The Brothers Beats

The Brothers Beats | Ídolos Unânimes

Tudo – absolutamente tudo – o que escutamos hoje é o que é por uma série de mutações de culturas milenares que, através de rituais e pequenos movimentos, deram vida a percussões, melodias, vocais, etc. A evolução da sociedade, bem como da tecnologia, proporcionou a invenção de novos instrumentos, as pessoas foram se unindo, montando grupos, colocando força e mensagem através de ritmos e ondas sonoras. Tudo isso foi se alastrando pelo mundo e voilá! Somos o que somos, ouvimos o que ouvimos.

Uma ideia muito breve, não é mesmo? Mas o que quero dizer com isso é que, da mesma forma, tentamos fazer um pouco nesta série escrita por mim e meu colega Caio Stanccione. Explicar as origens do movimento do Hip Hop e o Rap como também da Dance Music, e como eles estão bem mais juntinhos do que imaginamos. Nem vou me prolongar aqui porque certo mesmo é você dar uma olhada nos três outros capítulos que rolaram. Vale à pena.

+++ Alataj | The Brothers Beats

Agora é chegada a hora do adeus. O The Brothers Beats viajou pela história, pelos elementos característicos de cada estilo, pela evolução territorial ao longo dos anos e pelas formas de produção até chegarmos no momento em que vivemos – e que momento, não? Hoje, o Hip Hop e a música eletrônica, nas suas mais diversas facetas, estão entre os estilos – se não no topo dos estilos – mais ouvidos e reproduzidos no cenário mainstream mundial (rockeiros, peguem seus lencinhos).

Os números são estrondosos, o mercado imenso, a movimentação financeira é bilionária e não há nenhuma previsão de desaceleração. Tanto o Hip Hop quanto a música eletrônica invadiram o universo Pop em suas diversas ramificações sonoras, com colaborações quentíssimas dignas de prêmios musicais pelo mundo (já chegarei nesse tópico). 

E muitas foram as personalidades responsáveis para que essas vertentes chegassem ao cume da montanha do show business. Citar todas elas levaria um bom tempo de pesquisa e estou certa de que ainda deixaria alguém de fora, afinal, em todas temos um cenário mais mainstream e um alternativo. Mas é possível trazer algumas que são unânimes e que inegavelmente colocaram as sonoridades e sua cultura em um novo patamar na história.

Vamos de Hip Hop? 

Quem acompanhou os demais capítulos do The Brothers Beats já ouviu falar em alguns. Afrika Bambaataa, N.W.A, Naughty By Nature, Grandmaster Flash, Run-D.M.C, AZ vem em uma primeira fase da trajetória. Seguindo, 2Pac, Notorious B.I.G, J Dilla, DJ Shadow, Dr. Dre. TLC, Lil’ Kim e Queen Latifah iam inserindo a imagem da mulher rapper no mundo. Menção especial para Puff Daddy, ou P. Diddy, o pai da ostentação no Hip Hop e que cerca esse universo até hoje.

Quer mais, né? Findando anos 90 e arrastando 2000 para frente, 50 Cent, Lil Wane, Jay-Z, J Cole, Snoop Dogg, Kanye West e Missy Elliott são grandes destaques. Duas figuras que merecem atenção é Eminem, rapper branco que passou a ser respeitado no cenário do Hip Hop com prêmios importantíssimos no mercado, incluindo o Oscar de  Melhor Canção Original, e a inquestionável e maravilhosa Lauryn Hill que, através de um único álbum e sua participação no grupo The Fugees (também com vida curta), fez história e reverbera até hoje. 

Não, não vamos esquecer dos queridinhos atuais. Seja em um aspecto mais tradicional do Rap ou em uma linha mais popular, é preciso salientar o trabalho de Kendrick Lamar, Drake, Nicki Minaj, Cardi-B, Savage, Post Malone e muitos outros que hoje encabeçam a elite da nova geração do Hip Hop em nível global.

Let ‘s Dance! 

Como um site especializado em música eletrônica, a gente vem há quase nove anos trazendo um emaranhado de artistas que mudaram a forma das pessoas ouvirem e viverem nosso universo, então você mesmo já pode ir pensando em alguns nomes. Não dá pra deixar de citar alguns que, em diferentes períodos dessa trajetória, foram peças-chave para impulsionar a música eletrônica até onde a conhecemos hoje e seguem ícones absolutos do estilo.

A começar por Frankie Knuckles, Marshall Jefferson, DJ Pierre, Kevin Saunderson, Jeff Mills e toda a galera que colocou a mão na massa nos primeiros momentos da história do cenário eletrônico. Um salve especial para Kenny “Dope” Gonzalez e “Little” Louie Vega – Masters At Work – que tem conexão direta com o Hip Hop até hoje em suas carreiras. Quer mais? Kraftwerk, Inner City, Moodyman, Dave Lee, Giorgio Moroder, Donna Summer, CeCe Peniston, Robin S., a eterna diva Whitney Houston, Crystal Waters, Moloko e outras beldades que colocaram a Dance Music nas rádios. 

Aceleramos um pouquinho para citar Moby, Fatboy Slim, The Chemical Brothers, Daft Punk, The Prodigy, Ultra Nate, Alexia, Gala,  Armand Van Helden, para citar apenas alguns. Chegando mais pertinho das últimas gerações, Purple Disco Machine, The Shapeshiftters, Kaskade. Hoje não podemos esquecer de The Blessed Madonna (aliás a própria Madonna em sua versão mais eletrônica), mais recentemente Black Coffee, que tem trazido versões super dancers de músicas de artistas Pop pelo mundo.

Para finalizar, um alerta nariz torcido aqui, mas doa a quem doer David Guetta merece uma grande menção por ser um dos maiores responsáveis por estabelecer a Dance Music de vez em posições estrondosas no mercado da música e também dar o start em colaborações com artistas de quê? Hip Hop, olha você. Akon, Nicky Minaj, will.i.am e Mr. Dynamite são apenas alguns nomes que produziram junto com o francês que, perdoem os resistentes, tem sim o seu valor.

Eu sei, deixei muita gente de fora, mas você entende, não? Agora, dando uma olhada nos parágrafos anteriores, dá pra entender a dimensão desses dois estilos no mundo da música. Irmãos da vida, que caminham juntos desde os primórdios, fizeram suas histórias separadamente, mas seguiram e seguem confundindo e misturando batidas. Irmãos como eu e Caio, cada um na sua, mas juntos e misturados no BPM do coração que bate pela música. Enfim, The Brothers Beats

A música conecta.

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