A criatividade fluida de Cris D. está entre os principais fatores que o chancelam como um DJ e produtor tão distinto. Não à toa, Cris escolheu a música e o design como válvulas de evasão para essa efervescência criativa. Enquanto na música eletrônica, o gaúcho flutua entre o Afro House, Disco House e Techno — com uma estética sonora fluída e que abraça as raízes negras da música — rapidamente Cris se destacou usando a técnica como uma aliada fiel.
A boa ânsia criativa é o que guiou Cris em suas diversas atuações, além de ser uma das grandes características responsáveis por o consolidar como um excelente seletor musical. São quase 10 anos de experiências e um compromisso assumido com a arte de mixar, o que também auxilia o deejay e produtor gaúcho a se posicionar com distinção. Hoje, Cris D. retorna ao Alataj para narrar seu primeiro momento embalando uma pista. Confira o que Cris tem a nos dizer sobre esse acontecimento:
Cris D.
Falar da primeira gig oficial é uma das melhores coisas que aconteceu comigo. Eu aprendi a tocar por volta de 2010. Assim, tive a primeira oportunidade de me apresentar pela primeira vez (cache, nome no flyer entre outros) em 2012 no Muinho Club. Eu trabalhava como promoter do Club e recebi o convite para fazer a estréia oficial com meu projeto Cris D.
O convite veio do responsável pelo curador artístico do clube, Guilherme Chielle. Nisso fiz minha estréia no warm up ao lado de um dos DJs que mais admiro, Lee Batista. Fomos de 100 BPM até 120 naquele jeito de aquecer a pista. Rolou de tudo em 4 decks (tocamos no traktor) como Nicolas Jaar entre outros. Foi uma experiência surreal. Depois disso, além de todo trabalho, toquei mais vezes no clube. Eu tinha esse set até esses dias (risos), mas acho que parte de mim deixou ele ir e guardo na memória. O flyer, eu tenho guardado até hoje, era uma colaboração além de festa para uma com banda, formato tradicional que o Muinho efetuava. Dividir decks com pessoas mais experientes te torna um aprendizado maior sempre. Dezembro de 2012 realmente marcou a minha vida.

A música conecta.