o próximo round. E voilà: um conceito surgiu. Beach clubs foram fundados, hotéis temáticos, restaurantes, bares, mansões e muitos clubs escolheriam a ilha para fazer morada a partir desse marco, transformando o território em um lar espiritual da música eletrônica. Não basta tocar o som que curtimos, existe algo místico, misterioso e tudo isso é levado bem a sério pelos residentes.

Nesta série de 3 capítulos vamos olhar para os dois lados da moeda: o que Ibiza tem de melhor e o que tem de pior? Já tive algumas experiências lá e contarei minhas percepções, que podem ser distintas de quem lê. Uma única ressalva: levem em consideração que o mundo mudou, logo, algumas coisas por lá podem ter mudado também.

Acessível para chegar, não para ficar

Ponto positivo e negativo. Se você está pela Europa, é possível dar um pulo lá na boa, os voos da Ryanair, Easyjet e Vueling são acessíveis, com bilhetes que não chegam a 15 euros, se comprados com antecedência. Porém, ao chegar lá prepare o bolso porque a brincadeira é salgada. Vou discorrer mais sobre isso.

Praias paradisíacas

Não é segredo, basta “dar um Google” e cair para trás. O Mar Mediterrâneo tem a magia das águas cristalinas em high definition. Uma experiência surreal de praias sequenciais impactantes. Muitas delas são praias virgens, com rochedos, relevo irregular e vegetação intacta, parecem ter sido feitas à mão. São mais de 60 praias em sua extensão de 120km.

Deixo aqui alguns nomes imperdíveis: Cala Salada, Saladeta, Punta Galera, Benirras, Cala den Serra, Cala Sa Caleta, Cala Baja, Cala Conta, Cala d’Hort, Cala Lenya, Cala Jondal, Cala Es Cavallet, Cala Portinatx. Todos paraísos reais oficiais e, acredite se quiser, tem muito mais.

E uma vez em lá, não deixe de pegar a balsa e ir para Formentera, outro paraíso inacreditável. 

Cala Salada

Es Vedrà

A famosa pedra que tem toda a pinta de radar alienígena – eu acredito. Muitas lendas rolam sobre embarcações desaparecidas e naves espaciais. Existem diversos mirantes para curtir o visual impactante e é definitivamente um ponto muito bom de Ibiza. 

Esta série continua com mais dois episódios pelas próximas duas semanas, aqui no Alataj.

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