Foi meio que um foda-se para o que vocês são ou já fizeram. Em nenhum momento sentimos que eles queriam qualidade ou trabalhar o artista de verdade. Tudo que eles querem é um viral.
A frase vem de um manager com quase uma década de atuação na música eletrônica brasileira. Do outro lado da reunião também estava um jovem e promissor DJ e produtor que já lançou por gravadoras relevantes, acumulou bons resultados em trabalhos anteriores e teve músicas tocadas por alguns dos principais artistas de house e tech house. Os dois procuraram o Alataj para compartilhar a experiência de forma anônima, não porque o episódio envolva alguma irregularidade, mas porque tornar públicos os nomes poderia comprometer relações profissionais futuras em um mercado no qual artistas, managers, agentes e gravadoras acabam se reencontrando constantemente.
Depois do envio de algumas demos, eles foram convidados para conversar com o time do que podemos descrever como uma das maiores gravadoras da história da música eletrônica. É uma marca com mais de 30 milhões de seguidores em uma de suas plataformas, presença global consolidada e lançamentos no catálogo que se aproximam da marca de 1 bilhão de plays. Para um artista independente, chegar até aquela conversa já poderia ser interpretado como um sinal de que algo estava funcionando, mas foi justamente ali que surgiu a frustração.
Segundo os dois, os resultados anteriores do artista tiveram pouco peso na rápida conversa. Suportes recentes também não despertaram grande interesse, e nem mesmo uma conta de Instagram com bons índices de engajamento pareceu determinante. A atenção estava concentrada em outra pergunta: o que, dentro daquelas músicas, poderia viralizar? Havia algum trecho facilmente transformável em vídeo curto, alguma característica capaz de gerar uma trend ou algum momento que pudesse funcionar no TikTok ou no Instagram? O artista estava disposto a fazer alterações nesse sentido?
“É frustrante porque parece que você deixa de apresentar uma música e passa a apresentar um objeto qualquer. Você mostra quem tocou, onde a faixa funcionou, o que já construiu e nada disso parece importar tanto quanto descobrir se existem quinze segundos virais”, resume o artista. Para ele, esse tipo de postura parece cada vez mais comum entre estruturas de maior porte, onde o potencial imediato de resultado passa a ocupar um espaço que antes parecia reservado à avaliação artística e ao desenvolvimento de longo prazo.
É importante separar as coisas. O relato de uma única reunião não permite concluir que todas as grandes gravadoras operam dessa maneira, assim como seria ingênuo imaginar que resultado comercial nunca tenha sido um critério central para uma indústria que vive de vender música. Mas a experiência abre espaço para uma discussão que já aparece há alguns anos nos bastidores: em que momento a capacidade de uma música gerar atenção rápida passou a competir com a própria função histórica do A&R?
A própria tradução da sigla ajuda a entender o ponto. A&R significa Artists and Repertoire, artistas e repertório, e durante boa parte do século XX uma das funções centrais desses departamentos era encontrar nomes antes que o mercado soubesse que precisava deles. Isso significava ouvir demos, frequentar eventos, acompanhar cenas locais, conversar com produtores, managers e jornalistas e, principalmente, tomar decisões com um nível consideravelmente maior de incerteza do que aquele disponível hoje.
Em uma reportagem publicada pelo Los Angeles Times em 1990, por exemplo, a estrutura de A&R da Geffen Records era descrita a partir de seus chamados “street scouts”, profissionais que passavam várias noites por semana circulando por clubs atrás de novos nomes. A aposta não terminava na assinatura: alguns artistas recebiam dinheiro para viver durante meses, estrutura de ensaio, equipamentos e tempo de estúdio enquanto desenvolviam catálogo antes mesmo do primeiro álbum. Era uma lógica em que a gravadora não apenas identificava um produto pronto, mas também participava de sua formação.
