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Covil estreia documentário sobre representatividade LGBTQIA+ no cenário eletrônico curitibano

No mês do orgulho LGBTQIA +, um núcleo de Curitiba vem cumprindo um importante papel em prol do acolhimento de artistas e do público Queer, unindo arte, música eletrônica, liberdade, inclusão e representatividade. Na ativa há três anos, a Covil se tornou um espaço de pertencimento e acolhimento, desenvolvendo uma linguagem pautada na diversidade de expressão artística e estabelecendo-se como uma poderosa voz.

Idealizada pelo DJ e produtor cultural Pedro Grego e pelo seu sócio Lukas Siqueira, a Covil se configurou como uma label party excêntrica na capital paranaense, com um espaço aberto para a liberdade, sexualidade, performances artísticas, conscientização e música de qualidade. 

A comunidade LGBTQIA+ da nossa cidade tem seus lugares pré-estabelecidos por um padrão de música, bebida, público e/ou comportamento e tentamos, com a COVIL, apresentar diálogos diferentes – às vezes recebidos com estranhamento e até preconceito mas, que apresentam uma outra visão sobre a comunidade, que é tão complexa e abrange tantos pensamentos, artistas e pessoas que não têm muito espaço nem dentro do próprio meio que vivem. (…) É muito difícil criar um espaço onde todas as pessoas que fazem parte da comunidade se sintam 100% acolhidas e respeitadas. Porém, desde quando iniciamos o projeto, fomos aprendendo e entendendo mais sobre o público e quais são os pontos que são impactantes para cada parte dele, coisas que às vezes não faziam sentido para mim ou para o Lukas, mas fazem total diferença para parte do nosso público, que é misto em idade e gostos, gêneros e orientações”, explica Pedro Grego.

A festa, que já leva na bagagem dezenas de edições por onde figuraram nomes como Sebastian Voigt, Tessuto, Cashu, Marina Dias, Kosmos, Pejota Fernandes,Gezender, Maltchique, Agrabah e Leiloca Pantoja, acabou chamando a atenção da Beck’s Brasil, e foi selecionada junto a outros seis coletivos do sul do país, para o projeto Só O Pen Drive Salva. A iniciativa tem como objetivo, dar visibilidade aos coletivos da cena independente que traduzem sua arte com autenticidade, reunindo em sua plataforma sets, vídeos, performances, fotos, textos e sentimentos que resistem e agora atingem um novo lugar de resiliência.

Para o projeto, a Covil apresenta o Covil.docu, um documentário que tem como foco apresentar as histórias das pessoas que fazem a festa acontecer e como a pandemia interferiu em seus planos e carreiras. O audiovisual também busca mostrar como a mistura desses talentos faz a Covil ser um espaço que preza pela liberdade, e um veículo de mensagem de amor pela arte, pela música e pela representatividade, com a esperança de 

que essa energia continue viva, mesmo em tempos de crise.

O documentário, além de trazer a atuação representativa do coletivo na comunidade Queer, também aborda as iniciativas informacionais de conscientização quanto ao diálogo sobre HIV, soropositividade e IST’s. “Como prezamos por um ambiente livre de preconceitos e medos, muitas pessoas trazem suas sexualidades junto desses tópicos. Com isso sentimos que temos uma responsabilidade em criar diálogos sobre HIV e demais ISTs com o nosso público, já que oferecemos um espaço onde isso não é tabu. Desde a primeira edição, trazemos campanhas informativas, nas festas e nos nossos canais de comunicação, sobre prevenção, tratamento e redução de danos para HIV e outras ISTs. E temos um canal aberto no nosso Instagram para ajuda e direcionamento, além de uma parceria com o Grupo Dignidade, que faz um excelente trabalho sobre esse e demais temas LGBTQIA+ aqui em Curitiba e Região Metropolitana”, completa Pedro.

O Covil.docu tem roteiro e direção de Pedro Grego, contando com a participação de seu sócio-fundador Lukas Siqueira, e seus residentes Paula Costa, Agrabah, Marina Dias, Mariya Nerve, Umatheusa, Fernando e Leo Moreira.

A música conecta.

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