Special Series | Maceo Plex

É comum encontrarmos no mundo da música artistas que possuem mais de um pseudônimo – nome fictício utilizado como alternativa ao nome real – em sua carreira. Isso normalmente acontece quando a mente por trás do músico se propõe a criar sonoridades diversas daquela característica a um determinado personagem. Mas se você já ouviu falar em Eric Entity, Tali Wackas, Jell Cell, Jupiter Jazz e Maetrik, saiba que todos – e mais alguns, acreditem –  fazem parte da múltipla personalidade de Eric Estornel, que hoje é mundialmente conhecido por Maceo Plex.

Contar a trajetória desse artista multifacetado em resumo não é fácil, já que ele se expressou de diversas formas em diferentes vertentes ao longo dos anos, mas vamos lá! Nascido no Texas e hoje radicado em Valência/ES, Eric Estornel iniciou sua jornada como DJ em 1993, aos 15 anos. Não demorou muito tempo para se aventurar na produção musical e lançar as primeiras faixas de techno e electro, surgindo seus primeiros pseudônimos, Eric Entity e Talis Wackas.

Já no início dos anos 2000, Eric passou a produzir músicas como Maetrik, projeto que lhe deu notoriedade e veio ao Brasil em 2009, na TribalTech, e também como Mariel Ito, explorando ainda linhas do electro e IDM – Inteligent Dance Music, como denominavam na época.

Foi nesse mesmo período que ele também começou a criar algumas track sob o punho de Maceo Plex, projeto que reservou inicialmente para suas produções mais caseiras. Mas calma lá! Antes da gente se estabelecer no personagem mais conhecido de Eric, ele ainda lançou EPs sob o codinome de Estornel, produziu um remix para Max Branslokker com o nome Plaex, realizou alguns trabalhos com Bernhard Pucher apelidando o duo de Jell Cell e há alguns anos atrás montou um projeto com Danny Daze, o Jupiter Jazz. 

Eric Estornel hoje se concentra no apelido Maceo Plex transitando entre as linhas do house e techno, sempre de uma forma mais emotiva porém muito dançante, mas foi capaz de passear por uma miscelânea de estilos com maestria e deixar sua marca particular em todas elas, lançando durante a carreira faixas em gravadoras respeitadas como Crosstown Rebels, Kompakt e Minus, além de gerenciar a própria gravadora, Ellum, e participar de séries importantes como DJ-Kicks e Fabric.

Por aqui, a gente tem o prazer de recebê-lo mais uma vez no Brasil em gigs que sempre prometem. Ele se apresenta dia 6 no Warung Beach Club, e dia 7 na festa RAIO, em São Paulo. Depois de saber a trajetória desse grande mestre da música eletrônica dá até um gostinho mais especial de vê-lo tocar, não?

A música conecta.