Isso não significa que exista um passado romântico no qual executivos escolhiam artistas exclusivamente pela qualidade de sua obra. Gravadoras sempre perseguiram sucessos, tendências e retornos comerciais, e a própria perda de espaço para o desenvolvimento de longo prazo já era discutida décadas atrás. Em janeiro de 1997, uma reportagem especial da revista americana Music Connection reuniu cinco profissionais veteranos de A&R de grandes gravadoras para discutir as transformações da área.
Tim Sommer, então vice-presidente de A&R da Atlantic Records na Costa Oeste, dizia perceber uma mudança da indústria do desenvolvimento de talentos para uma lógica cada vez mais orientada por promoção e rádio. Segundo ele, os próprios profissionais de A&R estavam se adaptando ao desejo das gravadoras de encontrar hits rápidos para as rádios, em vez de desenvolver artistas ao longo do tempo. A discussão mostra que a pressão por resultados imediatos não nasceu com o streaming ou redes sociais; o que mudou radicalmente desde então foram as ferramentas disponíveis para medir essa promessa de resultado antes mesmo de uma gravadora decidir apostar.
Um A&R dos anos 90 podia observar uma pista cheia, uma pequena base de fãs, algumas centenas de discos independentes vendidos ou o entusiasmo de outros profissionais da cena. O profissional de hoje pode abrir ferramentas que acompanham crescimento de seguidores, localização da audiência, playlists, Shazams, streaming, vídeos, engajamento, velocidade de crescimento e uma série de outros indicadores. Já em 2017, Rob Stringer, CEO da Sony Music, explicava que a companhia estava ampliando suas equipes de análise de dados para identificar talentos mais cedo e defendia que o profissional moderno de A&R deveria combinar ouvido artístico com capacidade analítica.
Então veio o TikTok e acelerou ainda mais esse processo. Um estudo produzido pela Luminate e encomendado pelo próprio TikTok apontou que 84% das músicas que entraram na Billboard Global 200 em 2024 haviam viralizado antes na plataforma. O dado deve ser lido considerando quem financiou o levantamento, mas ajuda a dimensionar a influência que o formato de vídeo curto passou a exercer sobre descoberta musical, consumo e charts.
Em 2022, a discussão ganhou um exemplo bastante público quando a cantora americana Halsey afirmou que sua gravadora não queria liberar uma música até encontrar uma maneira de criar um momento viral no TikTok. Na época, a artista já tinha oito anos de carreira e um enorme histórico comercial. A reclamação acabou se tornando um dos casos mais conhecidos da tensão entre criação artística e estratégias desenhadas para plataformas sociais, especialmente porque expôs a ideia de que nem mesmo artistas estabelecidos estavam completamente imunes a essa nova lógica de validação.
O problema, portanto, não é exatamente uma gravadora querer um viral. Seria estranho que equipes de marketing ignorassem uma ferramenta capaz de colocar uma música diante de milhões de pessoas em poucos dias, e um viral pode de fato transformar carreiras. A questão começa quando a possibilidade de viralização deixa de ser uma consequência desejável de uma boa estratégia e passa a funcionar como filtro para decidir se a música merece atenção em primeiro lugar.
Nesse cenário, parte da atividade de A&R corre o risco de migrar da descoberta para a validação. Em vez de identificar algo antes do mercado, é possível esperar até que o próprio artista produza, lance, divulgue, teste formatos, desenvolva sua imagem, encontre uma audiência e demonstre que existe demanda. Quando os números aparecem, o risco já é menor, e é justamente aí que surge uma das maiores mudanças estruturais do mercado contemporâneo: o artista passa a assumir sozinho uma parcela cada vez maior da fase inicial da aposta.
“Hoje não espero que uma gravadora faça milagre ou transforme a carreira de um dos meus DJs da noite para o dia. O que busco geralmente é uma estrutura que consiga potencializar o que já estamos construindo. Uma comunidade maior, um bom trabalho de promo, distribuição, PR, conteúdo, conexões. Se vamos entregar a música e uma parte dos direitos, é porque existe alguma coisa que essa estrutura consegue fazer melhor do que eu sozinho”, explica o manager.
