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Alataj entrevista Felipe Callado [Gigloop]

Alataj entrevista Felipe Callado [Gigloop]

Felipe Callado é a mente por trás da Gigloop, plataforma brasileira multipremiada que tem como principal objetivo oferecer maior facilidade para os contratantes no processo de booking de artistas internacionais. DJ, produtor, empresário e um autêntico visionário, Felipe tem se dedicado de forma intensa no desenvolvimento de sua ideia, premiada no conceituadíssimo French Tech Tickets e na última edição do IMS em Ibiza.

Até aqui a Gigloop trabalhou principalmente na inserção de artistas filiados a agências europeias rumo ao mercado brasileiro. O que aconteceu, de forma não proposital, é que a Gigloop passou a ser reconhecida por parte do público mais leigo como uma agência, algo que desde o principio Callado e seu time tentaram se distanciar. Agora, com uma série de mudanças e facilitações na plataforma, a Gigloop quer se posicionar de forma mais clara como uma solução eficiente para o mercado da dance music global. Nesse bate-papo exclusivo, Felipe nos conta detalhes desse momento:

Alataj: Olá, Felipe! Tudo bem? Na essência, quais são as principais diferenças entre a concepção original da ideia Gigloop em relação ao que ela é hoje?

Felipe Callado: Olá! Obrigado pelo convite e pelo interesse de conhecer um pouco mais do Gigloop. Na verdade a ideia do Gigloop sempre foi a mesma: ser uma plataforma onde contratantes e produtores de eventos podem buscar e negociar com artistas e agências do mundo inteiro. Na verdade tivemos um período grande de aprendizado com o mercado e validação de todas as nossas ideias, e hoje queremos focar ainda mais na maior dificuldade que vemos de nossos clientes: encontrar o artista para seu evento e saber se ele está em sua região.

É possível dizer que hoje a Gigloop tem um público alvo mais nichado no Brasil ou tudo é pensado para que qualquer contratante possa utilizar a plataforma da melhor maneira?

A música eletrônica em geral hoje é o nosso nicho, o que já é relativamente bem abrangente né? Apesar de trabalharmos com todos os gêneros, nós estamos acompanhando sempre de perto o que nossos clientes querem contratar e buscando trazer esses artistas para a plataforma e por isto talvez dê a impressão de estarmos mais focados em um determinado nicho. Mas na realidade isto apenas é um reflexo do que hoje os nossos clientes estão buscando, pois acreditamos que a experiência deles começa apenas quando ele encontra artistas que lhe interessam na plataforma.

Como tem sido o relacionamento e a abertura dos managers internacionais frente a proposta de trabalho da Gigloop? Você poderia citar alguns artistas que já estão disponíveis na plataforma?

Os managers hoje são grandes parceiros nossos e vêem um grande benefício de estar com seus artistas no Gigloop, pois é mais um canal de vendas para eles, e que principalmente, tem gerado muitos resultados. Hoje o Gigloop conta com mais de 2500 artistas de mais de 40 países dos mais variados gêneros. Isto é muito legal, pois vemos desde nomes como Loco Dice, Nick Curly que são super consagrados no mercado mais “underground”(aqui coloco entre muitas aspas pois não gosto muito de usar esta expressão), até nomes que hoje estão super em alta no mainstream, como por exemplo Billy Kenny.

Esse ano vocês foram premiados na categoria de inovação digital do IMS, certo? O que exatamente essa conquista representou para jornada da Gigloop?

O IMS foi sem dúvida um prêmio importantíssimo para nós. Ainda mais por ser uma premiação com foco no mercado de música eletrônica, já que a nossa outra premiação, o French Tech Tickets era para startups em geral. Além de abrir várias portas e nos dar grande visibilidade, o prêmio mostrou que o próprio mercado acredita muito em nosso projeto e que vê que temos o potencial de revolucionar a maneira que contrata artistas, gerando muito mais oportunidades para o mercado.

Como você visualiza os próximos meses de trabalho para a Gigloop? Quais são os principais objetivos a médio e longo prazo?

Hoje o Gigloop está passando por uma fase de investimento e estruturação. Estamos agora crescendo o nosso time e iremos focar todos os nossos esforços na ferramenta de busca do artista. Fazer o contratante saber da maneira mais fácil, que artistas estarão na sua região para o seu evento através de uma busca completamente reformulada, que indicará artistas de acordo com o seu perfil, além de várias outras novidades que logo iremos anunciar.

Basta uma rápida análise do retrospecto recente para entendermos como o mercado da música eletrônica se transforma de maneira muito acelerada. Como você e o time da Gigloop projetam o relacionamento entre artistas e agências daqui a alguns anos? Como a plataforma pode auxiliar nesse sentido?

Artistas sempre terão agências e eles precisam um do outro. O Gigloop vem para somar nesse mercado. Nós trazemos a tecnologia para criar novas oportunidades, sendo uma ferramenta que lhes dará ainda mais visibilidade e ajudará de forma ativa nas vendas.

Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?

Quem me acompanha sabe que a música sempre representou tudo pra mim. E poder deixar uma marca nesse mercado que tanto amo é sem dúvidas o maior sonho da minha vida.

A MÚSICA CONECTA.

 


Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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