Out Now | Lindstrøm & Prins Thomas – III [Smaltown Supersound]

Não é exagero dizer que o ano está muito auspicioso para as mentes criativas e principalmente para o que acontece quando elas decidem se reunir, mesmo diante os tantos percalços de 2020. Tivemos muitas colaborações emblemáticas neste ano e essa que anunciamos hoje claramente não poderia ficar de fora. Quando Lindstrøm e Prins Thomas se reúnem, tudo pode acontecer. Os líderes do movimento que revoluciona a música eletrônica norueguesa já possuem essa ótima reputação mundial e que a cada dia fica mais forte pela expansão da magia Space Discopelo mundo. Agora, motivados por um ano estranho, eles decidiram novamente unir as ideias e fazer o que fazem de melhor. São 11 anos que separam o álbum III do seu antecessor. O novo projeto será lançado exatamente nesta sexta-feira (20) pela gravadora Smalltown Supersound, da Noruega.

“Nossa parceria é muito democrática, nunca recusamos as ideias uns dos outros. E se der errado, colocamos a culpa no outro cara”, disse Prins Thomas, em nota oficial à imprensa. Claro que se tratando de dois personagens com um amplo poder criativo a história não será sobre quem vai colocar a culpa em quem, quando você ouvir, vai entender. São seis faixas que imprimem em si a genialidade de dois maestros. Lindstrøm criou as bases e Prins Thomas fez as devidas colagens, algo que ele faz como ninguém. O resultado nos traz música eletrônica expansiva, texturizada, elegante e com um quê ideal de complexidade somados à experiência e sinergia adquirida entre eles nesses anos que separam os álbuns.

O terceiro episódio desta trilogia condensa uma rica variedade de estilos, mas que parece ser concebida de forma muito natural pelos seus criadores. Não será algo que se distancia do que eles já fazem, mas nem por isso soará efêmero, pelo contrário, é a melhor das três. A jornada é espacial e cósmica, bem norueguesa, mas que sutilmente nos entrega referências recortadas de outros cantos. Quem sabe um French Touch todo misturado ao Funk em uma missão espacial regada à psicodelia. Melhor do que tentar entender as viagens verbais dessa redatora/fã que vos escreve, é você ouvir esse baita projeto.

A música conecta.