Essa pergunta, sobre o que uma gravadora consegue entregar que o artista não consegue sozinho, tornou-se muito mais relevante nas últimas duas décadas. Durante boa parte dos anos 80 e 90, gravar, fabricar, distribuir e promover música em escala exigia infraestrutura. Lojas, fábricas, distribuidores, rádio, imprensa, marketing e capital formavam barreiras que tornavam uma gravadora praticamente indispensável para quem desejava ter uma música lançada oficialmente.
A internet começou a desmontar esse sistema. Primeiro vieram os arquivos digitais e as plataformas de descoberta, depois as lojas online, redes sociais, streaming e empresas de distribuição abertas a artistas independentes. Atualmente, serviços como DistroKid, TuneCore e CD Baby permitem colocar um lançamento nas principais plataformas sem que exista uma gravadora tradicional entre artista e público, enquanto na música eletrônica distribuidores especializados também simplificaram o acesso a lojas como Beatport.
O resultado aparece nos números. Segundo estimativas da MIDiA Research, artistas que lançam diretamente por distribuidores movimentaram aproximadamente 2 bilhões de dólares em 2024, enquanto o número de artistas operando nesse modelo chegou a 8,2 milhões. Nunca houve tanta gente capaz de colocar música oficialmente no mercado sem precisar ser escolhida previamente por um curador de um selo, e isso altera profundamente a relação de dependência entre artista e gravadora.
Na música eletrônica, essa autonomia possui ainda outro componente. DJs e produtores historicamente tiveram proximidade com labels independentes e pequenas gravadoras. Com a digitalização ficou ainda mais simples transformar esse histórico em uma realidade onde cada vez mais artistas possuem seus próprios selos. Não faltam exemplos de artistas que passaram a utilizar suas gravadoras não apenas para lançar a própria música, mas também para controlar calendário, identidade visual, contratos, repertório e posicionamento.
“Tem momentos em que lançar sozinho é mais vantajoso, saca? Você escolhe a arte, o dia, decide quando começa a divulgação e muda o plano se alguma coisa acontecer. Não precisa esperar uma aprovação durante semanas. Um dos meus melhores lançamentos até hoje foi independente”, conta o DJ. Nesse contexto, trabalhar com uma gravadora deixa de ser uma necessidade estrutural e passa a ser uma escolha estratégica, que precisa justificar com clareza o que oferece em troca.
Nada disso torna as gravadoras obsoletas. Pelo contrário: empresas fonográficas continuam realizando investimentos gigantescos, e segundo o Global Music Report 2026 da IFPI, gravadoras investiram 8,1 bilhões de dólares globalmente em A&R e marketing apenas em 2024. É uma lembrança importante de que transformar toda gravadora em mera distribuidora interessada em social media seria uma caricatura e enfraqueceria uma discussão que é mais complexa do que isso.
O que mudou foi o espaço entre precisar de uma gravadora e escolher trabalhar com uma. É justamente nesse espaço que os melhores selos ainda demonstram claramente seu valor, principalmente quando oferecem algo que não pode ser substituído apenas por uma conta em uma distribuidora digital ou por uma boa estratégia própria de redes sociais.
Dentro da música eletrônica, uma gravadora realmente pode mudar o patamar de um artista quando sua assinatura funciona como uma validação artística. Certos logos no catálogo ainda comunicam imediatamente uma informação para DJs, bookers, agentes e público: alguém com curadoria reconhecida decidiu que aquela música pertence ali. Em um mercado saturado de lançamentos, essa capacidade de filtragem e chancela ainda possui valor considerável. É esse tipo de validação que marcas como a Bedrock de John Digweed segue entregando há mais de duas décadas. Não é um mero lançamento, mas o atestado de qualidade de um dos maiores símbolos de um movimento, no caso, Digweed.
