Najaaraq Vestbirk pode ser um nome bem diferente para nós. Por outro lado, Courtesy já pode ter aparecido em meio às suas andanças musicais dentro da internet. O nome de batismo é natural de onde ela nasceu, na Groenlândia, apesar de estar boa parte da vida na Dinamarca. Tão diferente quanto o seu nome é a sua forma de se expressar através da música, eis que ela é capaz de viajar muito longe entre seus trabalhos como DJ e produtora.
Basta escutá-la um pouco e você saberá do que estamos falando. Como DJ, Courtesy é surpreendente a cada virada. Você pode ouvir Techno, Electro se deparar logo em seguida com House e num passe de mágica mergulhar em EBM. Estalos agudos como o de um chicote, fortes baterias, melodias intensas e emotivas, tudo pode acontecer quando você está numa pista de dança comandada por ela. Se houve uma desconfiança de que essa mistura não dá certo, está enganado. Ela é capaz de combinar todos os estilos com maestria e criar uma atmosfera intensa e super dançante.
Quando passamos para o lado produtora, lá vem outra faceta. Uma pegada Indie Dance, faixas completamente experimentais nem um pouco voltadas para a pista de dança. Ao que devemos essa versatilidade toda? Gostaríamos mesmo de saber e talvez seja isso que faz dela alguém tão interessante de prestar a atenção, já que independentemente se discotecando ou produzindo, ela se mostra como uma artista muito singular, pesquisadora ávida e produtora com a mente aberta.
Seu trabalho na música não se resume à criatividade musical. Courtesy é também fundadora do label Kulør, que iniciou suas atividades em 2018, onde propulsiona outros artistas fora da curva do cenário mundial. E não para por aí. Ela ainda é fundadora da Dunkel Radio, um podcast, blog e programa de rádio que se tornou um dos principais centros de música eletrônica da Dinamarca.
Tendo rodado mais de 30 países ao longo de sua carreira, Courtesy já deu o ar da graça em pistas do Brasil, se apresentando no label independente ODD em 2017 e no Dekmantel Festival São Paulo em 2018 com duas fortes apresentações, dignas de uma figura musical completamente diferente.
A música conecta.
