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A música conecta

Tulipa estreia no D-EDGE em São Paulo nesta quinta (08) trazendo sua primeira atração internacional no lineup

Por Marllon Eduardo Gauche em Notícias 07.01.2026

A Tulipa, label party idealizada por Vivi Seixas, realiza nesta quinta (08) sua terceira edição, marcando um momento importante na trajetória do projeto. Pela primeira vez em São Paulo — após duas edições no Rio — a festa acontece no D-EDGE, em colaboração com a Moving, abrindo oficialmente o calendário de 2026 de um dos clubs mais emblemáticos da cena eletrônica brasileira.

Mais do que uma simples mudança de cidade, esta edição representa uma expansão simbólica e conceitual da Tulipa. “É menos sobre ‘mais uma edição’ e mais sobre o momento em que a festa se posiciona no circuito, com personalidade, voz própria e compromisso cultural de longo prazo”, explica Vivi. A escolha do D-EDGE, segundo ela, reforça esse movimento: um espaço que extrapola a ideia de club e se consolida como instituição cultural dentro da música eletrônica no país.

O lineup desta edição reflete esse novo capítulo. Pela primeira vez, a Tulipa recebe uma artista internacional: a argentina Ludmila Di Pasquale, que faz sua estreia no Brasil. À frente da label Make Some Ruido, Ludmila é reconhecida por uma pesquisa musical profunda, técnica refinada e uma leitura de pista que transita com naturalidade entre o House e o Techno, sempre guiada por groove, textura e construção narrativa. “Esse convite nasce da identificação real com o som da artista”, afirma Vivi. “São duas cenas que se enxergam, argentina e brasileira, conectadas pela intimidade da pista e pela força de mulheres que constroem esses espaços.”

Completando a curadoria, a brasileira Ella De Vuono soma mais de duas décadas de carreira e traz uma atuação sólida dentro do House e do Techno, com sets marcados por maturidade, precisão e forte consciência de pista. A combinação entre Ludmila, Ella e Vivi constrói um encontro de linguagens complementares, sem sobreposições forçadas, reforçando um dos pilares centrais da Tulipa: artistas com assinatura própria, som consistente e identidade clara.

Sonoramente, a noite é guiada por uma narrativa bem definida. A Tulipa se ancora nos grooves do house, na linguagem minimal e no techno refinado — uma música que cria tensão, respira e convida à percepção de cada detalhe proposto pelas DJs da noite. “Eu penso a pista como uma jornada, não como partes soltas”, explica Vivi. “Existe fluxo emocional, respeito ao clube, à cabine e à cultura que sustenta tudo isso.” E tudo isso pode ser visto e comprovado através dos sets das edições anteriores, disponíveis no canal oficial da Tulipa no YouTube, funcionando como um arquivo da identidade sonora do projeto.

Desde sua estreia no Rio de Janeiro, a Tulipa se estabeleceu como um espaço onde mulheres ocupam naturalmente posições de protagonismo, sem que isso seja tratado como exceção ou estratégia de marketing. A terceira edição, agora em São Paulo, reforça essa visão ao mesmo tempo em que amplia o alcance do projeto. Você pode garantir seu ingresso para essa nova edição através deste link, já com 15% de desconto.

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