O impacto pode ser ainda maior quando existe uma comunidade artística real em torno da marca. Um lançamento deixa de ser apenas uma faixa hospedada em determinada página e aproxima o produtor de outros artistas, DJs, managers e profissionais que circulam naquele ecossistema. Em alguns casos, entrar em determinada gravadora também significa passar a frequentar festas, showcases, lineups, grupos de colaboração e redes de relacionamento capazes de produzir efeitos muito além daquele single ou EP específico.
Esse efeito cresce quando a gravadora possui canais próprios de mídia, playlists, rádio, conteúdo, assessoria, promoção e eventos. Defected talvez seja um dos exemplos mais completos: a empresa se apresenta atualmente como uma estrutura que reúne gravadora, publishing, booking, management, rádio, mídia, festivais e eventos internacionais, além de uma comunidade online superior a 12 milhões de pessoas. Drumcode também conecta catálogo e agenda internacional de eventos, enquanto Solid Grooves associa lançamentos a uma das marcas de festa mais fortes do circuito contemporânea, com direito a uma rara residência de verão no DC-10 em Ibiza.
Nesses casos, fazer parte do catálogo potencialmente significa circular dentro de algo maior do que uma sequência de releases. É provavelmente aí que está uma das respostas mais interessantes para a pergunta sobre qual deveria ser a função de uma grande gravadora em 2026: não apenas disponibilizar música, mas amplificar contextos, gerar conexões e transformar um lançamento em uma peça de uma estrutura mais ampla de carreira.
Em entrevista ao Beatportal neste ano, Sam Hutt, head de A&R da tszr, resumiu uma das funções do selo como amplificar artistas que já desenvolveram um som próprio, colocando suas músicas nos sets, playlists e aplicativos certos, ampliando presença em rádio e festivais e encontrando colaborações adequadas. Ao mesmo tempo, ele disse querer que a identidade visual da gravadora funcionasse como um selo de qualidade, uma ideia que reforça a importância da curadoria para além do simples alcance.
Há uma diferença grande entre essa ideia de amplificação e simplesmente capturar algo que já está acontecendo. A velocidade das redes também criou outro problema: encontrar alguém que possui uma música viral é mais simples do que transformar esse alguém em um artista capaz de manter uma carreira durante cinco ou dez anos, especialmente quando a expectativa por resultados passa a ser construída a partir de um pico excepcional de atenção.
O próprio mercado oferece exemplos constantemente. Uma música encontra um formato perfeito, milhões de vídeos são publicados e, repentinamente, existe uma audiência gigantesca esperando pelo próximo lançamento. Mas processos criativos dificilmente respeitam a mesma velocidade de um algoritmo. Um produtor pode levar meses ou até anos para encontrar outra faixa igualmente especial, pode decidir mudar de direção ou simplesmente não ter outra música capaz de reproduzir aquele comportamento imediatamente.
O viral comprime o tempo de desenvolvimento, mas a carreira não necessariamente acompanha esse ritmo. Quando a entrada de uma gravadora acontece apenas depois que um artista já demonstrou capacidade de gerar atenção massiva, surge o risco de tratar aquele momento como oportunidade temporária de captura de valor.
Até profissionais que trabalham em grandes estruturas reconhecem esse problema. Em uma discussão sobre A&R na era do TikTok, Dipesh Parmar, então presidente da Ministry of Sound Records, lembrou que aquilo que viraliza nem sempre é a música: em alguns casos, é o conteúdo, enquanto a faixa ocupa um papel secundário. Para ele, justamente por isso, ainda é necessário ouvir, interpretar contexto e exercer julgamento artístico.
Esse talvez seja um dos riscos de transformar viralização em critério de seleção: confundir atenção com vínculo. Uma música pode produzir milhões de impressões sem construir necessariamente uma relação duradoura entre público e artista, e essa diferença passa a ser especialmente importante quando a meta deixa de ser apenas explorar um single e passa a ser desenvolver uma carreira consistente.
