Nesta sexta-feira, dia 23, São Paulo recebe a primeira edição brasileira da RESONICA, projeto criado na Suíça que atua na interseção entre música eletrônica e intercâmbio cultural. A estreia acontece no Edifício Martinelli e marca a entrada oficial do selo no circuito nacional, reunindo os fundadores 2M com os brasileiros L_cio, From House to Disco e Nana Kohat.
Criada na Suíça, a RESONICA construiu sua trajetória com base em festas e lançamentos pautados na House Music e suas nuances. Ao longo do tempo, o projeto passou a atrair públicos ligados ao circuito underground em cidades como Zurique e Lausanne, formando um público atento à construção de experiências com propostas menos imediatas e mais conectadas à curadoria, coerência sonora e narrativas apresentadas em cada set.
A aproximação com o Brasil começou a se desenhar em 2025, quando o duo 2M se apresentou na Gop Tun Festival, em São Paulo. A recepção positiva e a afinidade com o ambiente e o público local estimularam a continuidade dessa relação, facilitada também pela atuação do manager do projeto, que possui dupla cidadania e acompanha de perto os movimentos das cenas europeia e brasileira.
Essa conexão passou a se refletir também no catálogo do selo. 2M, L_cio e From House to Disco estarão presentes na segunda compilação da RESONICA, estabelecendo um eixo entre produções europeias e brasileiras dentro da House contemporânea (ouça o primeiro volume abaixo). O showcase no Martinelli dá sequência a esse movimento, agora no formato de evento.
Outro elemento central da identidade da RESONICA está na seleção dos espaços que ocupa. A escolha pelo Edifício Martinelli, referência histórica do centro de São Paulo, que vem sendo ocupado nos últimos anos por iniciativas culturais ligadas à música e às artes, cria uma atmosfera alinhada à proposta do projeto: uma experiência pensada para quem circula e constrói o underground da cidade.
A estreia da RESONICA em solo nacional marca a formalização de um trabalho construído entre continentes, com produção assinada pelo duo, 2M, ao lado de seu manager, Paulo Bote, apontando para uma atuação local estruturada e contínua dentro da cena paulistana, agora ancorada em um contexto urbano específico e em artistas que compartilham referências, trajetórias e visões complementares sobre os movimentos futuros da música eletrônica.