Who?

Who? Piero Thiesen

Piero Thiesen é a prova de que nunca é tarde para buscar seus sonhos. Natural de Porto Alegre, o advogado de 39 anos resolveu aproveitar o tempo livre proporcionado pela pandemia para experimentar ser DJ e produtor — uma vontade que tinha desde que conheceu Ibiza, em 2016. “É muito louco entrar numa farmácia lá e estar tocando eletrônico”, pontuou.

Sem a oportunidade de conseguir gigs devido à crise sanitária que aflige o Brasil e o mundo, Thiesen aproveitou 2020 para fazer muitas lives na internet e estudar produção musical e tornou-se aluno da Comunidade de Áudio de Andre Salata. Como primeiros resultados, conquistou uma residência semanal na web rádio britânica Undercover e se tornou DJ residente do pub Black Cat em sua cidade, que tem operado com as devidas restrições de público e horário.

Foi no final de junho, entretanto, que veio a maior realização até agora: a primeira música lançada oficialmente. Na pegada Nu Disco, Alright chegou às plataformas pela gravadora italiana Traktoria. E como se o momento já não fosse especial o suficiente, na primeira semana a versão Radio Edit atingiu a posição 93 do chart de Nu Disco do Traxsource.

“Eu amo música good vibe, não importa o estilo. Mas foi no Nu Disco que encontrei a minha identidade. Adoro trazer de volta as referências que ouvia na juventude nos anos 80 e 90, a ligação do estilo com Ibiza, a moda, a origem na Black Music, as guitarras. Adoro agregar tudo isso à pegada do House”, conta Piero.

“Eu amo música eletrônica, desde cedo quando vou fazer exercícios até o fim do dia. A música pode mudar completamente a vibe do dia. Por isso, procuro fazer um som que não seja muito pesado, que dê para ouvir tomando café da manhã, tomando um chimarrão no sol — gaúcho-disco”, brinca.

Com a missão de “compartilhar felicidade”, como ele mesmo diz, Thiesen considera sua pesquisa musical seu principal atributo como DJ. No Black Cat, único ambiente em que chegou a ter contato com o público, ele garante ter a liberdade para mostrar suas referências de Disco, House e Synthpop. 

“Temos construído ali um público interessado nesse tipo de som. Teve um dia que uma pessoa chegou para mim e disse: ‘nossa, parece que eu tô no Café del Mar, conhece?’. Foi justamente por ouvir os CDs do Café del Mar que surgiu o meu interesse que me levou à Ibiza”, segue.

Para o futuro, Piero sonha com muitos outros lançamentos, em parceria com cantores e instrumentistas — “Quero muito escrever a letra das músicas!” — e, quem sabe, uma gig na ilha espanhola responsável por o conectar com esse novo mundo que vem se abrindo a ele. 

“Eu sempre usei a música como muleta para as situações da vida. Se eu puder ajudar alguém da mesma forma, me sentirei abençoado. Pretendo escrever algumas letras mais profundas e ser instrumento do bem”, conclui.

A música conecta.