Vintage Culture já construiu diferentes iniciativas dentro da música eletrônica, de label a festival, de colaborações internacionais a ações voltadas ao desenvolvimento de novos artistas. O DNA Art Car é o mais recente deles. Criado em 2025, o projeto leva essa atuação para um formato itinerante em que o palco principal divide espaço com outros art cars e instalações, intervenções visuais e áreas de convivência.
A ideia nasceu inspirada na cultura dos veículos que são vistos no Burning Man e tem como base três pilares principais: distopia, natureza e arte, que formam a sigla DNA. A primeira edição aconteceu em 2 de março de 2025, na Arena Open, em Camboriú, durante o Carnaval. Na ocasião, Vintage Culture apresentou oficialmente seu art car ao lado de Doozie, Echonomist, JACKSON e Meca.
Os três conceitos ajudam a entender a intenção de Vintage Culture com o projeto. A distopia aparece como reflexão sobre a relação entre pessoas, tecnologia e excesso de artificialidade. Natureza aponta para a valorização do que é orgânico, do contato físico e da responsabilidade sobre recursos e ambientes. A arte, por sua vez, amplia o papel da criação para além da música, incluindo corpo, imagem, intervenções e formas de expressão dentro do próprio evento.
No DNA, todos esses elementos são adaptados ao formato brasileiro, com uma cenografia de grande escala, áreas paralelas e diferentes formas de circulação do público, fazendo uma espécie de releitura do festival dentro da realidade dos eventos do nosso país. O palco principal é diretamente associado ao Vintage e funciona como o centro da experiência, geralmente com sets mais longos do artista, permitindo que ele tenha tempo para trabalhar diferentes fases do seu repertório.

Outros núcleos ajudam a ampliar o projeto para além do palco principal. O Favela Art Car, ligado a uma comunidade brasileira presente no Burning Man, reforça a conexão do DNA com quem já participa do festival no deserto de Nevada. O FCKR 100 aparece como uma das estruturas mais singulares do evento, um avião que reúne arte e tem sua própria programação. Há ainda espaços como a Aldeia Zen, voltada ao descanso, convivência e práticas de bem-estar, além de intervenções visuais, performances e ações criadas durante o evento.
A edição de Campinas, realizada em dezembro de 2025, marcou uma expansão importante dessa proposta. O projeto passou a reunir diferentes art cars, instalações, áreas paralelas e uma estrutura cenográfica mais ampla, consolidando o DNA como um evento de múltiplos ambientes. Depois disso, o formato seguiu para Esteio e retornou a Camboriú, mostrando que a ideia não estava restrita a uma única edição, mas a uma plataforma pensada para circular por diferentes cidades.
Agora, se aproximando do final do ano de 2026, o DNA Art Car já tem definidas suas próximas paradas no Brasil. O projeto passa por Belo Horizonte no dia 19 de setembro, no Mega Space, em Santa Luzia; segue para São Paulo no dia 5 de dezembro, no Aeródromo Nascimento, em Cotia; e encerra o ano em Camboriú, no dia 30 de dezembro, novamente na Arena Open. Até o momento, Vintage Culture aparece como o nome central das três edições, enquanto os lineups completos devem ser anunciados ao longo das próximas semanas.