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A música conecta

Só Track Boa 2026: lineup traz nomes do circuito underground para um público mais amplo

Por Marllon Eduardo Gauche em Notícias 07.04.2026

O Só Track Boa 2026 chegará em breve com a maior estrutura e programação de sua história. Nos dias 5 e 6 de junho, no Autódromo de Interlagos, o festival criado em 2015 pela Entourage ganhou escala nacional com Vintage Culture à frente e, nesta nova edição, deve reunir mais de 80 mil pessoas ao longo de dois dias intensos, operando em quatro palcos e totalizando mais de 24 horas de música. House, Techno, Trance, Melodic, Afro, Tech House e outras vertentes devem coexistir num mesmo espaço, ampliando o diálogo entre diferentes linguagens da música eletrônica.

Entre os confirmados estão Above & Beyond, Adam Sellouk, ARTBAT, Boris Brejcha, Dixon, The Martinez Brothers, Beltran b2b Ben Sterling, Bedouin b2b Maz, Eli Brown b2b Victor Lou, Kobosil, Illusionize, Liu, Mochakk, Kevin de Vries, Colyn, Sammy Virji, Max Styler, Tripolism, Vegas x Blazy e, claro, Vintage Culture, que se apresenta nos dois dias. Mais do que o grande número de artistas, a composição do line-up mostra uma mudança em como o festival tem se posicionado, e mais importante, como ele se conecta com a evolução da cena brasileira.

Dixon, por exemplo, é nome frequente do circuito underground e conhecido por uma abordagem sonora conceitual, texturizada e introspectiva. Sua presença no festival amplia o espectro musical do Só Track Boa, convidando o público a explorar novas camadas de experiência na pista e reforçando o compromisso do evento com uma curadoria diversa e conectada a diferentes vertentes da cena eletrônica.

O mesmo movimento se reflete em nomes como Kobosil, representante do hard techno mais intenso, e Damian Lazarus, referência por sua abordagem conceitual na construção dos sets. Juntos, eles reforçam a diversidade do line-up e mostram como o festival abre espaço para diferentes estéticas e narrativas, expandindo a percepção sonora do público, já que, provavelmente, muitos estarão vendo esses artistas pela primeira vez. 

Estruturalmente, o festival aposta na diversidade de espaços. O palco NSD (Never Stop Dancing) mantém o papel de main stage, reunindo os principais headliners. O OCA (One Collective Act), com sua estrutura circular e proposta sensorial, foi pensado para criar uma conexão mais próxima entre público e artista, onde som, luz e arquitetura se integram. O LuvLab se dedica à experimentação sonora e diversidade, e ainda terá um quarto palco, Organic, com mais informações ainda a serem anunciadas. 

Essa proposta de múltiplos stages fortalece a construção artística do festival, permitindo que diferentes lógicas sonoras coexistam e, ao mesmo tempo, abre espaço para nomes em ascensão apresentarem seus trabalhos. A edição de 2026, portanto, marca um ponto importante onde o festival amplia sua escala e também sua ambição conceitual, trazendo para o mesmo espaço artistas que vêm de universos sonoros distintos.

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