Eric Estornel, mais conhecido como Maceo Plex, é um daqueles nomes impossíveis de ignorar. Nascido em Miami, nos EUA, ele vem desde o início dos anos 90 construindo uma carreira que é um mosaico de sons e experiências, transitando com maestria entre o techno e o house, sempre com uma assinatura sonora que é só dele. Não à toa seus lançamentos aparecem em selos de peso como Ministry of Sound, Crosstown Rebels e Drumcode, além de suas próprias gravadoras, Ellum Audio e Lone Romantic.
s sets e produções são viagens que levam o público para outro lugar, mostrando que dá para ser autêntico e inovador sem perder a conexão com a pista. Ele tem a capacidade de ser um artista mais conceitual e, ao mesmo tempo, consegue se comunicar com um público mais amplo através de uma visão artística fora do óbvio. Em nova tour pelo Brasil, Maceo Plex desembarca em maio, no dia 1º, para uma apresentação na BOMA, em Brasília, além de passagem pelo Time Warp, no sábado, dia 02.
Mas antes de vê-lo na pista, trouxemos algumas curiosidades que muita gente talvez não conheça a respeito de Maceo Plex.
Este é o Raio X do Alataj.
A origem do nome Maceo Plex
Tudo começou com a banda Jane’s Addiction e uma música de 1990 chamada My Cat’s Name Is Maceo. A canção era uma homenagem a Maceo Parker, lendário saxofonista de funk. Eric Estornel, fã da banda, ouvia a música e achava o nome “Maceo” interessante. Anos depois, sua esposa na época, Christine, sugeriu que ele usasse ‘Maceo’ como apelido, e ele transformou isso em ‘Maceo Plex’.
Décadas depois, em 2023, para celebrar seus 30 anos de carreira, Maceo Plex lançou o álbum ’93 e chamou ninguém menos que Perry Farrell, vocalista do Jane’s Addiction, para uma collab, uma forma de homenagear indiretamente a banda que, sem saber, deu o nome ao seu projeto mais famoso.
Antes da fama: lavador de pratos
Antes dos grandes palcos e dos cachês milionários, Eric Estornel viveu a realidade de muitos artistas que lutam para fazer sua arte acontecer. Nos primeiros anos de carreira, trabalhou como lavador de pratos em um restaurante. Longe do glamour que hoje o cerca, essa fase foi fundamental para moldar sua ética de trabalho.
Cada prato lavado era uma forma de financiar seu sonho. O dinheiro que ganhava era investido em equipamentos, em tempo de estúdio, em tudo que precisava para produzir sua música, uma experiência que ensinou o valor do trabalho duro e a importância de cada minuto dedicado à sua paixão.
10 sets em 10 lugares em um único dia
Em 2016, Maceo Plex decidiu levar sua paixão pela música a um novo nível em Ibiza. Com o projeto “Maceo Plex Presents: Mosaic”, fez uma maratona de 10 sets em 10 locais diferentes da ilha em apenas 24 horas. Começando ao pôr do sol, ele tocou em beach clubs, barcos, vilas privadas e até em locais inusitados, adaptando o som e a vibe do set em cada lugar, finalizando com um set no DC10, um dos clubes mais icônicos do mundo.
A melancolia por trás do álbum Solar
Lançado em 2017 pelo seu selo Lone Romantic, seu terceiro álbum de estúdio, Solar é, sem dúvida, um dos trabalhos mais pessoais na discografia de Maceo Plex. Uma jornada mais emotiva e conceitual, dedicada ao seu filho, que também se chama Solar. A criação do álbum aconteceu em um período sensível para Eric: a perda de seu pai. Isso influenciou diretamente o som do disco, que se tornou mais melódico, atmosférico e introspectivo, a exemplo de faixas como Wash Away My Tears.