“Às vezes faz muito mais diferença lançar em um selo menor que tem cinco pessoas realmente trabalhando aquela música do que entrar num catálogo gigante como mais um lançamento da semana. O tamanho da marca impressiona, mas depois você percebe que trabalho dedicado pode entregar muito mais”, diz o manager. Em outras palavras, escala não substitui necessariamente envolvimento, e uma estrutura menor pode gerar mais impacto quando consegue dedicar atenção real ao projeto.
Nenhum desses argumentos diminui a importância do resultado. Música também é negócio, gravadoras precisam gerar receita, artistas precisam construir público e managers precisam encontrar maneiras sustentáveis de desenvolver carreiras. Uma faixa que consegue atravessar a bolha e conquistar milhões de ouvintes deve ser celebrada, e ignorar o impacto cultural e financeiro de um viral seria tão simplista quanto transformar o viral em único indicador de qualidade.
Mochakk está aí para mostrar o quanto uma rede social pode acelerar uma trajetória. Seu primeiro grande momento viral no TikTok em 2022 ajudou a projetá-lo internacionalmente em uma velocidade extraordinária, abrindo portas para novos públicos, clubs, festivais e conexões internacionais. Mas observar o que aconteceu depois é tão importante quanto observar o viral: ele comprovou seu potencial de diferentes formas, lançou música por selos relevantes, consolidou uma identidade artística, criou suas próprias estruturas e transformou atenção momentânea em uma carreira sustentável.
O viral abriu uma porta, mas não construiu sozinho aquilo que veio depois. Talvez seja justamente essa distinção que uma gravadora precise ser capaz de fazer: reconhecer quando determinado pico de atenção é apenas um fenômeno de plataforma e quando existe ali um artista com linguagem, repertório e capacidade de desenvolvimento muito além daquele momento específico.
Durante décadas, a indústria fonográfica ganhou dinheiro porque encontrou talentos, assumiu riscos e participou de seu desenvolvimento. Hoje, a tecnologia permite que parte desse processo aconteça antes que qualquer selo entre em cena. O artista grava, distribui, produz conteúdo, testa a música, constrói seguidores e demonstra que existe demanda, assumindo uma parcela significativa do trabalho e do risco que anteriormente caberia a uma estrutura profissional.
Só então a gravadora pode aparecer. Do ponto de vista empresarial, é uma posição muito mais confortável; do ponto de vista artístico, ela produz uma pergunta menos confortável: se a música já funciona, a audiência já existe e o mercado já confirmou o potencial daquele trabalho, qual risco a gravadora ainda está assumindo e qual valor realmente está adicionando?
Certamente o papel dos grandes selos não é lutar contra os novos indicadores, ignorar às redes ou fingir que streaming e engajamento não importam. O desafio parece ser justamente utilizar o tamanho, o repertório de conhecimento e a capacidade financeira que possuem para enxergar além deles, transformando informação em ferramenta de decisão sem permitir que ela substitua completamente a escuta, a curadoria e a disposição para construir alguma coisa antes que os resultados estejam garantidos.
Dados conseguem mostrar que algo está acontecendo, mas nem sempre conseguem explicar por que aquilo está acontecendo ou por quanto tempo continuará acontecendo. Um bom A&R, em tese, ainda deveria ser capaz de imaginar o que pode acontecer depois e apostar em alguma coisa antes que todos os indicadores confirmem que a aposta já era segura. Até porque uma música viral, está muito longe de ser sinônimo de um artista capaz de gerar conexão com uma audiência sólida.
No fim, as demos que mostramos pra eles mal foram ouvidas. Estamos há pelo menos dois meses recebendo grandes suportes em uma das faixas e não temos uma proposta interessante para lançá-las.
finaliza o manager.