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Alataj entrevista Shadow Child/Polymod

Alataj entrevista Shadow Child/Polymod

Remixes para nomes como Hot Natured, DJ Haus, AlunaGeorge e Duke Dumont, além de lançamentos emplacados em gravadoras do prestígio de Food Music, Dance Trax, Positiva e Ovum Recordings credenciaram o DJ e produtor britânico Shadow Child ao posto de uma das principais estrelas da dance music.

Sua estreia como produtor foi em meados de 2012, com um EP homônio pela gigante Dirtybird da Califórnia. De lá pra cá, Shadow Child flertou com diferentes facetas da house music, do clássico ao tech, passando pelo bass e pelo deep, sempre acompanhado de muito sucesso. Quando o mundo pensava que sua jornada na música se resumia em manter-se no topo, ele surpreende a todos com o lançamento de seu projeto Polymod.

A estreia oficial aconteceu pela 17Steps, label dirigido pelos britânicos do Dusky. Ainda com uma sonoridade mais próxima do house, três faixas originais foram apresentadas. Na sequência, lançamentos por Pets Recordings e We Are The Brave o aproximaram do techno, estilo que deve ser a base para o futuro deste alter ego. Em busca de ser mais sobre esta jornada dupla na música, conversamos com Shadow Child/Polymod:

Alataj: Olá, Simon! Obrigado por falar conosco. É comum vermos produtores trabalhando seus releases tanto no house, quanto no techno, ainda assim sob o mesmo codinome. Por quê exatamente você decidiu trabalhar dessa maneira, porém com alter egos separados?

Shadow Child: Olá. Acho que o meu som como Shadow Child tornou-se um modelo de todo o “deep house” um tempo atrás, e mesmo que eu tenha mudado musicalmente, as pessoas provavelmente não aceitam se você fizer movimentos ousados fora do que você é conhecido. Tive fortes lançamentos de sucesso como Shadow Child na Ovum e Unknown to the Unknown, mas, às vezes, você não é aceito em outra área de house e techno, mesmo que a música seja ótima. Os DJs e promoters europeus, em particular, parecem apenas aceitar se for algo “novo”, então Polymod nasceu e carrega um som mais “adulto” que agora eu separo de Shadow Child.

Você bebeu direto da fonte da escola britânica de house music, uma das mais tradicionais do mundo. É possível dizer que esse relacionamento próximo impactou a forma como você produz e discoteca exatamente?

Sim, totalmente. Minhas raízes estão firmemente no começo dos anos 90 na cena rave e jungle, e continuam presentes no meu som. Há algo nisso que traz um certo caráter nas minhas músicas e DJ sets.

“Música representa a capacidade de transmitir sentimentos sem termos que falar”. Entrevistamos o espanhol La Swing, leia aqui!

Cada DJ costuma escolher um caminho de diferenciação: uns tocam apenas com vinil, outros exploram uma pesquisa musical avançada e ainda existem aqueles que buscam ter uma identidade única nessa esfera. Como você enxerga o seu perfil de discotecagem atualmente? Muita coisa mudou desde que você começou a tocar?

Sim, muita coisa mudou. Obviamente eu estava tocando vinil alguns anos atrás, mas para mim o digital permite que eu me concentre em outras coisas enquanto toco. Compro discos toda semana para o meu Radioshow, tenho que me manter inspirado, mas promos e downloads nem sempre fazem isso por mim. Não quer dizer que a música digital seja ruim, mas eu sei que todo mundo a tem. Música only vinyl mantém uma certa mística e adoro apoiá-la.

Seu último EP como Polymod, lançado pela Pets, apresenta um artista que parece viver um momento de muita confiança. O que exatamente te inspirou na produção deste EP? Quais foram os principais desafios do processo criativo?

Fico feliz que você tenha sentido isso, é ótimo saber. Quando produzi essas faixas, meu verdadeiro sentimento foi passado, ao invés de apenas manter todo mundo feliz. Às vezes você faz isso para manter as gigs ou o que for e acaba não se satisfazendo criativamente, mas com esse EP foi diferente. O processo criativo foi divertido, tudo parecia certo. Tinha minhas dúvidas quanto a “Searching”, mas Catz n Dogz estavam bem confiantes… Sou muito grato por isso!

Sobre o Brasil: o que você sabe a respeito da cena do país? Há algum artista que você tem acompanhado mais de perto nos últimos meses?

O Brasil é sempre empolgante musicalmente. Sei que house e techno não são apenas uma moda, têm fãs verdadeiros. O único artista brasileiro que eu acompanho de perto é um dos meus amigos próximos – S.P.Y – que acabou de lançar um álbum com uma collab que fizemos. São as minhas raízes e gosto muito de me conectar com o Carlos musicalmente.

Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?

É a minha fuga, minha expressão e liberdade. Me dá toda a emoção, seja eletrônica ou não. Sou obcecado por música desde que consigo me lembrar e isso nunca irá mudar.

A música conecta.

+++ A Suécia tem revelado grandes artistas, um deles é Tiger Stripes. Conheça mais em uma entrevista concedida com exclusividade ao Alataj!

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Alan Medeiros é publicitário, sócio-fundador do Alataj e nome por trás da Beats n' Lights Management.

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