Fabio Santanna lançou, no dia 10 de julho, seu novo álbum, Bateu Onda, pela Banana Gold. Com 12 faixas produzidas, compostas, arranjadas, tocadas e mixadas pelo próprio artista, o disco aprofunda o universo sonoro que o músico, produtor, DJ e diretor musical carioca vem construindo nos últimos anos. Antecedido pelos singles Miragem e Pura Dança, o trabalho reúne influências de boogie, disco, nu disco, balearic, funk e brasilidades em uma sonoridade quente, dançante e conectada ao imaginário do Rio de Janeiro. Mais do que usar a cidade como cenário, Fábio transforma o Rio em parte da linguagem do disco: o mar, o calor, a luz do fim de tarde, as ruas e a sensação de movimento aparecem como elementos centrais da atmosfera de Bateu Onda.
“Sou um artista profundamente conectado ao Rio de Janeiro, não apenas como cenário, mas como linguagem musical e emocional. Minha trajetória se mistura com a minha experiência de vida”, afirma. Essa relação aparece desde a abertura de Groove Al Mare até faixas como Dance Comigo e a faixa-título Bateu Onda, em que baixos pulsantes, sintetizadores luminosos, percussões tropicais e vocais marcantes se encontram em uma estética que mira tanto a pista quanto outras situações do cotidiano.
O próprio Fábio descreve o álbum como uma celebração do estilo de vida que vive entre as areias, o mar e as ruas do Rio de Janeiro. É um disco pensado para circular em diferentes ambientes: na pista, na praia, na estrada ou em qualquer lugar onde a boa vibração encontre espaço. “Quero reforçar a ideia de autenticidade, brasilidade contemporânea e liberdade criativa. Meu trabalho fala sobre atmosfera, sensação, dança, calor humano e conexão.”
Ao longo da carreira, Fabio Santanna trabalhou ao lado de nomes como Marcos Valle, Lenine e Gabriel O Pensador, além de desenvolver trilhas, conceitos e direção musical para marcas e projetos audiovisuais. Influenciado pela disco music, pelo boogie brasileiro dos anos 70 e 80, pela MPB grooveada, pelo balearic beat, pelo house clássico e pela nova cena internacional de nu disco, o artista constrói uma sonoridade que evita uma leitura caricata da tropicalidade. “Tenho muito interesse em mostrar um Brasil diverso, quente, solar e moderno, distante de estereótipos.”
Essa busca também passa pelo cuidado com timbres, arranjos e texturas. Em vez de tratar o álbum apenas como uma sequência de faixas dançantes, Fábio constrói uma narrativa sensorial, em que cada música parece ocupar um ponto diferente dentro de uma mesma paisagem sonora. “Existe um trabalho muito detalhado de construção de timbres, atmosferas e referências culturais dentro das músicas”, diz o artista, que também vê o novo álbum como uma síntese mais precisa de seu DNA. “Bateu Onda talvez seja o trabalho que melhor traduz minha identidade até agora. É um disco muito conectado ao Rio de Janeiro, ao mar, ao calor, à luz do fim da tarde, à sensação de liberdade e movimento.”
Com Bateu Onda, Fabio apresenta um álbum de pista, mas também de atmosfera: feito para dançar, viajar e ocupar espaços onde groove e emoção caminham juntos.