Skip to content
A música conecta

Como curtir e entender a música eletrônica em São Paulo

Por Alan Medeiros em Notes 16.10.2026

São Paulo construiu uma das cenas de música eletrônica mais diversas do mundo, atravessando diferentes gerações, movimentos e territórios. Da formação da cultura clubber e da consolidação do techno nos anos 90 à projeção internacional do drum & bass brasileiro e à expansão das festas independentes, a cidade desenvolveu uma cultura noturna que se manifesta em clubs históricos, festivais, ocupações urbanas, gravadoras e espaços dedicados à escuta musical.

Neste City Guide, reunimos lugares, artistas, faixas e personagens que ajudam a conhecer essa história e, principalmente, vivenciá-la. Um roteiro que conecta instituições da noite paulistana a projetos contemporâneos, passando por diferentes maneiras de produzir, descobrir e experimentar música eletrônica na cidade.

Club — D-EDGE
Inaugurado em 2000 e instalado em São Paulo desde 2003, o club da Barra Funda tornou-se uma das principais instituições globais dedicadas ao house e techno.

Festa — Hail The Light
Criada em 2019, mantém viva uma vertente mais profunda e hipnótica do techno em São Paulo, com curadoria avançada dedicada ao estilo e produção de primeira.

Festa — Mamba Negra
Criada em 2013, a festa se tornou referência na ocupação de espaços urbanos e na aproximação entre música eletrônica, performance e cultura LGBTQIA+.

Festival — Gop Tun Festival
Com curadoria voltada à música eletrônica underground em suas diferentes frentes, reúne artistas internacionais e brasileiros em uma programação que atravessa house, disco, techno e experimentação.

Festival — Só Track Boa
Nascido em 2015, o projeto itinerante se transformou em um dos maiores encontros da eletrônica brasileira, com edições para cerca de 60 mil pessoas em São Paulo.

DJ — DJ Marky
Referência internacional do drum & bass, o paulistano foi um dos principais responsáveis por projetar a cena brasileira do gênero no circuito internacional.

DJ — Renato Cohen
Pioneiro do techno nacional, ganhou reconhecimento internacional no início dos anos 2000 e permanece como uma das referências históricas da cena paulistana.

DJ — Glaucia Mais Max
DJ intrinsecamente ligada à história da noite paulistana, conecta diferentes gerações da cultura clubber com um repertório que atravessa essencialmente house e disco.

Live act — L_cio
Laercio é um dos nomes da eletrônica brasileira que exploram a relação entre música de pista, improvisação e instrumentação ao vivo, com destaque para o uso da flauta transversal em suas apresentações.

Faixa — Renato Cohen – Pontapé
Lançada pela Intec de Carl Cox em 2002, tornou-se um dos registros mais emblemáticos da internacionalização do techno produzido no Brasil.

Faixa — Teto Preto – Já Deu Pra Sentir
Lançada em 2016 pela Mamba rec, a faixa estabelece uma conexão entre a obra de Itamar Assumpção, a vanguarda paulista e a eletrônica independente daquele período.

Listening bar — Matiz
Localizado em um rooftop no centro, combina discotecagem em vinil, sistema de som de alta fidelidade e uma vista privilegiada da arquitetura paulistana.

Listening bar — Starlane
Instalado em um casarão em Pinheiros, une gastronomia, coquetelaria e programação musical, com um salão que se transforma em pista de dança no formato club. 

Loja de discos — COLLECTIVINYL
Localizada na Galeria Metrópole, no centro, reúne discos novos, usados e raridades nacionais e internacionais, com curadoria de diferentes lojas dentro de uma só. 

Gravadora — Selva Discos
Associado ao trabalho de Augusto Olivani, o selo trabalha com reedições de música brasileira e produções contemporâneas, aproximando disco, house e a cultura dos colecionadores.

Coletivo — Voodoohop
Fundado em 2009, foi um dos pioneiros na ocupação musical das ruas do centro de São Paulo, misturando eletrônica underground e ritmos brasileiros.

Rádio — Veneno Live
Criada em 2018, a rádio independente transmite programas, sets e sessões ao vivo, funcionando como uma plataforma de descoberta e documentação da cena local.

Venue — Ephigenia
Localizado em uma cobertura próxima ao Viaduto Santa Ifigênia, recebe festas de diferentes vertentes eletrônicas em uma estrutura que combina pista e vista para o centro.

Venue — Edifício Martinelli
Um dos edifícios mais emblemáticos de São Paulo, seu rooftop recebe eventos de música eletrônica que transformam a arquitetura histórica em cenário para a dança.

After-hours — SuperAfter
Um dos nomes tradicionais da cultura after-hours paulistana, associado às festas que atravessam a madrugada e chegam às manhãs de domingo no D-EDGE.

Comunicadora — Claudia Assef
Jornalista e autora de Todo DJ Já Sambou, uma das principais obras dedicadas à documentação da história dos DJs e da música eletrônica brasileira.

Comunicador — Camilo Rocha
Jornalista e autor de Bate-Estaca, livro que reconstrói a história da noite eletrônica paulistana entre os anos 1980 e o início dos 2000.

Comunicadora — Erika Palomino
Criadora da coluna Noite Ilustrada, documentou a formação da cultura clubber paulistana e suas conexões com moda, comportamento e diversidade nos anos 90.

Personagem histórico — DJ Mau Mau
Um dos pioneiros do techno brasileiro, foi residente do Hell’s Club e ajudou a estabelecer a identidade musical da primeira geração de clubbers de São Paulo.

Lugar histórico — Hell’s Club
Criado em 1994, tornou-se um dos marcos da cultura after-hours paulistana e da consolidação do techno na cidade.

Marco histórico — Skol Beats Festival
Realizado entre 2000 e 2008, foi um dos maiores festivais de música eletrônica da América Latina, reunindo dezenas de milhares de pessoas e ajudando a popularizar house, techno, trance e drum & bass no Brasil.

+++ Relembre: Editorial | O que tornou o Skol Beats tão importante para a cena nacional

A MÚSICA CONECTA 2012 2026